segunda-feira, 25 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE, SEGUNDA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
CORRUPÇÃO SISTEMÁTICA

Nobres:
Como de costume acontece no infecto cotidiano dos políticos ajuntados na organização empresarial de empreiteiras, veio a bombástica delação da JBS, em questão de horas surgiu também a desconfiança de que os irmãos Joesley e Wesley Batista haviam aproveitado seu conhecimento prévio dos fatos divulgados para lucrar em transações financeiras. Ao lado da injustificável imunidade penal então concedida aos dois empresários, a suspeita do uso de informação privilegiada que evoluiu para investigações da Polícia Federal e da Comissão de Valores Mobiliários concorreu para fomentar a repulsa geral aos termos do acordo de delação firmado com o Ministério Público. Recorde-se que os mercados de ações e câmbio viveram um terremoto em 18 de maio, dia seguinte à primeira notícia da famigerada conversa entre o presidente Michel Temer (PMDB) e Joesley Batista. Enquanto pessoas físicas e jurídicas amargavam perdas bilionárias, o grupo dos Batistas se beneficiava por ter vendido ações da JBS e comprado moeda americana, em volume aparentemente atípico, às vésperas do pandemônio. Alegam os irmãos que as operações se deveram às necessidades de caixa e à gestão rotineira dos riscos da empresa; trata-se de caso em que o princípio da presunção de inocência força a considerar a palavra de delinquentes confessos. Acrescente-se, de todo modo, que a caracterização do crime de uso de informação privilegiada ("insider trading", no jargão técnico) é tarefa complexa e relativamente nova no país. Levantamento realizado pela Fundação Getulio Vargas aponta que, de 2002 a 2015, a CVM examinou 50 processos administrativos relacionados a tal delito; destes, apenas quatro foram levados à esfera criminal, e a primeira condenação aconteceu somente em 2011. Digno de nota é que, após as prisões de Joesley e Wesley Batista, as ações da JBS tenham encerrado a semana com expressiva valorização, na casa dos 8%, por terem ganhado força as expectativas de troca de comando na empresa. O estatal BNDES que por desatinos do passado detém participação de 21% na companhia vem pressionando pela saída da família. A manobra põe em risco o que deveria ser o objetivo de todos: punir se necessário, os maus administradores, mas preservando, tanto quanto possível, uma estrutura que gera renda e empregos. É mais uma tramóia inspirada no mundo da corrupção brasileira.
Antônio Scarcela Jorge.




PINCELADAS

INTERAÇÃO DA ROUBALHEIRA

Esta cidade dos outros que aportam por aqui, um verdadeiro abrigo dos maus costumes. não são todos. Em sua maioria começam com os negócios de empresas comerciais  e, são idolatrados por esta gente. Por um triste exemplo: Colocam em seus estabelecimentos um ponto de vendas de recargas e "chips" das péssimas prestadoras de serviços; TIM, CLARO E VIVO aos quais roubam "a prestação como devida aos clientes e, ainda para o nosso lado doméstico, é um acinte um estado de calamidade. Alguns quando o cliente uma ação de domínio público, mas que acham ser uma obrigação, só efetuam a recarga se tiver o exato custo, se for dez reais, o cliente tem que pagar os dez reais, vinte, os vintes reais e, para ser mais incisivo, mandam você procurar "e o otário" como sou dependente de terceiros, sempre dei meia volta para não desagradar a estes que zombam. Conclusão, vem aí uma fiscalização e punição bem amarga para quem abusa desde esteio , em contrapartida irão saber em quem abusar. é uma lastima viver "independentemente" nesta cidade. As ações são diretamente impetradas no ambito da união, graças a Deus.
   

domingo, 24 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - DOMINGO, 24 DE SETEMBRO DE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
REFORMA É ENCENAÇÃO DO CONGRESSO

Nobres:
A sociedade apregoa como tímida e decepcionante o resultado dos muitos meses de discussão parlamentar em torno da reforma política. O que havia de mais ambicioso, para bem e para mal, nas propostas em curso, a adoção do chamado distritão no pleito de 2018 e a promessa de instituir o voto distrital misto em 2022 não passou pela Câmara dos Deputados. Dependendo, por se tratar de mudança constitucional, de pelo menos 308 votos, o projeto obteve apenas 205. De positivo, pode-se dizer que o fiasco evitou que fosse implantado um mecanismo eleitoral a todos os títulos exótico e cheio de defeitos. Com efeito, ao preconizar um princípio simples nas eleições proporcionais, conquistam seus cargos os candidatos mais votados, o distritão embutia grave inconveniente do ponto de vista da representação popular. É que, se vingasse tal norma, seriam desperdiçados os sufrágios que, destinados a um candidato vitorioso, excedessem o necessário para sua eleição. Assim, se um postulante extremamente popular obtivesse o que não raro acontece, 500 mil votos, quando apenas 100 mil garantiriam a sua vitória, a sobra de 400 mil não seria transferida a outros postulantes de sua legenda. O personalismo, e não a coesão partidária seria a regra num pleito assim organizado. O também derrotado voto distrital misto, entretanto, representaria considerável avanço, ao levar o eleitor a votar duas vezes, uma em um representante de seu distrito e outra em nome a constar de lista elaborada pelos partidos. Dessa forma se introduziria, na disputa pela Câmara federal e pelos Legislativos estaduais e municipais, o desejável confronto de propostas e ideologias que colocaria candidato contra candidato, agremiação contra agremiação, num mesmo território, com a vantagem da transparência e da legibilidade. Se a discussão em torno dos sistemas eleitorais é reconhecidamente intrincada, uma medida simples como a extinção do voto obrigatório não exigiria grandes cálculos e explicações técnicas. Foi igualmente rejeitada. Resta de favorável, a possibilidade, ainda a se confirmar, de ser extinta a coligação partidária em cargos proporcionais, além de implantada (com muitas condicionantes) uma cláusula de desempenho visando a diminuir gradualmente o número exorbitante de siglas existentes no país. É incerto que tais propostas venham a conseguir plena aprovação nas votações da Câmara e do Senado que se anunciam para até o início do mês que vem prazo necessário para que possam vigorar no pleito do próximo ano. Concretamente, só uma modificação é previsível: a que aumenta recursos públicos para os gastos de campanha. Mal representado, o eleitor é chamado, desta vez em escala inédita, a pagar a conta da propaganda que lhe impingem.
Antônio Scarcela Jorge.

