sexta-feira, 20 de setembro de 2013

COMENTÁRIO (II) - SCARCELA JORGE - 20 DE SETEMBRO DE 2013

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge

O IMPERATIVO DA IMPUNIDADE

Nobres:
O ministro Celso de Mello, decano dos integrantes do colégio da mais alta Corte de Justiça Constitucional do País - seria exemplo magnífico - passa para a história ao dar provimento aos embargos infringentes dos réus do mensalão, condenados pelo desvio de recursos, e que formaram a maior quadrilha instalada no núcleo de governo do presidente Lula. Perdem a ética e a justiça, ganham os corruptos e ladrões do erário, apoiados pelo voto de minerva de um juiz que não respeitou a vontade dos 200 milhões de brasileiros. Está tudo perdido. Baseado na premissa que Justiça tardia é injustiça que ao desviar dinheiro público é crime e, quando devidamente comprovado, é obrigação do Estado puni-lo exemplarmente, até para não incentivar tal prática. Avalizar a impunidade garantida pelo chefão aos réus condenados no mensalão não foi um bom caminho ao STF. Nós que sempre acreditamos na justiça, reforçado pela inserção do Ministro Joaquim Barbosa que resgatou a credibilidade do Judiciário como única fonte ética entre os poderes da República. Nas sessões plenárias da Corte para julgar em questão o que vimos não foram juízes, que majoritariamente se posicionaram no Plenário como fieis defensores de “uma categoria” que foi encarregada de difundir a corrupção como elemento excelente de poder. Dentro deste contexto nos remetemos à descrença na Justiça. Entre as justificativas do ministro prementes no formato legal que preceitua múltiplas interpretações conforme dar vazão as convicções individualistas sobremodo faz dizer  que o voto do ministro foi técnico. Recorrendo o dito popular atalho de sinceridade peculiar e se instar que: - o voto técnico é igual a beijo técnico, ou seja, simplesmente não existe! – O Brasil se entende que se eternizou a filosofia De Gaulle. Entre “tapas e beijos” o país se segue, assim, grande parcela da população ficou frustrada.
Antônio Scarcela Jorge.

CITAÇÃO MANIFESTA:


“Teu dever é lutar pelo Direito. Mas, no dia em que encontrares o Direito em conflito com a justiça, luta pela justiça”.

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