sexta-feira, 22 de agosto de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 22 DE AGOSTO DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

REFORMA POLÍTICA QUE OS POLÍTICOS CONTEMPORIZAM.

Nobres:
A maior nascente de transformações necessárias que a população tanto almeja e clama por justiça social através de reformas estruturantes que garantam eficiência e moralidade. O clamor das ruas retrata a amadurecimento da consciência coletiva sobre a necessidade premente do rompimento com o modelo político extenuado. O que a sociedade exige é a efetivação das normas sociais programáticas previstas há mais de duas décadas na Constituição Federal. O brado consciencioso das ruas ressoa por reformas sociais. E isso se faz com e pela política. O conjunto majoritário da sociedade brasileira pode repelir a política, Porém, é através dela que se conquistam as mudanças ambicionadas. Nessa circunstância de efervescência da nação, emerge o fundamental debate sobre a reforma política. Cremos que só a mobilização nacional da sociedade civil organizada terá condições de conduzir a reforma política estrutural. O eixo central do evento acerte em mudanças no sistema político e no financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, com objetivos de “domar” a corrupção, de politizar o debate político e de qualificar a representação popular.  Em linhas gerais, deverá se acentuar em muitas propostas que em sua essência sistematiza os partidos políticos que são esferas de uma montagem de uma reforma que conceituará um padrão que consolide a dinâmica de solidez duradoura que se obtenha êxito e que não retroceda pela formatação confusa e contraditória que sempre permeou reformas anteriores. Seria plenamente viável abolir as “borras” contidas na reforma no sentido de concorrer para melhor objetividade. A síntese encentrada das propostas em evidência maior seria combate rigoroso ao caixa dois; fidelidade partidária; instituição de fórum a ser composto pela sociedade civil, com o fito de exercer o controle social efetivo das eleições; ampla liberdade de expressão para apresentação do programa partidário nos meios de comunicação, inclusive com defesa e críticas a possíveis candidaturas, desde que veiculada de forma gratuita; financiamento dos partidos políticos e de campanhas eleitorais oriundo exclusivamente do fundo democrático de campanha e de pessoas físicas com previsão de limite de doação, sendo terminantemente proibido o financiamento por pessoas jurídicas. Outras modificações de base viriam para aperfeiçoar o processo. Como estas viriam o acentuado número de sugestões formalizadas no bojo do projeto, como sempre em busca de interesses comuns.  Diante do quadro em alusão gerariam temas polêmicos e suportam aturadas aversões. Somente a participação intensa da sociedade propiciará condições para descortinar uma “paisagem” adequada à aceitação da reforma política imprescindível e seguramente condicionará a essência política do nosso Brasil que ainda se espera.
Antônio Scarcela Jorge.

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