INOCENTE !







LAVA JATO AMPLIA CERCO A LULA COM MAIS 06 APURAÇÕES

O petista pode ficar inelegível se o TRF da 4ª Região, em Porto Alegre, confirmar a sentença de Moro

Réu em seis ações penais e denunciado em outros dois casos, o petista agora é alvo de mais seis procedimentos de investigação criminal abertos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

A Operação Lava Jato e seus desdobramentos ampliam o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dificultam ainda mais seu plano de disputar um terceiro mandato na eleição de 2018. Condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá, réu em seis ações penais e denunciado em outros dois casos, o petista agora é alvo de seis procedimentos de investigação criminal abertos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Curitiba, São Paulo e Brasília.

As novas apurações podem resultar em processos na Justiça por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e obstrução a investigações. Com o ex-presidente cada vez mais investigado por policiais e procuradores e respondendo à Justiça, partidos de esquerda já traçam caminhos alternativos à disputa presidencial. Caso o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, confirme a sentença de Moro, o petista pode ficar inelegível.

O principal ponto de partida das novas acusações são os acordos de colaboração dos executivos da Odebrecht, homologados pelo Supremo Tribunal Federal em janeiro deste ano. As informações colhidas pela força-tarefa da Lava Jato levantaram novas suspeitas que agora são investigadas.

Em São Paulo, os procedimentos instaurados desde julho deste ano tratam de supostos pagamentos em benefício do filho caçula do ex-presidente, Luís Cláudio, por meio da contratação de uma empresa de eventos esportivos, ao repasse de uma mesada a seu irmão Frei Chico e de desvios na construção da Arena Corinthians, o Itaquerão. 

Os investigadores em Brasília apuram uma suspeita de obstrução da Justiça. Emílio Odebrecht, patrono da empreiteira, e o ex-diretor da empresa Cláudio Melo Filho relataram à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente e o ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) atuaram por um acordo de leniência sem a intervenção do Ministério Público. A medida beneficiaria diretamente a construtora. 

Paraná

Há duas frentes abertas em Curitiba: uma para apurar fraudes e corrupção em negócios do setor petroquímico relacionados à Braskem e outra, a mais avançada, para investigar doações ao Instituto Lula e pagamentos por palestras via Lils Palestras, Comunicação e Eventos - empresa aberta por Lula em 2011, após deixar a Presidência. As investigações decorrem de citações de “contrapartidas” oferecidas por Emílio Odebrecht a Lula. 

O dinheiro seria gerenciado pelo “Italiano”, codinome do ex-ministro Antonio Palocci na contabilidade paralela da empreiteira organizada pelo Setor de Operações Estruturadas - o “departamento da propina”. O montante, segundo depoimento de Palocci no dia 6 deste mês a Moro, era de R$ 300 milhões. 

Decisão

O Supremo decide nos próximos dias se torna Lula mais uma vez réu, ele foi acusado pela PGR de liderar uma suposta organização criminosa - responsável pelo desvio de mais de R$ 2 bilhões em contratos da Petrobras e de outros órgãos do governo para o PT. 

O ex-presidente ainda é réu em outros dois casos. É acusado de receber R$ 12,5 milhões da Odebrecht supostamente simulados por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula e do aluguel de apartamento em São Bernardo. A ação já está em fase final e a sentença pode sair até novembro. Lula ainda é réu na ação que trata de suposta propina paga pela Odebrecht e OAS nas reformas do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Em fase inicial, esse processo deve ser julgado em 2018.
Fonte: G1 – DF.

sábado, 23 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SÁBADO, 23 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
FRUSTAÇÃO NA REFORMA

