terça-feira, 27 de agosto de 2019

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA 27 DE AGOSTO DE 2019 - POSTADO ÀS 16:10 H

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge
COMPAIXÃO GENÉRICA

Nobres:
Sei que foi me distender neste comentário por considerar “benigna” a ocasião. Deste modo em lugar da insensatez generalizada e orquestrada pela grande mídia em oposição ao governo brasileiro transformou-se em achaque, tanto que tem gente modesta em seus ou nenhum conhecimento comenta o que não sabe e vai até os da mente poluída dos sábios. Primeiro, sobre as queimadas na periferia de nossa cidade, um desses “fanáticos do lulismo” pontuou: - “esse cara está acabando com nós”. – é parte do atraso acentuado, situado entre a debilidade e a idiotia, que se caracteriza pela incapacidade intelectual deste indivíduo. Em suma traduzimos esse desleixo: - “O cara” é o Presidente Bolsonaro segundo ele responsável direcional pelas queimadas até no bairro Pantanal nesta cidade! – lembrando que ele pode cometer injúria e difamação, e por ser o Chefe de Estado Brasileiro, poderá ser enquadrado em crime no âmbito federal, dispensado o juiz singular. Segundo a interpretação que “está numa democracia e diz tudo o que quer” um interpretativo errôneo, diante do direito e responsabilidade programa a Constituição. Desconhecer a Lei, não indulta o dever de cidadania. Porém na prática onde figurões de “colarinho branco” fazem a exceção no princípio constitucional, tem-se o prático. Exposto neste sentido vem o mais grave, Ciro Gomes, na sua mente controvertida por razões que só todo mundo também é sabedor, foi “às redes sociais” para louvar “o legado inesquecível do maior dos brasileiros, Getúlio Vargas”. Segundo Ciro, o ídolo maior do “varguismo” foi “o melhor presidente” e “a mais exuberante personalidade política” de nossa história. Não é uma novidade na política brasileira. O ex-presidente Lula, em declaração bastante semelhante, chamou Fidel Castro de “maior de todos os latino-americanos”. Afinal desses usam o palanque para instar o cenário da esperteza e da linguagem popular. Ambos os casos são frequentemente discutidos. Mas qual a diferença entre as passadas de pano de Ciro, e Lula? A essência é a mesma: políticos relativizando o autoritarismo político em nome de conveniências tribais e ideológicas. Em termos práticos, Vargas foi um ditador para ninguém botar defeito. Os carniceiros da ditadura militar tiveram com quem aprender. A Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS) foi criada em 10 de janeiro de 1933 pelo Decreto n° 22.332 com o objetivo de entrever e coibir comportamentos políticos divergentes, considerados capazes de comprometer "a ordem e a segurança pública". Era diretamente subordinada à Chefia de Polícia do Distrito Federal e possuía uma tropa de elite, a Polícia Especial. Constava de suas atribuições examinarem publicações nacionais e estrangeiras e manter dossiês de todas as organizações políticas e indivíduos considerados suspeitos e também integrava o sistema de repressão varguista. Getúlio tinha até um Filinto Müller, brutal chefe da polícia política durante o Estado Novo. Entre 1969 e 1973, os anos que se seguiram ao Regime Militar como se atribuía o AI-5, a Arena partido de sustentação da ditadura era presidido pelo mesmo Filinto Müller. A brutalidade varguista não se limitou ao Estado Novo. Ainda em 1936, Graciliano Ramos foi preso sem acusação formal. Ciro Gomes gosta de traçar analogias entre Jair Bolsonaro e o nazi-fascismo, onde este pertenceu de princípio o PDS, partido de sustentação ao Regime militar.  Getúlio Vargas, por outro lado, se adequa muito melhor à comparação. Na Constituição de 1934, o Estado brasileiro se comprometia a promover a “educação eugênica”, referindo-se à famosa pseudociência racista. Getúlio, que costumava citar os nazifascistas europeus como fontes de inspiração, abraçava racismo típico daqueles tempos. Juntando estes ingredientes com uma boa dose de antissemitismo, a entrega de Olga Benário nas mãos de Hitler e outros casos mais, o retrato que se forma é do chefe de Estado mais fascista que o Brasil já teve. É o melhor, segundo Ciro Gomes. Ciro sabe disso tudo, mas ignora. Leonel Brizola, fundador e símbolo maior do PDT, era inequívoco na sua visão sobre o período: "às vezes nós pensamos: bendita ditadura", disse Brizola na sua última campanha presidencial, em discurso registrado pela Folha de São Paulo. Getúlio era “um homem bom” e “fez muito bem em ter assumido aquele poder discricionário", na visão de Brizola. “Ter assumido poder discricionário”, no contexto da frase, é eufemismo para “comandar um golpe de Estado”. É provável que Ciro, caso confrontado, diga que Getúlio não pode ser reduzido apenas a violações aos direitos humanos, pois seu impacto na história do país é muito mais profundo. Na mesma linha, cabe notar que Stalin é maior do que seus expurgos e genocídios, pois comandou o Exército que mais danos causaram à Alemanha de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Nenhum feito, econômico ou militar, torna tolerável a repressão política. Pai dos pobres ou parceiro dos ricos industriais? Ignoremos, porém, todos os argumentos democráticos e humanitários das críticas a Getúlio Vargas. O que sobra, então? Os varguistas dirão que sobra o pai dos pobres, o nacionalista que estruturou um novo país e protegeu os trabalhadores. É o que diz o próprio Ciro Gomes. Esta visão ressalta, acima de tudo, o atraso no pensamento econômico de Ciro Gomes e grande parte da esquerda brasileira. Ciro, precisa se adequar a realidade que em sua mente está distante. Ciro ainda tem a ilusão de que um pequeno “punhado” de interesseiros da região se alimenta disso, porém perdeu a oportunidade no cenário político nacional em termos de pretensão à presidência da República. Compondo os seguidores de que não tem razão são métodos semelhantes que se insta a razão. Entretanto tudo pode acontecer, hoje, não somos a Argentina, Amanhã, poderemos ser. Ciro e parte importante da esquerda estão presos a este populismo econômico. Enquanto não fizerem uma autocrítica sobre o assunto, ele e seu PDT representam um risco à estabilidade do Real, pois o populismo econômico latino-americano não combina com um país moderno.
Antônio Scarcela Jorge.

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