segunda-feira, 28 de março de 2016

NO IMPÉRIO DO PODER - PRESIDENTE DO CONGRESSO NACIONAL - UM EXEMPLO DO POLÍTICO IMORAL


STF AUTORIZA INQUÉRITO CONTRA RENAN.


Ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato, determinou investigação para apurar se o presidente do Senado recebeu propina para viabilizar negócios da Petrobras na Argentina; o inquérito foi aberto em dezembro, a pedido da PGR, e está sob sigilo; além de Renan, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são acusados de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro; investigação partiu de uma delação de Fernando Baiano, operador do PMDB nos esquemas da estatal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A decisão é do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte Superior. 

A investigação vai apurar se o senador recebeu propina para viabilizar um negócio da Petrobras na Argentina.

Segundo a Folha, o inquérito foi aberto em dezembro, a pedido da Procuradoria-Geral da República, e está sob sigilo. 

Além de Renan, há utros investigados com direito a foro privilegiado no STF, como o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). 

Pesam sobre os dois suspeitas de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro.

A investigação partiu de uma delação de Fernando Baiano, operador do PMDB nos esquemas da Petrobras. 

Baiano disse ter participado de operação para viabilizar a venda da participação da Petrobras na empresa argentina Transener ao grupo Electroingenieria, também do país.

Baiano afirmou que houve pagamento de propina e que o lobista Jorge Luz havia dito que parte dessa comissão era destinada ao "pessoal do PMDB".

O delator disse que a referência era a Renan, Jader e Gomes e, acreditava ele, também o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.

O caso foi enviado em dezembro para a Polícia Federal em Brasília e até o momento está em estágio inicial.

Os citados negam envolvimento em irregularidades.
Fonte: Agência Brasil.

domingo, 27 de março de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - 27 DE MARÇO DE 2016 (DOMINGO DE PÁSCOA)

COMENTÁRIO
SCARCELA JORGE

BRASIL OSTENTA IMAGEM NEGATIVA.

Nobres:
O nosso Brasil virou piada no resto do mundo em função de toda corrupção, ladroeiras, falcatruas que sempre existiram, mas chegaram ao auge do absurdo com a tentativa de blindagem de Lula pela sua amiga Dilma! Enfim, o circo, há muitos anos armado, explodiu em gargalhadas! E quem são os palhaços tão competentes? Nós, o povo brasileiro que, salvo honrosas exceções, é um povo acomodado, inculto, politicamente analfabeto que se contenta com migalhas atiradas da mesa dos poderosos, migalhas essas usurpadas da mesa de quem realmente trabalha e produz! Acrescente-se à isso a vocação nacional para o entretenimento em massa pelo futebol, carnaval e outros! Povo distraído perde o foco das coisas realmente importantes! Não dispomos de saúde, educação nem segurança que, casualmente, são as maiores bandeiras de promessa dos políticos em campanha! Mas mesmo assim, dormimos em berço esplêndido! Será que teremos de engolir, além dos impostos mais caros do mundo, uma lula? Mais uma vez se cumpre a máxima de que quem cospe para cima, cai na cara! As redes sociais estão saturadas da frase de Lula em 1988, quando disse que: no Brasil, pobre que rouba vai para a cadeia e, rico que roubar, vira ministro! Nada como um dia após o outro! Proporcionalmente, meia dúzia de pinguins engravatados, dotados de poderes quase sobrenaturais, nos humilha, nos roubam e nós nos limitamos (os que têm um mínimo de cérebro) a escrever, protestar! Deveríamos, sim, transformar essa indignação em algo concreto! Afinal, essa gente do poder não são deuses nem imperadores romanos contemporâneos! Têm as mesmas necessidades que nós! O povo é formado de segmentos e alguns desses segmentos se organizando, têm o direito, o dever e o poder de pelo menos dar um safanão nesses corruptos que governam apenas e tão somente em causa própria! Para terminar: se houver impeachment, qual o “arcanjo” que substituirá a excelentíssima presidenta? Pra ela e Lula em um país que “Charles de Gaulle” celebrou que não é sério, Lula, Dilma e demais corruptos são endeusados pela ladroagem que praticaram e os defensores do ladroísmo lulistas (algum dia seriam lulas por razões obvias).
Antônio Scarcela Jorge. 

