sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2016

SCARCELA JORGE
COMENTÁRIO
SCARCELA JORGE

REELEIÇÃO NO BRASIL É A FONTE DA CORRUPÇÃO.
Nobres:
No momento mais inoportuno da história de crise moral no cenário político do País sempre tentar desviar de atos não recomendáveis que nos deixassem a impressão que fica é a de um balão de ensaio lançado por aliados para testar a idéia da reeleição de um governo que por ora é apenas interino. Estratégia que é freqüentemente usada no mundo político e que combina com o que parecem ser vontades conflitantes de Temer. A situação do país é delicada e não há como desviar de reformas impreteríveis. Por isso, a reeleição seria o caminho errado para Temer. A situação do país é delicada e não há como desviar de reformas impreteríveis. O Brasil precisa de um novo modelo orçamentário, um conserto bem feito das regras previdenciárias e ajustes que o tornem mais produtivo. Nada disso se encaixa no calendário eleitoral, que sempre sacrifica reformas de longo prazo em troca de remendos populistas. Temer tem de cumprir o papel de recuperar a vida política brasileira. Isso passa por apoiar de forma incondicional o combate à corrupção e pela construção de alianças baseadas nos interesses do país, e não nos apoios eleitorais. Só assim ele faria uma política melhor do que a sociedade viu nos últimos anos, quando o projeto de poder do PT tomou conta do Palácio do Planalto. Sem pensar em reeleição, Temer também teria a chance de colocar na agenda uma reforma política real, que não poderia ser questionada por ter sido pensada em interesse da própria campanha. O assunto, importantíssimo para que a política volte a conversar com a sociedade, ainda não entrou da maneira adequada na agenda do governo interino e teria ainda menos chances de progredir se a reeleição fosse seu principal foco. Dentro de algumas semanas, se o Senado confirmar o impeachment contra Dilma Rousseff, o que é mais provável, Temer terá mais uma chance de mostrar o que deseja entregar até 2018. Se deixar a porta da reeleição aberta, seja por intenções reais ou pela vaidade de ver seu nome alçado candidato, estará reduzindo suas chances de ter um papel de destaque na história do país e isto não poderá acontecer pela própria vontade do Presidente Michel Temer.
Antônio Scarcela Jorge.

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