quinta-feira, 15 de agosto de 2013

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 15 DE AGOSTO DE 2013



COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

SUGESTÃO PARA UM NOVO PROCESSO POLÍTICO.

Nobres:
Carecemos retomar os nossos comentários numa retórica comum, transcendental e persistente de que o povo tomou as ruas, exprimindo em alto e bom som seus anseios por melhorias na saúde, educação, gestão de gastos e outros tantos pontos. Afinal, quem não sonha com um país melhor? Mas, para iniciarmos uma transformação genuína, o primeiro passo é a reforma política, bandeira que chegou a ser levantada diversas vezes durante as manifestações. Há anos se discute essa reforma no país. Diversos partidos, congressistas e presidentes prometeram mudanças que nunca vieram. Não podemos achar que os congressistas não tomaram nenhuma decisão quanto à reforma. Eles tomaram, mas a decisão foi a de manter o sistema atual, que os ajuda a continuar no poder. Diversas soluções foram apontadas para mudar isso. O que é natural, o sistema político é praticamente uma seleção brasileira: cada um tem a sua formação ideal na cabeça. No entanto, em maior ou menor grau, há um consenso na sociedade de que o sistema precisa de ajustes e não atende às necessidades atuais. Cada um defende aquilo que é melhor para si e para sua sigla partidária. Entre os modelos defendidos estão lista fechada, distrital e “distritão”. A sociedade consensual está cansada de esperar e insatisfeita com as mudanças cosméticas de princípio lutou para construir uma proposta sob a lógica do eleitor, algo viável já para 2014. Dentre essas proposta se tornariam viável empreender um ponto que há muito está tramitando no Congresso Nacional: - A Reforma Política - é a continuação de melhora do nosso sistema político num processo esse iniciado com a proibição da compra de voto, continuado pela Lei da Ficha Limpa. O alvo fundamental desta proposta se refere basicamente para um início de um processo eleitoral indispensável para viabilizá-la. Como exemplo: - Eleições Limpas até tomou forma de uma iniciativa popular. Não poderia ser diferente, pois, assim como foi na Ficha Limpa, a proposta buscaria respaldo a sociedade. Em linhas gerais, a proposta poderia ser sintetizada em três eixos: financiamento democrático e liberdade de expressão. Com o financiamento democrático, reintegra-se ao cidadão o direito político de financiar campanhas eleitorais. Junto a isso, agrega-se o controle das contas de campanha em tempo real e rigorosa punição ao caixa dois. (Os partidos de aluguel também são afetados por esta proposta, pois, apesar de não serem “proibidas” as coligações por se tratar de tema constitucional), acabaria com as moedas de troca (somatório do tempo de tevê e a distribuição dos fundos de campanha), acabando com as razões meramente pragmáticas de uniões partidárias. Apenas mencionamos outras vantagens do sistema proposto, o número de candidatos será reduzido e, consequentemente, as campanhas eleitorais serão barateadas. Não haverá mais o “vota em um, elege outro” que ocorre no sistema proporcional atual, e será exigida a fidelidade ao programa partidário. Por fim, a sociedade anseia maior liberdade de expressão política, acabando com limitações desnecessárias à liberdade de expressão. Com isso, parlamentares e a sociedade conquistam espaços horizontais para o amadurecimento destas propostas. Dentro deste cenário que só a sociedade tem vontade de colaborar para um processo ético, rogaríamos alimentar com novas sugestões apresentando um conjunto de propostas usando da racionalidade a nossa representação parlamentar proveria o consenso de forma salutar. 
Antônio Scarcela Jorge.



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