quarta-feira, 15 de abril de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2015

COMENTÁRIO.
Scarcela Jorge.

RUMA DO DELÍRIO.

Nobres:
O governo que aí está tem como padrão desconhecer as manifestações do povo em que a intempestiva Dilma Rousseff, padroniza a inverdade e atribui pessoalmente como sendo oriunda da direita os movimentos de rua, principalmente contra a roubalheira imperativa do país, diretamente atribuído ao seu PT (mensalão e Petrobras),   alusão que tenta discorrer a insensatez fomentada pelo despreparo em qualquer ramo constatado pelas suas expressões, erroneamente destorcida pelas imagens em apreço em todo Brasil. na essência dos fatos, tornou-se inegável que menos pessoas tenham saído às ruas para protestar contra o governo nas manifestações do último domingo, em relação a 15 de março, governantes e políticos não podem ignorar o sentimento de insatisfação que leva milhares de brasileiros a sacrificar horas de descanso para reivindicar um país melhor e mais íntegro. Um fato que voltou a chamar a atenção foi a absoluta ausência de partidos políticos nos protestos. De acordo com o Instituto Datafolha, 95% dos manifestantes afirmaram não serem filiados a nenhuma legenda. As bandeiras partidárias têm sido inequivocamente rejeitadas pelos manifestantes, que elegeram o combate à corrupção como principal demanda. Eis aí um aspecto que merece reflexão e providências por parte dos representantes políticos. O primeiro ponto a ser considerado é que não existe democracia representativa sem partidos. Não resta alternativa às lideranças políticas que não seja reconquistar a confiança dos cidadãos, para que deixem de ver as organizações partidárias apenas como instrumentos de conquista do poder e de locupletação pessoal de seus integrantes. Para isso, evidentemente, é essencial que as siglas promovam uma autodepuração e que se comprometam com uma reforma política consistente. Deve fazer parte desse processo a admissão, pelos próprios políticos, de que muitas das suas atitudes contribuem para desqualificação das agremiações, para a perda de confiança dos cidadãos em sua representatividade e, em alguns casos, até mesmo para a repulsa em relação às instituições. O resgate da importância dos partidos passa, no entanto, também pela capacidade da sociedade de vigiar e interferir rotineiramente no que é decidido em seu nome, nos legislativos e nos governos, e não só em períodos eleitorais, eis a questão.

Antônio Scarcela Jorge.

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