quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 'QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO DE 2015

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

DISCORRER A IMPUNIDADE.

Nobres:
É desnecessário dizer que a expectativa de impunidade realimenta o crime, o que dizer da certeza de que não haverá qualquer punição, mesmo quando a responsabilidade do criminoso a quem se asseguraram todos os meios de defesa. Olha isso acontece sobre meios. O que demove alguém do cometimento de um crime é a certeza da punição e não o tamanho dela. Assim, o discurso de posse da Presidente de Dilma para seu segundo mandato presidencial, quando anunciou um pacote de projetos visando à agilização dos processos judiciais, à integração dos órgãos federais e estaduais de segurança e ao fortalecimento de todas as instituições voltadas à investigação, denúncia e condenação de protagonistas e coadjuvantes da criminalidade. O foco dessas medidas será o combate verdadeiro à corrupção, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, organizações criminosas e outros delitos contra o patrimônio público. Dilma falou em penas mais rigorosas e em confisco de bens, o que passa pelo estudo de possibilidades de alteração no texto constitucional. Não importa agora o detalhamento, mas vale destacar a preocupação o que inibe o crime é a certeza de que haverá um castigo. E o castigo, além de certo, deve ser ágil. Quanto mais a pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será. Assim, haverá contribuição à prevenção, na medida em que novos crimes serão evitados pela inibição que a efetividade punitiva vai impor. Sempre será melhor evitarmos os crimes que puni-los. Dentro da temática do discurso de Dilma não caia na decorrência formal que impera a solenidade.
Antônio Scarcela Jorge.

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