quinta-feira, 23 de abril de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA, 23 DE ABRIL DE 2015



­­COMENTÁRIO.
Scarcela Jorge.

SEMPRE A ARROGÂNCIA DIANTE DO PERIGO.

Nobres:
Retornando por poucos anos o governo de Lula revela é que, a bordo de sua popularidade estratosférica, ele se dava ao luxo de ocupar-se com questões comezinhas enquanto o país surfava na volúpia mundial pelos produtos e mercados brasileiros. É pouco provável que Lula saiba que é economia e a forma direcional de empresas a fonte condutora da política cotidiana e que mexe com a nação obviamente o seu povo. Transplantados para o Brasil, vários estágios que paulatinamente revelariam os últimos 12 anos e o governo atual. - No “estágio um”- o sucesso gera arrogância e o líder supõe que a escalada para o topo se deve apenas a seus méritos. Foi quando Lula se achou o único responsável pelos anos dourados do primeiro mandato e conseguiria manter a economia com o mérito próprio que ele trouxe para si, que só os lulistas “do xiismo religioso” até acreditam e ou são partidários da hipocrisia. No “estágio dois”-, há a chamada busca indisciplinada por mais. Nesta fase, a organização cresce de qualquer forma, queimando reservas, e os interesses pessoais se elevam acima dos coletivos. Neste período do Brasil grande que emprestava dinheiro ao FMI, Lula impôs sua candidata, uma servidora sem traquejo político. Até aqui, tudo bem: a organização ou o país ainda resistem. A onça começa a beber água. - “no estágio três”-, quando ocorre a negação de riscos e perigos. Nesta fase, os poderosos são protegidos de más notícias por bajuladores que temem ser admoestados e os membros da equipe, em vez de se unirem, se culpam pelos problemas. Com seu estilo de gestão próprio a capatazes de minas do século 19, Dilma conduziu todo o seu primeiro mandato nesta batida e chegou ao auge da negação durante a campanha eleitoral. Cordial no trato pessoal espalhou terror nos subordinados com suas broncas épicas. O resultado: enquanto a gerentona cuspia fogo pelos corredores do palácio, nas sombras membros da corte se atiravam à lascívia em cofres estatais. Dilma atravessou os três primeiros meses do segundo mandato no “estágio quatro”: - a luta desesperada pela salvação, que inclui vender promessas futuras para compensar um presente desastroso. Agora, Dilma e seu governo encontram-se no “estágio cinco”, que pode ser tanto a entrega à irrelevância ou à morte como a recuperação e renovação. Ao admitir que não seja uma líder inspiradora e deixar quem entende cuidar da economia e da política, a presidente acendeu um facho de esperança para seu governo. Para dar certo, porém, Dilma terá de cortar muito mais na própria carne, agora antevendo a iminência de seu próprio impeachment.
Antônio Scarcela Jorge.


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