quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O COTIDIANO CORRUPTO - PETROBRÁS

 JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA MAIS SEIS ACUSADOS NA LAVA JATO.

Ao todo, 39 investigados foram denunciados; 36 já são réus na Justiça. Entre os investigados, estão executivos da Camargo Corrêa e Sanko-Sider.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância, aceitou nesta terça-feira (16) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra mais seis pessoas por suspeita de participação em crimes como corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outras quatro pessoas, que já viraram réus em outras ações, também tiveram esta denúncia aceita.

Moro aceitou denúncias contra os seguintes suspeitos:

- Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção.

- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.

- Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria.

- Adarico Negromonte, apontado como emissário de Youssef.

- Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa.

- Eduardo Hermelino, vice-presidente da Camargo Corrêa.

- Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro.

- João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa.

- Marcio Andrade Bonilho, sócio e administrador da empresa Sanko-Sider.

- Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da construtora UTC.

Os investigados passam agora à condição de réus no processo. Esta foi a segunda denúncia aceita por Moro nesta terça – ele já havia acolhido uma contra 11 pessoas, ligadas a empresas como Mendes Júnior e UTC.

Na segunda (15), Moro já havia aceitado outras duas denúncias contra dez pessoas investigadas no processo. Entre eles estavam executivos da Galvão Engenharia e da OAS. Na sexta (12), Moro aceitou a primeira denúncia, contra nove pessoas, dentre elas, quatro executivos da construtora Engevix.

Assim, resta a ser analisada uma das denúncias oferecidas pelo MPF contra 39 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, 23 dos denunciados são ligados às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS  e UTC.

Com a decisão do magistrado, dos 39 investigados no processo e que foram denunciados pelo Ministério Público, apenas três não se tornaram réus no processo. São eles:
Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras;

Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal;

Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras.
O Ministério Público dividiu os 39 denunciados em seis diferentes ações. Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira são citados nas cinco denúncias apresentadas na última quinta-feira (11). Elas foram divididas de acordo com a participação de cada empreiteira no esquema, segundo o MPF. Enquanto Youssef e Oliveira foram apontados como operadores do dinheiro pago pelas empreiteiras, Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento da Petrobras - núcleo que foi alvo da primeira leva de denúncias. Os três viraram réus em cinco processos.

Fonte: G1.


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