Nobres:
Como era de se esperar adotando a tática do atual sistema de políticos brasileiros especialmente os que estão em atividades, infelizmente, no Congresso Nacional que em sua maioria priorizam a corrupção generativa em espécie, quando meses de idas e vindas, a reforma política deve ser reduzida a uma pequena lista de remendos. A notícia parece ruim, mas poderia ser bem pior. Algumas propostas derrotadas na Câmara agravariam as distorções do sistema atual. A principal ameaça na mesa era o distritão. O modelo transformaria a eleição dos deputados numa disputa majoritária, seguindo a lógica de todos contra todos. Seria o fim da fidelidade partidária e a consagração dos candidatos ricos e famosos. A ideia conquistou adeptos porque prometia facilitar a reeleição dos atuais deputados. No entanto, ficou difícil defender um modelo que não é adotado em nenhuma democracia avançada e que elevaria ainda mais o custo das campanhas. Depois de enterrar o distritão, os deputados aprovaram uma proposta mais discreta: a proibição das coligações proporcionais e a adoção de uma cláusula de desempenho. O fim das coligações é um avanço. Com elas, o eleitor vota num candidato liberal e ajuda a eleger um comunista, ou vice-versa. O exemplo é concreto. Em 2014, a mega-aliança montada por Eduardo Campos em Pernambuco uniu DEM e PC do B no mesmo balaio. A cláusula de desempenho promete reduzir a farra das legendas de aluguel. A sigla que não alcançar um percentual mínimo de votos deixará de receber recursos públicos e de ter acesso à propaganda de rádio e TV. Nos dois casos, o texto foi desossado no plenário. Os deputados adiaram o fim das coligações para 2020 e encolheram a cláusula para míseros 1,5%. Mesmo assim, o que foi aprovado é melhor do que nada. Se as regras já valessem na última eleição, a Câmara teria dez partidos a menos. Nas próximas semanas, o Congresso decidirá o que fazer com o financiamento das campanhas. O líder do governo no Senado quer emplacar um fundão de R$ 3,5 bilhões com dinheiro do contribuinte. Se a idéia for derrotada, o eleitor poderá comemorar mais uma vitória. É uma sacanagem que regra o político.
Antônio Scarcela Jorge.


                    *****

PINCELADAS
O MAU CARÁTER É PERMANENTEMENTE INOCENTADO


Num esquema bem combinado, a presidente do PT (só no Brasil nós não sabemos o porquê de não que está presa como acontece com o seu marido recolhido a uma penitenciária, prova que as leis de múltiplas interpretações para guardar interesses como acontece com um ministro do STF manjado a suas peraltices qual se transforma a todo tempo um apêndice no judiciário). Diante deste episódio, o ex-ministro e ate então “serviçal do LULA” foi afastado do seu PT por falsear o mau caráter que conseguiu operar o milagre, muito além dos “cinco pães e dois peixes” mais sim operou milhões de reais, apartamentos, triples as custas do erário, evidentemente do bolso do povo brasileiro. Um povo que em sua maioria pedintes do nordeste o louva e venera. É bom que aconteça a volta deste “barrabás para acontecer o mar de rosas” que vivencia o país, principalmente dominado pelo crime organizado, caso que acontece com os estados federados entre o Rio, São Paulo e os demais que esconde a realidade dos fatos.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
IMPÉRIO IMORAL

Nobres:
Viver sob a égide de um Estado termina por exigir que os cidadãos conheçam as maneiras pelas quais podem ser afetados por esse ente máximo e os mecanismos de proteção contra ele. Neste contexto vivemos que o Brasil atravessa uma séria crise: das instituições, que têm sido confundidas com os seus membros; da separação de poderes, já que decisões são tomadas à margem da lei; econômica, tornando necessário o corte drástico em gastos e reformas profundas. O que chama atenção, contudo, é que possivelmente a origem de tudo esteja na crise que afeta a moralidade das instituições. Diga-se: é essencial que tenhamos, já que, num futuro próximo, não é possível a extinção do Estado, confiança, mesmo que mínima nos atos do poder público, e, principalmente, que se tenha previsibilidade na aplicação das leis. A velha frase "cada cabeça, uma sentença" não pode ser aplicada rotineiramente, tal como tem se verificado. Chama atenção, principalmente, no campo jurídico, a instabilidade na utilização das leis. A sociedade, em verdade, serve como legitimadora para a criação da lei, ao eleger seus representantes, e não para aplicação reversa dessa. Para ficar claro: deve-se tomar muito cuidado com o aplauso em praça pública estar-se-á abrindo margem para que os poderes estatais se utilizem de mecanismos institucionais conforme a consciência única e exclusiva do ser humano que assina o pedido ou a decisão. Os políticos ora encastelados no poder são fomentos para abrigar a corrupção.
Antônio Scarcela Jorge.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
CAMPEÃO “NIM TUDO”

Nobres:
Neste mundo fantástico que é o Brasil que impera e domina especialmente agora os políticos de toda espécie alojados entre os poderes constituídos da federação republicana as delações se tornaram comum, sendo o grande atalho pela sobrevivência de uma sociedade ética que felizmente está sobrepondo ao estilo doentio de aproveitadores aliados por conveniência. Neste contexto real o presidente Temer, atolado até o pescoço, sai pela tangente em declarações do ex-procurador geral da República que "Michel Temer  dava estabilidade e segurança ao aparato criminoso, figurando como cúpula e alicerce da organização. Em resposta Temer afirmou "É realismo fantástico." Diante das declarações intempestivas de todos envolvidos na questão, vem tempestade ainda mais com as delações de oito executivos da Construtora OAS - que chegaram ao STF na sexta-feira passada - têm chumbo grosso e quente contra o ex-presidente Lula (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). Segundo vaticínio da OAB de Brasília, os dois vão ficar "de joelhos. Isto cai por terra a credibilidade internacional onde a corrupção é fato e traz outra grave questão. “O ROUBO” ADVINDO DESTE ‘EMPENHO’ Até agosto apresava apenas o 2º lugar, com os US$ 76,8 milhões levados do Banco Central em Fortaleza, em 2005. Mas, a descoberta feita pela Polícia Federal no "bunker" de Geddel Vieira Lima (PMDB) aumentou, em 05 de setembro, a presença brasileira no rol dos inglórios: a fortuna achada na "gruta do Ali Babá baiano", em Salvador (BA), equivalente a US$ 16 milhões, está no 7º lugar no ranking global. Imbatível há 30 anos, o maior roubo da história ocorreu em Londres, em 12 de julho de 1987: dois homens entraram num depósito de dinheiro com a desculpa de alugar um cofre. Ninguém reparou que eles estavam armados com pistolas, com o que ficou fácil dominar o gerente e os seguranças, levando US$ 112, 9 milhões. Para evitar incômodos, durante o assalto, eles penduraram placas: "Depósito fechado temporariamente". Pela impressão digital, a polícia chegou ao cabeça do crime: o italiano Valerio Viccei. Após quatro anos preso, Viccei foi transferido para a Itália, onde cumpriu prisão em regime semiaberto até sua morte, em 2000. No Brasil a corriola sempre aposta na impunidade e assim vai sobrevivendo.
*Antônio Scarcela Jorge.

