quarta-feira, 15 de abril de 2015

AÇÃO PRÁTICA DOS MANIFESTANTES

 APÓS PROTESTOS, PRESSÃO DE GRUPOS ANTI-DILMA SERÁ CONTRA O CONGRESSO.


Movimentos contrários ao governo Dilma se reúnem em Brasília para alinhar novas ações e elaborar a Carta do Povo Brasileiro, que deve ser entregue ao Congresso. Impeachment da presidente é principal reivindicação.

Após duas manifestações de ruas em menos de um mês e certa queda no poder de mobilização, os movimentos de ruas anunciaram aliança e prometem partir para nova etapa na luta por suas reivindicações, a principal delas o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Amanhã, os grupos se reúnem em Brasília para alinhar novas ações e elaborar a Carta do Povo Brasileiro, que deve ser entregue ao Congresso Nacional.

Gustavo Menescal, que integra Instituto Democracia e Ética (IDE), responsável pelas mobilizações em Fortaleza, afirma que a nova etapa parte da união entre os movimentos para determinar quais serão as próximas ações, além da Carta. O encontro dos grupos, marcado para amanhã, surge da criação da Aliança dos Movimentos Democráticos de Rua do Brasil, anunciada pelo movimento Vem Pra Rua, em São Paulo.

Repercussão.

O deputado federal Odorico Monteiro (PT) pontua que as manifestações são parte da democracia. Ele afirma que Dilma foi eleita constitucionalmente. “Não há crise institucional, as denúncias de corrupção estão sendo apuradas e isso deve resultar no esgotamento dos movimentos que têm agenda conservadora”.

Para o deputado estadual João Jaime (DEM-CE), os protestos devem mudar a atuação daqui para frente. “Você não pode estar todos os dias nas ruas. Os líderes estão falando em marcha para Brasília, creio que o caminho é pressionar o Congresso”, pontua.

“Esse é o momento de analisar o que temos de positivo e pensar nos próximos passos. É preciso ter um norte. Não podem ser apenas manifestações. Temos uma série de deliberações a fazer”, disse Gustavo Menescal.

Segundo ele, os grupos decidirão, dentre outros temas, sobre realizar ações mais efetivas pelo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela cassação do registro do Partido dos Trabalhadores. Ele frisa que independentemente da inclusão de novas bandeiras, o movimento se manterá contra o atual governo.

O professor de Ciência Política da FGV, Cláudio Couto, destaca que a obsessão dos movimentos pelo PT se deve ao tempo de governo (12 anos), à forma como o partido reagiu a crises anteriores - como o caso do mensalão - e à mudança na relação de classes promovida por políticas públicas do PT. Gustavo frisa que há insatisfação com outros partidos, mas o fato de o PT “tentar transformar a corrupção em algo virtuoso”, sem punições exemplares aos seus integrantes, piora a situação do partido.
Fonte: Agência Brasil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário