sexta-feira, 26 de abril de 2013

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 26 DE ABRIL DE 2013



COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

PLANOS SEM CONSISTÊNCIA

Nobres:
Tornam retóricos e enfadonhos os anúncios de sucessivos projetos na área pública, obviamente, são tantos e  tão seguidos, antes mensalmente, agora semanalmente, no âmbito federal, que se torna difícil acompanhá-los. Todos tentando resolver problemas antigos e novos. Obras, programas, desonerações, bolsas ajustadas em seus valores. Mas não é isso que a imprensa vive clamando que seja feito? É. A questão é que entre o anúncio e a concretização, temos, no mínimo, meses de distância, geralmente anos, às vezes décadas. É que falta planejamento e se faz o que pode ser esgrimido em futuras eleições e não o que, efetivamente, é necessário fazer. No caso do nosso Ceará, além de certos programas destinados para seca que assola o Estado, temos novos e ambiciosos projetos estruturais em termos urbanísticos especificamente o entorno da região metropolitana de Fortaleza voltado para  Copa do Mundo de 2014. Alguns se arrastam ao longo do tempo, como o do metrô incluído nas obras estruturais do evento e que se arrastam em quase duas décadas e que foi incluído no evento. Diante de tantos aspectos evidenciamos que alguma das tantas secretarias que temos tivesse elaborado um projeto, dois, ou mesmo três alternativos, no final do século XX, hoje estaria funcionando em toda sua plenitude. Mas isso requer planejamento, o que mais falta ao Brasil. - Temos problemas no País que se arrastam por décadas. Dificilmente o planejamento federal, estadual ou municipal mira o futuro. Não para cinco ou 10 anos, mas para até 50 anos. Há um “esteio” administrativo que não permite que se faça mais, debata menos e não se busque ouvir a tudo e todos. A unanimidade é burra paralisando iniciativas óbvias como acontece no setor com obras inacabadas, mesmo sendo de pequena monta, e que emperra o desenvolvimento, sufoca e interdita ruas, estrangulando o transito que se torna um verdadeiro caos, somando-se a insensatez de condutores em razão maior de seus péssimos costumes, aliados a indiferença do órgão pertinente e ainda a falta de capacidade demonstrada ao longo dos dias e no pensar que realizam as suas tarefas de limitadas proporções. – Justifica-se ainda que se dê o desconto da falta de dinheiro, não se entende como algum viés ideológico norteie o que se deve ou não fazer. É mesmo o estado do não, - não do sim. A construção de via asfáltica na região central da cidade se faz necessária para melhoria viária e paisagística.
Partindo por outra premissa, se atribui o capitalismo forma uma espécie de borra social, e dissipá-la é trabalho dos órgãos públicos e da sociedade elitizada, daí as cotas em universidades, concursos públicos e as bolsas, tudo mais do que meritório. No entanto, não pode ser um fim em si, mas um meio para atalhar a injustiça de um século. Porém, só isso não basta. Temos que trabalhar de maneira racional, com bancos de projetos e com valor agregado, também o estímulo ao ensino profissionalizante. Repartições oficiais têm em demasia. Fazê-las operosas sempre, aí está a dificuldade. Algumas dão a nítida impressão de que, nelas, a anencefalia administrativa é congênita, entra governo, sai governo tudo como antes.
Antônio Scarcela Jorge

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