COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.
A EXCELÊNCIA DA DEMOCRACIA E
O PARALELO DA CONTRAFAÇÃO.
Nobres:
Finalmente, hoje,
dia 5 de outubro, é chegado exercer o direito de cidadania, onde se pratica com
real isonomia - o do voto. - Durante o período das eleições, especialmente o
pleito presidencial onde alguns candidatos tiveram a oportunidade de propor aquilo
que seriam metas de campanha. Porém a candidata à reeleição optou pela
propagação das inverdades no sentido de desviar atenções sobre atos corruptos
de seus aliados políticos e de alguns agentes do serviço público, praticados no
cotidiano da nação. Por outro lado, outros não obtiveram o tempo necessário
diante de uma legislação que infelizmente não exercita o igualitarismo da concorrência
entre postulantes ensejando os negócios dos partidos, estabelecendo o portão de
entrada para ações corruptas. O somatório dessas contradições deu para o
eleitor analisar por diversas razões em acreditar cada vez menos na classe política.
Como conseqüência e a “grosso modo” – neste momento das eleições, as atenções e
as considerações, estão voltadas para candidatos, partidos, e corporações
envolvidas. Há muitas incertezas sobre o futuro do país, particularmente da
economia. De um lado, a situação, liderada pela candidata à reeleição para
presidente e seus partidos (PT e outros). De outro, a intenção da mudança,
tendo à frente dois candidatos e seus partidos (PSB - PSDB e outros). O eleitor
não aguenta mais o atual estado de coisas e desespera-se, pois o que mais
interessa, conduta ética e eficácia dos políticos e suas composições, é o que
menos se observa. Anseia pela moralização da política nacional para que o país
tenha um processo de desenvolvimento adequado, baseado nas suas potencialidades
e necessidades. Exige que a coisa pública não seja tratada com desorganização,
imoralidade, loteamento de poder e distribuição de cargos e benesses. Não se
aguenta mais assistir à falcatrua correr solta, e, incrivelmente, sob proteção
de quem deveria zelar pelo patrimônio público e pela justiça. É preciso dar um
basta às influências espúrias dos patrocinadores de campanha que direcionam as
decisões mais importantes, geralmente contrárias ao bem comum. Questões muito
relevantes precisam ser feitas neste momento pré-eleitoral. O mais importante é
o partido do candidato ou sua capacidade pessoal e liberdade para promover
mudanças? Vale a continuação no poder de quem nos últimos mandatos atingiu
resultados insatisfatórios e uma vergonhosa crise moral? O que mais interessa é haver a consciência de que quem assumir terá de fazer o
que o Brasil precisa. E tudo começa com respaldo de confiabilidade, agora por
um fio. Quem assumir deverá trabalhar muito, com muito equilíbrio. Nada cairá
do céu, tudo deverá ser conquistado, com a participação de todos. Precisaremos escolher bem, trabalhar muito e cobrar a sequência, continuamente,
e não apenas daqui a quatro anos. Deveremos, sem tréguas, exercer pressão e
estar presentes no local de trabalho dos políticos eleitos. Só assim poderá
funcionar e retomar a organização de valores morais e éticos que o Brasil tanto necessita.
Antônio Scarcela
Jorge.

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