quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA 14 DE JANEIRO DE 2015

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

PERMANENTE PREOCUPAÇÃO.

Nobres:
De princípio estamos focados nos acontecimentos mundiais, que muitos desconhecem para nós, profundamente lamentável. - veja: o milenar da criação se faz presente no nosso dia a dia, por este esteio. Neste contexto, muito obrigado pela preferência!  Neste ensejo focalizamos o cetro das ocorrências que nos coloca em alerta. Mesmo depois da queda das torres gêmeas em Nova York e dos ataques nas estações de metrô de Madri e Londres, agora o alvo foi a revista Charlie Hebdo, em Paris. Além da brutalidade que os atos têm em comum, os episódios elevaram na potência máxima a tensão entre segurança e liberdade. É dentro desse fenômeno que está inserido o terrorismo enquanto forma de crime político ou religioso que tem demandado respostas rápidas e eficientes dos Estados. Após os ataques nos Estados Unidos, surgiram reações punitivistas que romperam com os limites locais e assumiram posturas internacionais. Diante do balanceamento entre segurança e liberdade e, sobretudo frente ao risco terrorista global, apareceram diversas medidas antiterroristas, todas com um traço comum em sua natureza limitadora dos direitos fundamentais as mais patentes são relativas à liberdade pessoal. O fato é que, na guerra antiterrorista, os Estados, como primeira opção, têm oferecido soluções bélicas que se manifestam em restrições de direitos fundamentais. Na busca de eficiência no combate ao terror, rompem-se os limites ético-jurídicos e admitem-se as violações. É a promoção de uma política legislativa utilitarista e de emergência, que tem recebido apoio no imaginário social, mormente quando a coletividade é motivada pelo medo de novos ataques. A questão não é simples, porque essa espécie de terror fanático, além de ser violenta, é onipresente. Contudo, as democracias modernas não estão autorizadas a viver em permanente estado de emergência. Talvez seja o momento de reconhecer que fracassamos e que somos incapazes de tratar as loucuras do mundo com leis penais, pois a laicidade estatal não pactua com fundamentalismos religiosos. Mais, precisamos ter ciência de que, na busca por remédios, é verdade que neste caso não devemos recorrer ao placebo, mas também não podemos usar de uma dose que mate o paciente. Esta sim é de preocupação para humanidade.
Antônio Scarcela Jorge.

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