sexta-feira, 25 de novembro de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2016

SCARCELA JORGE








COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

MENDICÂNCIA DOS ESTADOS.

Nobres:
Os governadores de 22 Estados se reuniram ontem em Brasília no Fórum Permanente de Governadores para discutir a situação fiscal e formas de retomar o crescimento econômico nas Unidades da Federação. Os chefes dos Executivos se reuniram com o presidente da República, Michel Temer, e com membros da equipe econômica de governo para mostrar que a situação da maioria dos Estados é periclitante e que se nada for feito com urgência pela União nova Unidades da Federação seguirão o mesmo caminho do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, onde o poder público está sem condições de honrar compromissos mais elementares como a folha de pagamento dos servidores estaduais, por exemplo. Num primeiro momento, os grupos de governadores discutiram a redistribuição de parte dos recursos arrecadados com a Lei da Repatriação de Capitais; a renegociação da dívida dos Estados e os efeitos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estipula um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. O fato é que ainda que o governo federal reveja o percentual de distribuição de parte dos recursos arrecadados com a Lei da Repatriação de Capitais, essa medida de forma isolada não será suficiente para equilibrar as finanças dos Estados, pelo contrário, servirá apenas como paliativo num primeiro momento que agravará ainda mais o problema num futuro próximo. Ainda que distribuição aos Estados dos recursos das multas do programa de repatriação do governo federal seja perfeitamente justificável, tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) já deferiu medida liminar à 24 Unidades da Federação para que a União deposite em juízo os valores correspondentes, os governadores não podem se apegar a esses recursos como se eles fossem salvar as finanças dos Estados. Alheio à reivindicação dos governadores, a presidência da República já faz planos para usar uma margem fiscal de R$ 16,2 bilhões nos últimos dois meses do ano graças à receita extra garantida pelo programa de repatriação, mesmo porque o Relatório de Receitas e Despesas do 5º Bimestre de 2016 revela que o governo federal tem R$ 180 bilhões em restos a pagar neste ano, ou seja, os R$ 16 bilhões parecem trocado. Até mesmo Unidades da Federação tidas como ricas, como é o caso de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, sofrem os efeitos da crise financeira herdada da ex-presidente Dilma Rousseff, reforçando ainda mais a necessidade de se aprovar ainda este ano a PEC 55, que limita os gastos públicos pelas próximas duas décadas. O fato é que essa proposta é indispensável para o equilíbrio fiscal não apenas do governo federal, mas, sobretudo, dos Estados e municípios. Quem ignorar a necessidade de cortar gastos, enxugar a máquina pública e buscar novas fontes de financiamento corre o risco de acabar como os Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Este último, por exemplo, acaba de decretar estado de calamidade financeira na administração pública estadual sob a alegação que a crise da economia brasileira está atingindo fortemente a capacidade de financiamento do setor público. O governo gaúcho alega que a queda estimada do Produto Interno Bruto (PIB), considerados os anos de 2015 e 2016, chegará a mais de 7% no Rio Grande do Sul, com trágicas conseqüências para a arrecadação de tributos, o que vai comprometer a prestação de serviços públicos em diferentes setores. É inegável que os Estados e municípios que não adotarem urgentemente, independentes da aprovação da PEC 55, medidas de contenção de gastos correm o risco de ir à bancarrota, situação que causará ainda mais prejuízos tanto para os servidores quanto para a sociedade que ficará privada de serviços essenciais. A  calamidade dps últimos governos incompetentes e corruptos que lançaram a mão de recursos para aplicar criminosamente na campanha eleitoral, alguns, que queriam ganhar a qualquer custo numa retórica irresponsável. Neste contexto o governo do Ceará, ensaia os primeiros passos, sob a “batuta imperativa dos Ferreiras Gomes” onde ele é conduzido de todo jeito para ensejar o manjado pretexto. Entretanto, parece que ainda existe “o fundo de combate a pobreza” instituído nos governos anteriores e disponibilizados os recursos originários das privatizações estaduais (BEC e COELCE)  que deveria está para os fins a que se destina.
Antônio Scarcela Jorge.

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