sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

COMENTÁRIO - 07/12/2012



COMENTÁRIO

CONJECTURA DA CONTRAFAÇÃO

Nobres: - elementos de corporação ainda não se “infeccionaram” das lentas protecionistas da corrupção onde se conceituam de um imperativo contraditório das normas inerentes a nossa Carta Constitucional, onde o ‘jeitinho brasileiro’ esteve ininterruptamente presente a metodologia cultural da nossa representação política fez inserir no manto protetor diante até na formatação da nossa Constituição. Essa alusão se faz nas discussões plenárias da nossa Corte Suprema onde condenados oriundos do parlamento, onde alguns ministros baseados no absurdo critério que os condenados do mensalão, em sua maioria exercem cargos eletivos como delegados de representação popular onde os votos dos eleitores são transformados em pilastras intransponíveis de soberania, mesmo que, esses elementos praticaram crimes que foram tipificados como transgressores comuns qualificados evidentemente em marginais em espécie. Essas discussões poderão se refazer em função de alguns de seus Pares se posicionarem em transferir decisões definitivas ao Poder Legislativo para deliberar preceitos nada ético e próprio de uma rede direcional “a causa própria” estabelecendo supostamente ao estilo parcial deste Poder ensejando a descaracterização da supremacia da Corte Constitucional da Justiça do país – o STF-. – ora o que se pode prever é por ação proteger a origem própria do legislativo que são os elementos atingidos pela normativa condenatória do STF. Dentro desse emaranhado “jogo” prevalece a certificação das ações corruptas que nos veem em mente o princípio deste ato gerador da corrupção, largamente estudada cientificamente por produtores da teoria, onde seriam supostamente capazes de dar dinâmica a projeção corrupta. Ainda neste contexto, nos faz rememorar naquele momento e demandar aos idos de 2005, quando eclodiu o maior escândalo da nossa história política. Naquele ano lideranças petistas identificados pelo lulopetismo em conjunto com suas convicções ideológicas formularam o discurso adotado pelo Partido em face do escândalo do  mensalão. O noticiário, ensinou, constituiria uma tentativa de “golpe das elites” contra o “governo popular” de Lula. No início deste ano Quando foi marcada a data do julgamento dos indiciados do “mensalão” reiniciou uma batalha para “conscientizar as massas populares” os especialistas do “petismo” reativaram a linha de montagem de alocuções “científicas” harmonizar-se às conveniências do lulismo. Dessa vez, para crismar o julgamento do mensalão como “julgamento de exceção” conduzido por uma corte “pré-democrática”. A primeira providencia obviamente foram lançar na mídia alusões teóricas sobre a questão explícita. A tese orquestrada tem sentido implícito para que a concessão de entrevistas seja direcionada umbilicalmente ao tema. As perguntas não são indagações, no sentido preciso do termo, mas introduções propícias à exposição da tese “cientista” propositadamente engajado e especialmente preparado para expor à mídia.  Mas a peça diz uma coisa mais importante sobre o tema do compromisso para especial trato entre os intelectuais e o poder: o discurso científico sucumbe no pântano da fraude quando é rebaixado ao estatuto de ferramenta política de ocasião. Os ministros do STF narraram uma história de apropriação criminosa de recursos públicos e de fabricação de empréstimos fraudulentos pela direção do PT, que se utilizou, para tanto, das prerrogativas de quem detém o poder de Estado. Os cientistas convocados para este fim, então transitando em universo paralelo, circundando o tema da origem do dinheiro e repetindo a versão desmoralizada da defesa. “O que os ministros expuseram até agora é a intimidade do caixa 2 de campanhas eleitorais. Isso eles se recusam a discutir, como se o que eles estão julgando não fosse algo comum, como se fosse algum projeto maligno.” Neste aspecto os cientistas do PT não parecem incomodados com a condenação dos operadores financeiros do esquema, mas interpreta os veredictos dos ministros contra os operadores políticos (ou seja: os dirigentes do PT) como frutos de um “desprezo aristocrático” à “política profissional”. O dinheiro desviado serviu para construir uma coalizão governista destituída de um