terça-feira, 31 de março de 2015

COTIDIANO CORRUPTO

 DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF DEPÕE EM PROCESSO SOBRE EMPRESA DE FACHADA.

Laboratório Labogen foi apontado como empresa usada para lavar dinheiro.

Companhia chegou a fazer contrato com o Ministério da Saúde.

O doleiro Alberto Youssef é um dos réus que serão ouvidos, nesta terça-feira (31). em um processo que investiga o uso do laboratório farmacêutico Labogen para lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, a companhia tinha Youssef como sócio oculto.

A empresa chegou a fazer um contrato de parceria com o Ministério da Saúde, na época da gestão de Alexandre Padilha, em 2013. A audiência está marcada para começar às 10h, na Justiça Federal, em Curitiba.

As investigações apontaram indícios de que o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) ajudou Youssef a fechar a parceria junto ao ministério. O caso fez com que Vargas terminasse expulso do Partido dos Trabalhadores (PT) e também à cassação do mandato dele, que ocorreu em dezembro de 2014.

À época ele afirmou ter participado de reuniões dentro do gabinete do ex-deputado. “A tratativa foi com o deputado, para quem coloquei que era um bom projeto para o país e que tínhamos condições de fazer dentro do prazo. Fomos encaminhados para a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde”, relatou Meirelles aos parlamentares. Em abril do mesmo ano, Vargas reconheceu que conhecia Meirelles, mas negou que houvesse qualquer irregularidade nos contatos que teve com ele.

Cooperação.

O jornal "O Globo" teve acesso ao documento sobre o acordo, desfeito após a Operação Lava Jato da Polícia Federal revelar que o Labogen era uma empresa de fachada. Segundo matéria do veículo publicada nesta sexta, Padilha assinou o documento em 11 de dezembro de 2013 como testemunha.

O termo de compromisso da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Labogen reunia o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM), a indústria farmacêutica EMS e, segundo O Globo, foi assinado sem levar em consideração alertas de setores técnicos do próprio Ministério da Saúde. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Augusto Gadelha, e o capitão da LFM Almir Diniz de Paula também assinam o documento.

Padilha afirmou que o termo foi assinado porque passou por uma “avaliação técnica criteriosa” de diversos órgãos do governo. "O termo só foi recebido pelo ministério depois de profunda avaliação técnica que passa por vários órgãos, não só o Ministério da Saúde. A própria área técnica avaliou que valia a pena fechar esse termo, ou seja, recebê-lo”, disse em coletiva na Agrishow, feira de tecnologia agrícola em Ribeirão Preto (SP).

O ex-ministro explicou ainda que o termo assinado é apenas uma das etapas anteriores à assinatura do contrato, que firmaria, de fato, a compra do medicamento. "Mente quem diz que tem contrato do Ministério da Saúde com esse laboratório privado Labogen, que tem ou que teria", disse Padilha, destacando que existe uma série de análises feitas antes de o contrato ser firmado.

"Entre receber o termo, até o momento de fechar o contrato, onde você define o preço, onde você vê se o laboratório da Marinha teria o registro do medicamento, se os laboratórios privados têm condições de entregar o que de fato falavam naquele termo, se têm condições de produzir, entregar matéria-prima, etc. Existe uma série de outros filtros de avaliação que seriam feitos. Se não fosse feito isso, se os filtros de avaliação não fossem cumpridos, não teria contrato com o laboratório da Marinha”, afirmou.
Fonte: Agência O Globo.

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