terça-feira, 6 de outubro de 2015

CORRUPÇÃO - PEDALADAS

 TCU - ROMBO NAS CONTAS. GOVERNO QUER GANHAR TEMPO.

O governo deve obter o que mais precisa nesta discussão sobre o julgamento de suas contas pelo Tribunal de Contas da União: TEMPO.

A “sabedoria” do governo em que questiona o comportamento do relator do processo relativo às contas de 2014, Augusto Nardes para adiar e tentar aliviar o náufrago do governo Dilma pelo menos até no início do ano de 2016.

Assim, poderá continuar o processo de reaglutinação de sua base parlamentar, que começou com a reforma ministerial anunciada na semana passada, ganhando tempo para arriscar e barrar no Congresso a rejeição das contas, o que seria um argumento para os que querem aprovar a abertura de processo de impeachment da presidente.

Adams deve questionar o comportamento de Nardes primeiramente junto ao próprio Tribunal de Contas e depois recorrer ao Congresso, que é onde as contas são apreciadas depois da recomendação do TCU e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal. 

Com isso, a apreciação das contas pelo TCU que está prevista para a próxima quarta-feira, vai entrar em outro processo de discussão que deve se estender até o ano que vem. Essa é a expectativa do governo.

Para Adams, Nardes teria indicado o voto que apresentará ao TCU, ao afirmar em entrevista que o Tribunal "fará história" e que nestes 80 anos "nunca se viu a rejeição das contas de um presidente". Segundo ele, a revelação do voto é proibida pela Lei Orgânica da Magistratura. "O juiz não pode falar sobre o voto antes de apresentá-lo".

Neste domingo, o ministro Adams conversou com vários dos ministros do TCU para informá-los do recurso que pretende apresentar. A decisão do governo de questionar Nardes foi tomada depois de conversas com ministros como Jacques Wagner, que vai assumir a Casa Civil nesta segunda-feira, Mercadante, que está deixando o posto, e ainda os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça e Nelson Barbosa, do Planejamento. A presidente Dilma foi consultada e concordou com a estratégia de questionar Nardes por indicar o voto antecipadamente.

Ainda que seja argüida a isenção de Nardes, os colegas dele no TCU não devem concordar com o pedido do Advogado-Geral da União, Luiz Inácio Adams de trocar o relator do processo que trata das contas da presidente Dilma no ano de 2014.
Fonte: Agência O Globo.

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