mínimo de consenso político, explicou a maioria do STF. Os cientistas políticos, porém, atribui o diagnóstico a uma natureza “pré-democrática” de juízes incapazes de compreender tanto os defeitos da legislação eleitoral brasileira quanto o funcionamento dos “sistemas de representação proporcional”, que “são governados por coalizões das mais variadas”. O núcleo do argumento serviria para a defesa de todo e qualquer “mensalão”. Os acusados tucanos do “mensalão mineiro” e os acusados do DEM do “mensalão de Brasília” estão tão amparados quanto os petistas por uma concepção da “política profissional” que invoca a democracia para justificar a fraude do sistema de representação popular e qualifica como aristocráticos os esforços para separar a esfera pública da esfera privada. A teoria política da corrupção formulada pelos intelectuais do PT deve ser lida como um manifesto em defesa de privilégios de impunidade judicial do conjunto da elite política brasileira. Mas, obviamente, o argumento perde a força persuasiva se for lido como aquilo que, de fato, é. Para ocultar seu sentido, conferindo à obra uma coloração “progressista”, acrescentada uma camada de tinta fresca. A insurreição “aristocrática” do STF contra a “política democrática” derivaria da rejeição a uma novidade histórica: a irrupção da “política popular de mobilização”, representada pelo PT. A corte suprema estaria “reagindo à democracia em ação” por meio de um “julgamento de exceção”, um evento singular que “jamais vai acontecer de novo”. É nesse ponto do raciocínio que a teoria política da corrupção se transforma na corrupção da teoria política. Uma regra inviolável do discurso científico é a exigência de consistência interna. Um discurso só tem estatuto científico se está aberto a argumentos racionais contrários. Quando apela à profecia de que os tribunais não julgarão outros casos com base na jurisprudência estabelecida nos veredictos do mensalão, os especialistas da linha intelectual do lulopetismo embrenham-se pela vereda da fraude científica. A hipótese sobre o futuro que, logicamente, não pode ser confirmada ou falseada. Por outro lado, há duas leituras contrastantes, ambas coerentes, sobre o “mensalão do PT”. A primeira acusa o partido de agir “como os outros”, entregando-se às práticas convencionais da tradição patrimonial brasileira e levando-as a consequências extremas. O diagnóstico, uma “crítica pela esquerda”, interpreta o extenso arco de alianças organizado pelo lulismo como fonte de corrupção e atestado da falência da natureza transformadora do PT. A segunda acusa o partido de operar, sob o impulso de um projeto de poder autoritário, com a finalidade de quebrar os contrapesos parlamentares ao Executivo e perpetuar-se no governo. A “crítica pela direita” distingue o “mensalão do PT” de outros casos de corrupção política, enfatizando o caráter centralizado e as metas de longo prazo do conjunto da operação. A leitura corrompida dos cientistas do PT forma uma curiosa alternativa às duas interpretações. Seu núcleo é uma celebração da corrupção inerente à política patrimonial tradicional, que seria a “política profissional” nos “sistemas de representação proporcional”. Seu verniz aparente, por outro lado, é um elogio exclusivo da corrupção petista, que expressaria a “irrupção da política de mobilização popular” e a “democracia em ação”. Na fronteira onde o pensamento acadêmico se conecta com a empulhação militante, o paradoxo pode até ser batizado como dialética. Contudo, mais apropriado é reconhecê-lo como um reflexo especular da fotografia na qual Paulo Maluf e Lula da Silva reelaboram os significados dos incluirmos “direita” e “esquerda”. Há de bem acordar que a assunção de intelectuais identificados ideologicamente com a agremiação petista embora ostente um fortalecimento protetor de redes do corporativismo onde raízes se brotam por todos os segmentos: tacitamente, foi uma tese que não encontrou ressonância no seio da sociedade política mais amadurecida e consciente. Dentre todas as alusões expostas esperamos que a sociedade mais consciente eleve também suas ações como polo de formação de opinião que servirá de norte para determinar ações dos poderes constituídos do Estado brasileiro.
Antônio Scarcela Jorge


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