Jornalista (formação acadêmica e Bacharelando em Direito)licenciado

  

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
A RETÓRICA ESQUERDISTA

Nobres:
Como é de costume a política do país como é de sua maneira tirou das sombras velhos fantasmas do retrocesso, mas também evidenciou o grande colapso por que passa a chamada “anarquia esquerdista”, incapaz de se aglutinar num discurso coerente e de oferecer vicissitudes para tirar o Brasil da crise. E Lula, “pai” dos pobres e dos banqueiros, personifica esse grande dilema dos segmentos autodeclarados mais arejados. Embora a polarização política parecesse diluído num mundo tão dinâmico e marcado pela polifonia de vozes, a histórica briga entre “direita” e “esquerda” voltou com tudo a partir da queda de Dilma Rousseff e da ascensão de Michel Temer, sobretudo nas redes sociais. Os dois lados ganham com essa divisão porque sabotam alternativas que tentem se firmar no “centro”. Mesmo condenado pela Justiça, Lula é que sai lucrando, acostumado a vender nos palanques a velha luta do engodo baseado na sua mentira e adorada pela imbecilidade do povão. O que acontece, no entanto, é que o ex-metalúrgico “não é, e nem nunca foi, um São Francisco de Assis”, segundo a visão de ex-companheiros hoje sitiados em legendas menores. Foi-se o tempo em que o petista era unanimidade. No grande eleitorado, as desilusões com o PT e com o lamaçal de corrupção dos governos de Lula e Dilma também afastaram parte da esquerda, que abandonou o barco do personalismo messiânico em torno do ex-presidente e passou a simpatizar com o antes odiado PSDB ou com Rede, PSOL e assemelhados. Com isso, crescem lideranças do campo oposto interessadas em ocupar esse vazio deixado pelo ideário de esquerda. Menos por ideologia e mais por encarnarem um personagem ‘ANTE–PT’, há presidenciáveis surfando na radicalização para nadar de braçada em 2018. A rejeição a um discurso sabe-se, significa transferência de votos em potencial. Ex-PT, a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) critica a esquerda e diz que o país vive uma “derrocada” com Temer, mas reconhece que as “forças progressistas” não apresentam um projeto de país e estão sendo “duramente atingidas pelos erros do PT” com Lula e Dilma. “Já é de algum tempo a dificuldade de unificar o campo democrático popular, por falta de um projeto de desenvolvimento, de uma posição que represente essas forças na disputa de poder e no exercício desse poder. Não se fez autocrítica nenhuma em relação a isso”. Para Erundina, um dos erros da esquerda foi não formar novas lideranças. Os escombros de ética da era petista, avalia, cobram esse grupo a reconquistar o protagonismo perdido: “Temos essa responsabilidade junto ao povo brasileiro, que não é um partido. Precisamos rever práticas, construir saídas aos graves problemas estruturais do país”. O problema é que as diversas correntes esquerdistas não falam a mesma língua. Líder histórico do PCdoB, Aldo Rebello saiu do partido indignado com a defesa engajada a Lula e à ditadura venezuelana. E, mesmo que tenha se alinhado a muitas práticas que condenava na “direita”, o PT não saiu unificado da eleição de Gleisi Hoffmann no comando nacional. Aliás, perdido nos grandes centros, o PT busca nas massas populares do Nordeste, onde Lula reina o cajado para abrir o mar dos votos. A receita é um discurso sectário e direcionado a uma platéia já catequizada. Só que essas contradições acabam gerando dividendos para adversários, porque são incapazes de frear presidenciáveis na linha de um Jair Bolsonaro ou mesmo de um João Doria. No Congresso, a fissura da esquerda é ainda mais evidente. O PSB se posiciona dentro do que chama de esquerda democrática. Já PCdoB e o PSOL se unem constrangidos ao PT, mas só por causa de Temer. E as brigas internas são grandes. Parlamentar em ascensão na Câmara, Alessandro Molon migrou para a Rede depois de conflitos com a controversa cúpula do PT do Rio de Janeiro. Para a Rede, que carece de infraestrutura e enfrenta sumiços e reticências de Marina Silva, também migrou Randolfe Rodrigues, o senador que fez frente a José Sarney e hoje calibra o discurso em zonas menos extremas. Como se vê, essa fragmentação virou combustível na mão de outros presidenciáveis, e discursos mais palatáveis ainda estão fora do script. As disputas regionais não transpiram conceitos ideológicos, mas a cena nacional já traduz um preocupante cipoal de interrogações. Vocês pensam fazer o povo brasileiro de otário.
Antônio Scarcela Jorge.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
VEEMÊNCIA ATRAVANCADA

