sexta-feira, 6 de setembro de 2013

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 06 DE SETEMBRO DE 2013

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

ENXOTAR AÇÕES IMPUDENTES

Nobres:
Faz-se necessário ser retrospectivo sobre os últimos acontecimentos da política nacional, mui especificamente o fato em que deputados federais mudaram de ações numa velocidade incomum sobre as questões relacionadas a absolvições de colegas marginais estabelecendo um atalho dimensível em função do voto secreto e de outros artifícios normatizados por uma legislação regimental da Casa. Neste quadro foi deveras sucinto um desgaste com a inacreditável decisão de preservar o mandato de um deputado condenado e encarcerado por corrupção para a Câmara resolver aprovar o que já deveria ser regra há muito tempo: o fim do voto secreto nas deliberações em plenário de todos os Legislativos do país. Essa prática, que só merece ser adotada em casos excepcionais, impedia os eleitores de fiscalizar a condução de seus representantes na Casa. O voto sigiloso tinha para os deputados a mesma serventia dos panos e evitar que sejam apanhados na prática de atos pelos quais seriam inevitavelmente condenados pelo público e pelas autoridades. Nesta semana, uns e outros sofreram uma derrota significativa. No Rio de Janeiro, já está na Assembleia projeto de lei proibindo o uso de máscaras em manifestações no Estado. Em Brasília, a Câmara extinguiu o voto secreto. - Quem vê a TV Câmara (ao vivo) - A sessão de terça-feira da Câmara teve todas as características de uma cerimônia pública de expiação. Os deputados que estavam no Congresso e deixaram de votar pela cassação do colega Natan Donadon (sem partido-RO) e os que se ausentaram por motivo de licença, saúde ou compromisso com as bases nos Estados revezaram-se na tribuna em discursos compungidos. Mostraram-se tão intransigentes em relação à necessidade de perda de mandato de Donadon, rejeitada seis dias antes pelo mesmo plenário, e arrependidos de sua parcela de culpa por esse resultado, que se diria terem sido acometidos de estresse pós-traumático coletivo. O clima na Casa contrastou de forma absoluta com o da sessão que absolveu o parlamentar prisioneiro. O país mudou. A sociedade não aceita mais comportamentos sorrateiros de detentores de mandato eletivo. Também não tolera mais promiscuidade entre Legislativo e crime organizado; é preciso definir com precisão onde termina um e começa outro. Agora, vencida uma batalha, a da Câmara, resta aprovar a extinção do voto secreto no Senado, a fim de que esse recurso seja banido em todos os Legislativos do país. Espera-se que o Supremo Tribunal Federal, chamado a se manifestar sobre a decisão da Câmara em relação à Donadon, aja no sentido de resguardar a Constituição, que prevê a suspensão dos direitos políticos por condenação criminal transitada em julgado. Não resta dúvida de que não se trata, nesse caso, de intromissão do Judiciário em tema de competência exclusiva do Legislativo, mas, ao contrário, de atribuição inelutável da mais alta Corte, à qual cabe ditar entendimento sobre matéria constitucional. Pressionada pela força das ruas, a política brasileira merece poder virar essa página. Resta saber o comportamento em que o eleitorado virá estabelecer em função das próximas eleições onde deputados especialmente da bancada cearense estrategicamente se ausentaram do plenário em comunhão com grupos corporativistas e do clero (mesmo) onde expressão ações até mesmo de duvido caráter onde prevalecem da mania sórdida confiantes que estarão mais uma vez a disposição como mau representantes sempre eleitos em função dos escusos atos em promover um balcão de negócios para prover a captura (termo lógico em espécie) do voto. Com o julgo: o eleitor.
Antônio Scarcela Jorge.



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