domingo, 26 de janeiro de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - DOMINGO - 26 DE JANEIRO DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

PROCRASTINAR AÇÕES CORRUPTAS.

Nobres:
Veio desta vez a flama mais um somatório de ações corruptas que o cotidiano sucede neste País e dentre os atos corruptos entra em cena o do Banco do Nordeste do Brasil, casos reincidentes e que no passado foi construído sob o manto da impunidade (e tem tudo para se repetir), uma característica peculiar dos agentes que se expressão sem temor e sem pudor estabelecendo o convívio com a corrupção onde um conjunto majoritário da sociedade se faz distante e quando chamados a opinar “chega ao ponto de elogiar facínoras dando a impressão de que tudo está bem”! Neste país ($$) das maravilhas “ladroíce”. Diante da forma estamos novamente em meio a um turbilhão de escândalos públicos, o que tem sido uma situação constante desde a época em que éramos uma simples colônia. Como diz o adágio popular vivemos na “casa da mãe Joana”. No entanto, a questão da corrupção no Brasil é muito mais profunda. Acredito que apenas uma pequena parte dos casos seja “efetivamente” descoberta e venha a público. Imagino que grande parcela fique escondida nas entranhas públicas. Temos a corrupção política, a corrupção de servidores e de cidadãos desonestos. A corrupção sempre tem dois lados, um corrompendo e outro sendo corrompido. É nítido que a máquina pública está comprometida. Desde criança escutamos falar sobre a tal da corrupção, agora vemos, todo dia, ao vivo e a cores na TV e “estampados” nos jornais e ditos no rádio e nas redes sociais. Na esfera política houve e há muito apadrinhamento para se obtiver a dita governabilidade. Não importa os interesses da sociedade, desde que os interesses pessoais e partidários sejam atendidos, com isso vem a briga pela distribuição de cargos públicos, comissionamentos e outras benesses. Isto ocorre em todos os níveis de governo (municipal, estadual e federal), afinal é preciso acomodar todos os camaradas. O exemplo mais recente da corrupção política em nosso país é o escândalo do mensalão, que teve início em 2005 (sete anos atrás!) e somente agora está tendo um desfecho. No âmbito administrativo temos um carnaval de queixas, denúncia e escândalos. Somente para citar alguns exemplos: a indústria de multas de trânsito em diversas cidades desvios de verbas através de falsas ONGs, fiscais corruptos, licitações fraudulentas, entre tantas outras situações que podem preencher uma biblioteca. Se pararmos para pensar, no final das contas, mesmo que inconscientemente, somos nós que financiamos toda essa corrupção. Os corruptos visam o dinheiro público, que em última análise é o seu dinheiro e o meu dinheiro, que disponibilizamos para a manutenção da sociedade. Na medida em que os recursos destinados a financiar hospitais, escolas, saneamento básico e outras necessidades primárias são desviados, debaixo de nossos narizes, e não tomamos qualquer atitude, também temos nossa parcela de culpa, por uma simples questão de omissão. Todo mês a arrecadação tributária bate recorde, o governo encosta os contribuintes na parede e suga a maior parcela dos seus recursos e tudo isso para quê? Para vermos que o nosso dinheiro está sendo desviado, manter o inchaço da máquina pública ou aplicado em obras fúteis, enfim, uma grande parcela escoando pelo ralo. A cada dois reais desviados ou desperdiçados é um litro de leite que está sendo tirado das crianças esfomeadas deste país! Ao longo dos anos fomos vencidos pelo cansaço, nos tornamos um povo apático a tudo isto. Somos pacíficos, mas não precisamos ser omissos. Em outros países por questões muito menores o povo sai às ruas protestando e cobrando os seus direitos. Temos que limpar a administração dos maus políticos e servidores públicos que mancham nossa imagem, afinal carregamos a pecha de sermos uma sociedade corrupta. Falta-nos esse poder de mobilização e indignação, afinal quem manda neste país é o povo brasileiro, sua vontade é soberana e cabe aos ocupantes dos cargos públicos nos representar e, sobretudo, nos respeitar. A situação pode, sim, ser mudada. Através de nossa manifestação, quando multiplicada, gerará a necessária mudança da opinião pública sobre o assunto. As mudanças podem direcionar em sintonia com a sociedade, ela direciona e dinamiza ações que deverão ser dirigida através do voto. Mesmo diante das mazelas que impera a distância, pode incontinente transformar este Pais exercitando a consciência de cada um.

Antônio Scarcela Jorge.

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