Nobres:
Neste enunciado podemos admitir o empenho de Michel Temer (PMDB) e de seus defensores no sentido de evitar novas turbulências políticas e complicações com a Justiça. Não se mostram consistentes, todavia, as tentativas de sustar de ações contra o presidente e o governo pela via da imaginação advocatícia. Foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal, a solicitação de que se considerassem dignas de suspeição as atitudes do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O recurso encaminhado ao STF considerava existirem indícios suficientes de que o chefe do Executivo seja alvo de "inimizade capital" de Janot. Como evidência de perseguição, citou-se a célebre frase deste segundo a qual "enquanto houver bambu, lá vai flecha". Por unanimidade, os ministros presentes na corte rejeitaram tal argumento. O recurso a uma figura de linguagem algo despropositada não vem a constituir, com efeito, sinal de desavença particular e pessoal entre o titular da PGR e o presidente da República. Também se considerou improcedente outra tese em favor da suspeição de Janot a de que seu papel como acusador estaria comprometido pela possibilidade de que um membro do Ministério Público tenha oferecido orientações à defesa de Joesley Batista, quando se negociava sua delação premiada. Seria necessária a participação direta de Janot nesse episódio para que sua suspeição se comprovasse. Toda a argumentação invocada em favor de Temer guarda desconfortável semelhança, como já se observou largamente, com os recursos invocados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argüindo a parcialidade do juiz federal Sérgio Moro. Não há dúvida de que, em especial no ocaso de seu mandato como procurador-geral, Rodrigo Janot cometeu desacertos capazes de comprometer sua credibilidade. O mais flagrante, como se sabe, foi ter concedido virtual impunidade aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca da revelação de condutas potencialmente ilícitas do presidente da República. Não poucas irregularidades são apontadas em todo o processo investigativo que cerca o encontro entre Joesley e Michel Temer, no Palácio do Jaburu, em março. Não há como contestar desde já, entretanto, a validade das provas obtidas e é este outro ponto em que residem as esperanças dos advogados, não só do presidente, mas também de seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de dinheiro depois da fatídica conversa. Esse tópico voltará a ser discutido pelo Supremo.

Antônio Scarcela Jorge.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEGUNDA-FEIRA, 18 DE SETEMBRODE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
O CONDENADO EM CAMPANHA ELEITORAL

Nobres:
Só no Brasil que é difícil imaginar como aquele senhor crispado, irritadiço, poderia se dirigir ao eleitorado na disputa de 2018 ao Palácio do Planalto. Nos vídeos do depoimento de duas horas ao juiz Sergio Moro, nesta quarta-feira (13), viu-se Luiz Inácio Lula da Silva em posição defensiva rara na impressionante carreira do cacique petista. Ali estava um ex-presidente já condenado, em julho, a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro que o Juiz Sergio Moro o considerou culpado de receber propina da construtora OAS, na forma do célebre apartamento tríplex no litoral paulista. Respondendo desta feita à acusação de ter sido beneficiado de modo ilícito com outros mimos imobiliários, pela Odebrecht, Lula teve de contestar, pela primeira vez, um relato feito à Justiça por um nome da cúpula do partido. Abriu-se, dessa forma, fissura de dimensões até então nunca vistas no PT, sempre fiel a seu líder máximo e ao discurso de que as alegações de corrupção não passam de conspirata das elites nacionais. O Senhor ex-presidente (o santo informalmente canonizado por segmentos que o elegem assim)  usou o tratamento de querida a Senhora membro do Ministério Público, como intimo no que é contraditório ser em audiência um marginal (praticou atos a margem da lei)   uma dessas ‘surrupiou o erário segundo o ex-ministro Antonio Palocci, o qual Lula e Odebrecht pactuaram em 2010 propinas de R$ 300 milhões, foi descrito como "um simulador": "Ele é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade". Na réplica da defesa de Palocci, "dissimulado" seria o ex-presidente. Ambos têm boa dose de razão. Cada um o seu modo, os dois personagens já deram fartas demonstrações de habilidade no manejo das afirmativas ambíguas, enganosas ou contraditórias. Exemplo clássico é o da "Carta ao Povo Brasileiro", publicada sob influência de Palocci na primeira campanha presidencial vitoriosa de Lula o documento prometia preservar a política econômica tucana, sem desautorizar de forma explícita as teses de oposição. A parceria entre o simulador e o dissimulado permitiu ao primeiro governo lulista conciliar retórica de ruptura e prática ortodoxa, vital em um momento de crise. Trata-se de feito de reprodução muito improvável nos dias de hoje. Por falta de alternativas, os petistas retornaram à pregação sectária contra as reformas e os inadiáveis ajustes no Orçamento. Rejeitam a responsabilidade não só pelos desvios bilionários, mas também pela recessão brutal, decorrente de seus erros clamorosos na administração do país. Com ou sem Lula, que corre o risco de ficar inelegível se condenado em segunda instância, o caminho para o centro quase inevitável em um pleito de dois turnos estreitou-se sobremaneira. Há tempo até 2018, mas hoje o seu partido parece refém de uma candidatura de negação e enfrentamento e certamente se “sucumbirá” junto com seu candidato chefe de células organizacionais da corrupção e só povo fará o veredicto final.
Antônio Scarcela Jorge.

domingo, 17 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - DOMINGO, 17 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
A SOCIEDADE NÃO INSPIRA CONFIANÇA EM TEMER

