terça-feira, 12 de maio de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA, 12 DE MAIO DE 2015

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

RELES POLÍTICOS.

Nobres:
Neste afirmado Brasil, hoje “cognominado” de ilha da prosperidade para os políticos corruptos que dominam o poder, pautado pela amplitude da impunidade, mas, entretanto segmentos do judiciário do país atuam conclamar através da “Operação Lava-Jato” vem desnudando o conluio entre grandes empresários de obras, políticos e altos funcionários. Mostrou o assalto à Petrobras e abre caminho a identificar os responsáveis por outros focos de podridão, operados por boa parte dos partidos políticos, dos integrantes da base alugada do governo até a oposição. Já poderíamos, portanto, falar de elites! Mas as elites começam a perecer, antes até de desabrochar. O Supremo Tribunal mandou soltar os 10 empresários reconhecidamente implicados no roubo, inclusive o articulador de tudo. Para compensar, o doleiro Alberto Youssef “legalizador” da fraude, está condenado a outros cinco anos de prisão, junto a três asseclas, no processo que puxou o fio da meada do crime maior os milhões de dólares que deputados do PP, enviaram ao Exterior. Pela TV, porém, vimos o advogado do doleiro exultante: “Com a delação-premiada, em um ano e meio ele estará solto”, explicou. Dois de seus cúmplices tiveram a pena de prisão substituída por “prestação de serviços. Neste mesmo lado do império escuso do momento ao votar o ajuste fiscal proposto pelo governo, o plenário da Câmara dos Deputados virou circo. Os governistas gritavam e os oposicionistas batiam panelas, como se a arruaça decidisse o destino do país. Legítima como manifestação de rua, panelaço não é argumento parlamentar. Entre si, os parlamentares trato, de “excelência” e “nobre colega”, mas tudo é tão falso quanto “catar elites em meio a podridão” contemplação arguciosa, contanto fingida, obviamente fazendo parte do caráter normativo de quem programa. 

*Antônio Scarcela Jorge
JORNALISTA.

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