quarta-feira, 13 de abril de 2016

EXPRESSÃO GOLPISTA É PADRÃO DE UM (DÊS) GOVERNO CRIMINOSO - 'INDIRETAMENTE' ESTÁ O EXEMPLO DE UM ALIADO GOVERNISMO


GIM ARGELLO É ACUSADO DE RECEBER DINHEIRO PARA BLINDAR EMPREITEIROS.


28ª fase da operação Lava Jato é deflagrada nesta terça (12).
UTC pagou R$ 5 milhões ao ex-senador em 2014.


O alvo principal da 28ª fase da operação Lava Jato é o ex-senador Gim Argello do PTB do Distrito Federal, acusado de receber propina para blindar empreiteiros nas CPIS da Petrobrás no Congresso.

O ex-senador foi preso em casa, em um bairro nobre de Brasília. O local também foi alvo de busca e apreensão - os policiais chamaram um chaveiro para abrir o cofre. A prisão de Gim Argello é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.

Outras duas pessoas ligadas ao ex-senador também foram presas em Brasília: Paulo Cesar Roxo Ramos e Valério Neves, que era secretário-geral da presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal e foi exonerado por causa da operação. A prisão deles é temporária, ou seja, tem prazo inicial de cinco dias.

A 28ª fase da Lava Jato cumpriu, ao todo, 23 mandados judiciais, além da prisão preventiva, duas temporárias e cinco mandados de condução coercitiva, entre elas a do filho do ex-senador, Jorge Argello Júnior, e 15 de busca e apreensão no rio de janeiro, Taguatinga Brasília e São Paulo.

Em São Paulo, os policiais estiveram no escritório da AOS. Entre os crimes apurados nesta fase da lava jato estão corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O ex-senador Gim Argello é um personagem conhecido da política em Brasília. É conhecido também da
Polícia Federal em outras investigações além da Lava Jato.

Segundo as investigações, a UTC pagou R$ 5 milhões a Gim Argello entre julho e outubro de 2014. O dinheiro foi indicado para repassar a quatro partidos que, junto com o PTB, formaram a coligação da campanha de Gim ao senado em 2014.
Já a OAS repassou R$ 350 mil em maio de 2014, quando a CPI foi instalada no Senado. Leo Pinheiro mandou mensagem no celular de executivos da OAS pedindo o pagamento. O depósito teria que ser feito na conta de uma paróquia, em Brasília.

O dinheiro sairia da obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, segundo as mensagens. O pagamento é para "alcoólico", identificado como Gim Argello, em trocadilho com o nome da bebida.

Segundo as investigações, Argello é freqüentador da paróquia e manteve contatos freqüentes com executivos da empresa. Segundo os procuradores, não há evidências de que a paróquia tenha participado ou tivesse conhecimento do esquema.

A atuação política de Gim favorável aos empreiteiros em troca de propina foi revelada nas delações do senador Delcídio do Amaral que era do PT e do dono da UTC, Ricardo Pessoa, na Lava Jato.

A operação concluiu que a CPI da Petrobrás foi usada pelo ex-senador não para combater, mas para praticar a corrupção.

Carreira política.

Gim Argello é personagem conhecido em Brasília - começou a carreira na Câmara Legislativa, onde foi deputado distrital por dois mandatos, e chegou ao Congresso por circunstância política, não pelo voto.

Gim era suplente e assumiu em 2007 a vaga deixada pelo ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que renunciou depois de ser acusado de participar de desvios em um banco de Brasília.

Foi dessa maneira que a carreira de Gim ganhou projeção nacional, sempre ligada ao Governo Federal e ao presidente do senado Renan Calheiros do PMDB.

O governo e Renan patrocinaram sua indicação ao cargo vitalício de ministro do Tribunal de Contas da União, órgão de investigação ligado ao congresso.

Por causa das resistências da oposição e de funcionários do Tribunal, Gim teve que desistir da indicação em abril de 2014. Houve até protestos dos servidores na ocasião.

Gim também é investigado em outra operação da Polícia Federal, a Zelotes, que apura a suposta compra de medidas provisórias para beneficiar montadoras com incentivos fiscais.

O consultor João Batista Gruginski, investigado na operação Zelotes, disse ter ouvido do lobista Alexandre Paes dos Santos um pedido de R$ 45 milhões.

O pedido, segundo ele, partiu de Gim Argello, Renan Calheiros e Romero Jucá -  R$ 15 milhões para cada um deles em troca de uma emenda que beneficiaria montadoras.

Defesa.

O advogado de Gim Argello e de seu filho, Jorge Argello Júnior, disse que não teve acesso aos autos do processo e, por enquanto, não vai se pronunciar.

A Câmera Legislativa do Distrito Federal informou que Valério Campos Neves foi exonerado na manhã desta terça-feira (12).

A OAS informou que está colaborando com as investigações da Polícia Federal e prestando todos os esclarecimentos necessários.

A defesa de Ricardo Pessoa não vai comentar o caso. O Jornal Hoje ainda não recebeu resposta da UTC e da defesa de Leo Pinheiro.
Fonte: Agência Brasil.

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