Nobres:
A lógica vem prevalecendo no sentido de não considerar no atual Presidente da República por algumas razões estão sendo assacada a Michel Temer uma maior figura que representa o país. Neste contexto foi prestado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot em desfavor de Temer e seus aliados, que apresenta, em 245 páginas, amplos, variados e muitas vezes sólidos indícios de conduta criminosa. As acusações não se fundamentam apenas em declarações de delatores embora, sem dúvida, os acordos celebrados com executivos da Odebrecht e de outras empresas tenham se mostrado indispensáveis para as investigações. Evidências concretas, como planilhas e gravações telefônicas, além de registros de contas no exterior e sinais de fraude em licitações, indicam que uma rede milionária de ilícitos se constituiu em torno do Poder Executivo. Tudo isso, entretanto, é bem conhecido e vem sendo objeto de diversas apurações que já correm, envolvendo personagens como Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Alves e nomes da confiança de Temer como Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. A denúncia recém-apresentada por Janot rememora outras acusações, provas e sentenças. Isso se dá porque o objetivo da Procuradoria é acusar os envolvidos de dois novos delitos: integrar organização criminosa e obstruir a Justiça. É difícil crer, sob um ângulo político, que a Câmara, tendo rejeitado uma denúncia anterior, e muito mais grave, contra o presidente da República, venha a convencer-se dos argumentos bastante discutíveis do ponto de vista técnico agora sistematizado por Janot. No primeiro caso, tinha-se uma conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, da qual emergiu a indicação do ex-deputado Rocha Loures como intermediário de confiança para contatos ulteriores. Poucos dias depois, Loures foi flagrado com uma mala de dinheiro entregue pela JBS. Embora se mostre precipitado considerar que o chefe do Executivo fosse o destinatário final da propina, havia elementos plausíveis para levar adiante a denúncia. O crime de organização criminosa é, contudo, mais complexo de ser identificado do ponto de vista jurídico; no caso do mensalão, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal considerou que acusação do gênero (então denominada formação de quadrilha) não se aplicava ao petista José Dirceu e figuras a ele associadas. Quanto à obstrução da Justiça, uma frase isolada do presidente "tem de manter" foi interpretada como sinal de que se tentava comprar o silêncio de Cunha. Parece duvidoso que a atual composição do STF viesse a dar seguimento à iniciativa de Rodrigo Janot; muito menos a Câmara dos Deputados, numa denúncia mais contestável do que a rejeitada não faz muito tempo. Neste mar de lama se entende que é tomada as medidas enérgicas no sentido de reforçar o imperativo de democracia, cuja solidez é incontestável pelo menos minimizando ações corruptas no que vem acontecendo a todo vapor.

Antônio Scarcela Jorge.

sábado, 16 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SÁBADO 16 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
POSSESSIVO FRUSTRANTE

Nobres:
Não me venha dizer que esperar do Congresso Nacional onde o alto clero essencialmente corrupto e marginal elevasse uma série de reformas que viesse aprimorar o nosso sistema político com o intuito de normatizar a nossa democracia que renasceu em 1988 sob a égide da podridão de nossos políticos, notadamente o Congresso Nacional que impera a desordem, a roubalheira e a organização delituosa, crimes de corrupção que o país amargamente vem experimentando em quase todos governos da República, largamente constatada na triste história vivenciada para cá. para se desviar e enganar a sociedade descaradamente como acontece  com o LULA, que engana a si mesmo junto com a sua bando e adeptos, uma separação descomunal a  que defende o roubo como filosofia de vida e empregada pelo fanatismo evidente, ao longo dessa premissa lançam "praticamente como estelionato" principalmente a reforma política, o foco das atenções da sociedade que se mobiliza extemporaneamente e no desenrolar dos acontecimentos se transformam sempre em decepção." Como a enganação e a ironia aos eleitores na certeza da compra do voto é regra e aprimorada pelo ‘pai da corrupção’ Lula através do sua ausência de caráter tenta mesmo enganar o Juiz Sergio Moro em audiências da justiça, aí não tem jeito sua enganação, mas ataca por outras vertentes ao interagir pelas “organizações” político-corruptos encasteladas entre os Poderes da República especialmente este colégio corruptores em sua maioria age em tática para emperrar a “reforma política” que o tempo está se expirando. Tem só mais 20 dias, e pouco está acontecendo sobre a reforma na Câmara, saindo pela tangente e "a reforma política é um problema dos parlamentares argüindo a incompetência para fazê-la. De princípio eles procederam a um acordo para votar o distritão ou o distrital misto, e acabar com as coligações, mas no decorrer “das horas” os pequenos partidos se uniram, usaram o regimento e murcharam o acordo". Prioridade do governo é a reforma da Previdência e, em seguida, a tributária. Por outro lado questionou a senadora gaúcha Ana Amélia, uma voz ética e rara no cenário podre desses influentes políticos criticando as ameaças de acabar com a Lava Jato. Chamou atenção para "essa situação rumorosa, vergonhosa de quererem sepultar a Lava a Jato e segundo suas palavras ditas no Congresso que esse é um processo complexo, o maior processo envolvendo a relação promíscua entre o setor privado e o setor público, mais especificamente com o setor político. Afinal por essas considerações chegamos a conclusão que nada de bom a esperar e sim pelo torpedeamento da reforma política.

