quinta-feira, 22 de agosto de 2019

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA 22 DE AGOSTO DE 2019

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge
LEI DO CONTRASSENSO

Nobres:
Antes no Brasil dentro daquela premissa que leis não poderiam ser discutidas e sim cumpri-las. Porém nasceu o apêndice da anarquia lulista, passou a ser devidamente debatida quando especialmente se posta aos interesses comuns deste segmento. Conceitua-se popularmente, se fosse por leis, o Brasil seria o país mais organizado e adiantado do mundo. Mas, não é. Pois, após o sucesso das campanhas contra a corrupção e outros malfeitos na República, especialmente com a Operação Lava Jato, apoiada pela maioria dos brasileiros, eis que a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei de Abuso de Autoridade. Para certos críticos, no fundo, o que se deseja mesmo é amortecer o trabalho de procuradores, juízes e todo o arcabouço jurídico que vem desvendando esquemas bem urdidos para ludibriar a lei e saquear os cofres públicos. E isso se tornou quase uma rotina. Neste sentido logo veio à reação mais forte, veio do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, que se manifestou contrário à Lei de Abuso de Autoridade. Foi esta muito além, indicando que há inconstitucionalidades no texto e na maneira como o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados. A associação diz esperar que a lei fosse vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e afirma que não se tem uma Lei de Abuso de Autoridade, mas o abuso na criação da referida lei. Entidades de juízes, delegados e procuradores têm se posicionado contra aspectos do projeto que define o crime de abuso de autoridade e sua votação na Câmara, em regime de urgência e votação simbólica. Aparentemente, a Lei nº 7.596/2017 criou mal-estar em muitos setores da sociedade, justamente quando dezenas de casos de malversação do dinheiro público e conluios vergonhosos entre agentes públicos e setores do empresariado têm vindo à tona, escandalizando aqueles a ampla maioria de todos os segmentos sociais que pagam impostos e procuram se mantiver dentro da lei no seu cotidiano. Mais um absurdo em detrimento ao atual governo, que igualmente, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sugeriu em caso com o presidente Bolsonaro, o veto de nove artigos do Projeto de Lei de Abuso, aprovado na Câmara. Todos querem uma forte, dentro das normas legais, atuação do Ministério Público brasileiro no combate à criminalidade organizada e à corrupção, não uma lei que fragiliza a Justiça nacional, uma vez que acarreta intimidação aos agentes de combate à corrupção. É fundamental e uma obviedade que uma lei deve ser clara e explícita. Segundo os procuradores, isso não ocorre na Lei do Abuso de Autoridade. Tendo em vista tantos óbices colocados neste texto legal aprovado de maneira célere, que o presidente Jair Bolsonaro vete os pontos que impedirão muitas ações no combate à corrupção, contrariando a vontade da nacionalidade que vivencia mais um absurdo criado pelas as esquerdas inimigas do governo.
Antônio Scarcela Jorge.

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