domingo, 30 de setembro de 2018

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - DOMINGO, 30 DE SETEMBRO DE 2018


COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

SOBRE AS PESQUISAS ELEITORAIS
Nobres:
Nas manobras que se situa a mídia como aliada a “indicar” o próximo presidente da República e outros postulantes aos devidos cargos eletivos, como sempre acontece; esta eleição é singular para quem mudou os costumes, o conceito da família onde o absurdo é regra. Nas eleições que se aproximam é regra no que o segmento majoritário da aculturada população brasileira, mesmo aqueles que têm formação superior onde a didática e a verdadeira cultura se embaraça. Neste aspecto diante da evolução tecnológica, as pesquisas tornaram-se complexas, e, não raro, deixam o eleitor atônito com a divulgação massiva e frenética de uma miríade de simulações e cenários que, a nosso ver, em nada contribuem para um legítimo processo democrático. Seu protagonismo é notadamente deletério. Só serve para confundir o eleitor desavisado, induzindo-o ao malsinado voto útil, materializando um vetor de cooptação de votos, direcionados aos candidatos de interesse de alguns grupos de pressão, vinculados as correntes ideológicas de partidos políticos que pretendem chegar ao poder. Contestamos a real importância dessa ferramenta, que atua com base em dados estatísticos e amostragem, supostamente, com o objetivo de melhor instruir a convicção do eleitor na escolha dos seus candidatos. A primeira pesquisa eleitoral foi feita pelo Ibope em 1945, junto a 1000 eleitores de São Paulo sobre a disputa presidencial entre Eduardo Gomes e Gaspar Dutra. O objetivo foi as principais funções das pesquisas eleitorais seria mapear o contexto social e político do embate e medir a oscilação da preferência do eleitor na disputa eleitoral. Há controvérsias sobre o nível de influência da divulgação das pesquisas divulgadas pela mídia na decisão do eleitor sobre em quem votar. Certamente as pesquisas provocam um “vácuo de representatividade”, resultando em que as “posições ideológicas e a disputa eleitoral” sejam substituídas por “vantagens percentuais nas pesquisas e rostos fotogênicos ou tele gênicos”. As pesquisas influem sobre os eleitores, mas somente naqueles que, por um exótico sentimento de vaidade política “gostam de votar em candidatos que estão à frente”. A divulgação de pesquisas de votos sempre será tema polêmico entre jornalistas, cientistas políticos e políticos. As discussões continuam por segmentos neutros sobre a definição do período mínimo para divulgação das pesquisas e transparência das informações para a compreensão correta dos resultados divulgados e se a divulgação das pesquisas em período pré-eleitoral influencia a decisão do eleitor. Passados quatro anos da última eleição, este segmento racional que não preza por interesses bem a vista da população continua com a mesma opinião: as pesquisas são toleráveis até determinado ponto da corrida eleitoral. Ao que não interessa aos políticos, principalmente aqueles que primam pela safadeza, ausência de caráter e a corrupção dizem que não deveria ser proibida sua divulgação pela mídia, pelo menos uns vinte dias antes do primeiro turno. Desta forma, o resultado do pleito não seria produto de más influências, nocivas à consciência do eleitor. Afinal, que benefício os teria em saber antecipadamente quem serão os prováveis vencedores do pleito. Resta como “salvação” do processo ético que o Brasil está impondo: tocar e acordar o eleitor e ouvir a voz das ruas e das suas consciências antes de votar seria um alento para o Brasil.
Antônio Scarcela Jorge.

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