Antônio Scarcela Jorge.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2017








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
INSENSATEZ PRESSUROSA

Nobres:
Neste Brasil onde a maioria da população apóia um safado e ladrão que nega com ironia e falastrão quando chama o seu “serviçal o ex- ministro e também corrupto Antonio Palocci, de querer levar vantagem em tudo de mentiroso e outras coisas que cabe na doentia mente desse marginal, traidor dos camaradas na época do regime militar considerado “dedo duro” cuja delação ele inaugurou através do então ministro Golbery de Couto e Silva no sentido de facilitar a fundação do tal PT no sentido de “rachar” o trabalhismo comandado por Leonel Brizola. Este Lula o rei do oportunismo que teve o privilégio em chegar a Presidência da República” graças ao louvor dos anarquistas e desocupados e de outros segmentos. Tem milhares de brasileiros fanáticos por o rei da corrupção que por sinal é nato da ideologia marxista.  Como sendo satélite dessa ideologia, que em segunda ‘ordem’ deste comentário, passamos a delinear a Revolução Russa trepida em muitas almas. É verdade, o seu epílogo ocorreu no Natal de 1991, ontem. Vista como processo que duraram 70 anos e não apenas como ato de um único dia em outubro de 1917, provoca vívidas cisões passionais por falta de distanciamento histórico. Por isso, as plagas atrasadas presenciam, em 2017, acerbos debates entre quem pretende reencenar o script revolucionário e os que entendem ter sido apenas mais uma miragem. Por isso, análises frias, conectadas aos fatos, tendem a ser repudiadas pelos passionais. Dos muitos aspectos existentes, optamos por analisar a confusão entre o fim da Guerra Fria, a débâcle da URSS e a perda de élan do marxismo na parte civilizada do mundo. São três eventos muito próximos no tempo e correlacionados, mas não é a mesma coisa. A míngua da crença no marxismo redundou na eleição de Gorbachev para a chefia da União Soviética; a pobreza econômica da União Soviética a fez perder a capacidade de manter o equilíbrio do terror nuclear que caracterizava a Guerra Fria; as fragilidades do centro de poder ensejaram a ressurreição das nacionalidades aprisionadas pela mão imperial da Rússia, e essas seccionaram o Estado Confederal Soviético. É possível imaginar situação na qual a URSS ficasse parecida com a China atual e não sumisse (literalmente) do mapa. O império com maior extensão territorial e poder militar da história ruiu sem estrondo, apenas com gemidos. Todos os outros impérios europeus findaram com muito sangue. A França praticou carnificinas na Indochina e Argélia. O Reino Unido espalhou guerras para manter colônias. Portugal reteve Angola e Moçambique sob jugo militar até os anos 70. Bélgica, Holanda, Espanha, Itália, em maior ou menor grau também foram metrópoles de longínquas colônias tropicais, das quais exauriam a seiva. Nessa perspectiva, a União Soviética era apenas a face política e jurídica de mais um império europeu. Alcançava as adjacências da Rússia, sem possessões ultramarinas. Porém, do ponto de vista dos povos bálticos, dados de brinde pelos nazistas a Stalin, dos ucranianos e da franja islâmica a sudeste de Moscou, o czar e o secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética tinham o mesmo efeito prático: subordinação. Extinto o império, os pobres do início perceberam-se pobres no fim. IDH 0,62 do Tajiquistão e 0,80 da Rússia. Aquele, similar ao IDH dos grotões do Brasil; esta, semelhante a São Paulo. Os 70 anos de camaradagem comunista não equalizaram a distribuição da riqueza. A debilidade intelectual do marxismo-leninismo é tão óbvia que o espanto não ocorre pela perda de adeptos, mas sim por ter conseguido fiéis. Coisa da natureza humana: idéias que mexem com emoções tendem a ser atraentes, ainda que sejam racionalmente estúpidas. Mais hora menos hora essa religião laica, crente na força metassocial do materialismo histórico, iria se tornar démodé. A vitória norte-americana na Guerra Fria também foi se desenhando a partir da aceleração tecnológica dos anos 60. A URSS fazia blindados, mísseis, aviões fantásticos, mas não gerou a internet, a Microsoft, Google, Apple, IBM etc. A capacidade militar deixou de ser aferida por tonelada e passou a ser medida em bytes, sem que isso fosse combinado com os russos. Aí, eles perderam o jogo. A estupefação, quase incredulidade, persiste ante a implosão da URSS. os últimos dias da União Soviética, narra e analisa os estertores da federação dos “povos amigos do socialismo”, dizendo que o Ocidente não almejava o fim do Estado soviético, entre outros motivos por medo da fragmentação em micro potências nucleares. Todos foram surpreendidos pela evaporação daquilo que parecia tão sólido. É fator ‘pseudo ideológico,  que especifica a utopia.
Antônio Scarcela Jorge

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
O IMPERATIVO DO SABER ESCUSO

Nobres:
Brota um novo evento que só o Brasil maravilha, a terra “cognominada de abençoada por Deus” de autoria desconhecida, talvez seja da propriedade de um político corrupto e na real programa neste caso a teimosias de nossos políticos; engraçado! Pelo menos no Brasil se criou um “gênio” Michel Temer, a exceção das estranhas ações que não aprende pelos próprios erros. É incomparável! Mesmo depois de quase ter perdido a Presidência devido a um encontro furtivo com Joesley Batista, Todos estão cansados de saber que é uma roubada fazer comentários desairosos nas redes sociais, mas, ainda assim, seguem produzindo-os em escala industrial. Todos estão cansados de saber que é fria tirar "nudes" em que aparece também o rosto do retratado, mas não abandonam a prática. Será que o presidente e o público em comum não aprendem com erros, nem os seus próprios nem os alheios? A verdade é que é bem mais difícil aprender com o erro do que gostamos de imaginar. Vários processos cognitivos contribuem para a vulnerabilidade. Um especialmente interessante é a facilidade com que nossas mentes se agarram ao prazeroso ou conhecido.
Antônio Scarcela Jorge.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
APTIDÃO CLÁSSICA DO NOSSO PAÍS

