COMENTÁRIO
Scarcela JorgeNO BRASIL ‘QUE ESTIGMA! DEGAULLE; A JUSTIÇA CONTINUA A BLINDAR UM RÉU.
Nobres:
Neste país tudo pode acontecer por ação do PT, o dia
se transformaria em noite, devido os milagres políticos (roubos) do ora
santificado por uma parcela irracional
do povo brasileiro. “veja” esta aberração! O presidente do PT, Rui
Falcão, não ficou apenas na promessa de um processo interno que pode até
resultar em expulsão dos petistas envolvidos na Operação Lava Jato, promessa
esta que, como comentamos dias atrás, provavelmente não resultará em punição
nenhuma. O dirigente partidário também reafirmou que o ex-presidente Lula será
o candidato petista à Presidência em 2018, em linha com declarações recentes
segundo as quais o partido “não tem plano B”. Mas Falcão ofereceu um raciocínio
peculiar ao tratar da candidatura de Lula, réu em cinco ações penais, três
delas no âmbito da Operação Lava Jato. Quando perguntado sobre a possibilidade
de Lula estar inelegível em 2018, Falcão se saiu com a seguinte pérola: “A
melhor maneira de tentar barrar essa interdição é colocar publicamente para a
população a pré-candidatura do Lula com um programa de reconstrução da economia
nacional. Porque assim ficará muito claro para a população qual o objetivo
dessa perseguição. Aí não será mais um eventual pretendente. Será a interdição
de alguém que se coloca publicamente como candidato”. Deixando de lado a piada
sobre a “reconstrução da economia nacional”, pois foi o PT que a destruiu, o
que Falcão está dizendo é que lançar a pré-candidatura de Lula seria um meio de
tirá-lo das mãos de Sergio Moro e dos outros juízes que já aceitaram denúncias
contra o ex-presidente, pois qualquer condenação futura seria não uma avaliação
sobre os supostos crimes cometidos, mas um ato de perseguição política
destinado única e exclusivamente a impedir que Lula volte ao Planalto, outro
farsante da “quadrilha” que seria apenas mais uma tentativa de fazer de Lula um
“intocável”, alguém que está acima da lei. Bem disse Ciro Gomes na sua
linguagem pejorativa, mas, entretanto é a pureza da verdade. Em resumo,
trata-se de blindar Lula, assim como tentou fazer Dilma Rousseff no episódio em
que ela nomeou seu antecessor ministro-chefe da Casa Civil, posição que lhe
garantiria foro privilegiado. Agora, não se trataria de uma blindagem formal,
como a concedida por um cargo de ministro, mas de uma proteção informal, da
opinião pública, que, na mente de Falcão, se voltaria contra as operações Lava
Jato, Zelotes e Janus por estarem condenando alguém que manifestou a intenção
de se tornar presidente. É surreal que alguém imagine que o curso normal de uma
investigação e julgamento na esfera criminal sejam alterados pelo simples fato
de o investigado ou réu manifestar a intenção de se lançar candidato ao
Planalto em 2018. Como se os processos devessem parar graças a um anúncio de
pré-candidatura, ou como se o fato de um pré-candidato for condenado tivesse
necessariamente ligação com o panorama eleitoral, e não com os atos cometidos
por ele. Esta é apenas mais uma tentativa de fazer de Lula um “intocável”,
alguém que está acima da lei e não pode ser tratado como os demais brasileiros.
O próprio ex-presidente já manifestou essa idéia em várias ocasiões não com
essas palavras, obviamente, mas deixando a entender que nenhuma das medidas
judiciais tomadas contra ele ou membros de sua família tem qualquer
justificativa e que, se a “alma mais honesta deste país” está sendo levada à
Justiça, prova, aliás, de que o choro não tem servido para livrar o ex-presidente,
só pode haver intenções mesquinhas da parte dos que o acusam, motivações que
nada têm a ver com o objeto das ações penais. É de se perguntar quem Rui
Falcão, Lula e o PT esperam convencer com essa lorota. Ela pode servir para a
militância, que já nem prestigia Lula como antigamente a vaquinha para ajudar a
pagar a defesa do ex-presidente atingiu pouco mais da metade da meta. Mas
certamente não convence a população, que em outubro derrubou o PT e, em São
Bernardo do Campo, impôs uma derrota pessoal a Lula negando a um de seus filhos
a reeleição como vereador. Em 2018, se Lula chegar até lá vivo politicamente,
não deverá ser diferente. Não precisa pressagiar o que na época será real.
Antônio
Scarcela Jorge.
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