Nobres:
O insuperável jeitinho brasileiro o indicador genético de nosso povo mostra a cara novamente: até na delação o brasileiro busca uma forma de contornar a realidade ao seu favor. Depois de estremecido o país, liquidarem um presidente, entregarem esquemas e quase saírem impunes do maior esquema de corrupção do mundo, os irmãos “Esley” lançaram, agora, uma nova modalidade criminal: a delação à brasileira. “Nós não ‘vai’ ser preso”, afirmou Joesley convicto. Considerando-se um gênio do empresariado, JB orgulhava-se por saber os caminhos dos bastidores e os segredos do enriquecimento criminoso. Após fazer fortuna, restava-lhe, apenas, salvar sua cabeça e o império Batista. E arquitetando uma gigantesca conspiração para entregar os nomes mais preciosos embora nefastos da República, Joesley grampeou-se e foi ao abate! Gravou ministros, deputados, senadores, governadores e o presidente. O problema, porém, é que JB estava tão disposto a grampear bandidos que se esqueceu de que, dentro de si, havia um dos maiores criminosos do esquema: aquele que ostenta a veia do empreendedorismo para encobrir sua farsa e lavar as mãos. E foi assim que o Senhor Friboi gravou a si mesmo e entregou de bandeja, a própria cabeça. Joesley tentou enganar a Procuradoria Geral, o Supremo e a Polícia Federal omitindo informações numa delação incompleta e seletiva. Sem limites, JB diz ter influência com cinco ministros da suprema corte e um fechado ao seu lado. Em suma, a corrupção comprou os três poderes! O jeitinho brasileiro mostra a cara novamente: até mesmo na delação o brasileiro busca uma forma de contornar a realidade ao seu favor. E o melhor: acredita-se que os áudios recentes tenham sido entregues por engano à PGR. Ou seja, a negligência típica de quem faz da vida um improviso leva, pois, ao fim da linha; crendo que o mundo é dos espertos, Joesley rifou-se. Os irmãos Batista eram, até então, os símbolos máximos da impunidade, o rótulo clássico de que o crime compensa. A mentira, contudo, não permite falhas. Em verdade, a gafe mortal dos “Esley” é a prova viva de que a corrupção consome até mesmo o próprio corrupto principalmente a “corrupção a brasileira” que sempre tardou, mas chega como o ímpeto da própria justiça em puni-los.
Antônio Scarcela Jorge.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2017

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
COMO SEMPRE É SÓ ENCENAÇÃO

Nobres:
Não é hilariante e que se transforma em comédia pelos atuais (Deus seja passageiros) ao querer a reforma política, desde que ela entre em vigor somente em 2040, quando todos já terão deixado a política. Em outras palavras, ninguém quer, de fato, mudar um sistema pelo qual foi eleito. Sem consenso, a reforma política está emperrada no Congresso. Os motivos são vários, mas podem ser sintetizados na declaração dada por um desses parlamentares e ao que parece formam consenso nas suas opiniões. É uma pena se isto de fato ocorrer porque o Brasil estará dando uma sobrevida a um sistema político que não representa ninguém. Os partidos estão desacreditados e os seus integrantes são rejeitados e acusados de corrupção. O sistema eleitoral elege candidatos com poucos votos enquanto derrotam outros que tiveram o dobro da votação. E o que se vê são alguns defendendo esta deformação com necessária à renovação. As esdrúxulas coligações nas eleições para os cargos legislativos enganam o eleitor ao levá-lo a eleger candidatos com quem não tem a menor afinidade. Ou seja, o eleitor vota em um candidato de um partido contrário à pena de morte e acaba elegendo alguém de outro partido que defende a medida. E são tantos os partidos, trinta e cinco no total que ninguém é capaz de dizer o nome de um terço deles. E, acreditem: nos próximos dias, será autorizado a funcionar o 36º partido político brasileiro, o Muda Brasil, que, na verdade, não mudará nada, já que tem como um dos líderes um ex-deputado condenado no mensalão e há 67 outras legendas em processo de formação. O que motiva a formação de tantos partidos é o acesso ao fundo partidário – uma bolada de R$ 819 milhões e o tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV dentro e fora do período eleitoral. É evidente que essas deformações dos sistemas político e eleitoral deveriam ser expurgadas de nossa legislação. Mas, o que está prevalecendo é o interesse de cada um: os partidos nanicos rejeitam a cláusula de barreira que exigiria uma votação mínima para o acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV; os deputados sem-votos não querem acabar com as coligações nas eleições proporcionais e lutam contra a criação de distritos; e há até quem só aceita mudanças se for criado outro fundo de recursos públicos para financiar as campanhas. No meio de tantos desencontros, fica a esperança de que o Congresso tenha pelo menos o bom senso de aprovar uma cláusula de barreira que reduza a fragmentação partidária, a proibição das coligações nas eleições proporcionais e alguma forma de reduzir os gastos com as campanhas eleitorais, mas é praticamente uma ‘exibição’.
Antônio Scarcela Jorge.