VENCER A DERROCADA DO GOVERNO CORRUPTO


POR QUE O IMPEACHMENT ANDA MAIS RÁPIDO QUE PROCESSO DE CUNHA?


A tentativa de cassar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de um processo no Conselho de Ética começou em 13 de outubro, 50 dias antes de ele aceitar um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em 2 de dezembro - dando início ao trâmite que pode culminar na derrubada do governo petista.

Apesar disso, a presidente corre risco real de ser afastada do cargo antes de o julgamento de Cunha ser concluído.

O ritmo de análise dos dois procedimentos tem variado em grande parte devido aos interesses do presidente da Câmara, cujo cargo lhe confere poder de acelerar ou retardar o funcionamento do plenário e das comissões da Casa – apontam parlamentares tanto da base governista como de partidos independentes.

Diante disso, muitos têm questionado a legitimidade de Cunha para conduzir o processo contra Dilma.

"Um deputado que é réu (em processo no Supremo Tribunal Federal) é isento para conduzir o processo de impeachment da presidente? Eu acho que não", disse o deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética da Câmara.

Após adotar medidas que atrasaram a instalação da comissão especial de impeachment, o presidente da Câmara agora trabalha para acelerar seu funcionamento, convocando sessões plenárias também às segundas e sextas-feiras - o que é incomum no Congresso, que em geral funciona de terça a quinta.

O objetivo é apressar os prazos para a apresentação da defesa da presidente (dez sessões plenárias) e para a comissão especial de impeachment votar seu parecer (cinco sessões). A expectativa da oposição é que essas duas etapas sejam concluídas na segunda semana de abril.

Em seguida, o parecer será submetido ao plenário, que avaliará se aprova a abertura de um processo contra a presidente no Senado.

Está em discussão proposta do líder do Solidariedade, Paulo Pereira, o Paulinho da Força, de realizar essa votação no domingo, 17 de abril, com objetivo de atrair manifestantes contra o governo para a frente do Congresso.

Se mais de dois terços dos deputados votarem pela abertura de um processo de impeachment, tal decisão ainda terá que passar pelo crivo da maioria dos senadores. Se uma eventual decisão nesse sentido passar nas duas Casas, Dilma fica automaticamente afastada do cargo enquanto é julgada pelo Senado.

O processo contra Cunha foi aberto em 2 de março, após sucessivos recursos de aliados do presidente da Câmara terem protelado a decisão do conselho.

Para alguns parlamentares, a atuação inicial de Cunha no sentido de atrasar a instalação da comissão de impeachment teve como objetivo tirar o foco dos trabalhos no Conselho de Ética. Ele poderia ter instalado a comissão especial de impeachment no início de fevereiro, mas preferiu recorrer da decisão do STF que definiu em dezembro o rito de impeachment, como esperado, os recursos não foram aceitos.

"Ele (Cunha) não estava preocupado com o futuro do país, com a economia. Quis acirrar os ânimos para sair da vitrine", criticou o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

Após adotar medidas para atrasar instalação da comissão de impeachment, Cunha trabalha para acelerar seu funcionamento.

Apoio da oposição?

O líder do PSOL, deputado Chico Alencar, por sua vez, acusa a oposição de ter apoiado essa estratégia: "O importante para eles é protelar (o processo do Cunha) até resolver o caso da Dilma aqui na Câmara. Eles priorizaram. A questão principal é derrubar a Dilma, e Cunha é o fiador da celeridade dos trabalhos da comissão especial e da apreciação (do impeachment) em plenário".

Deputados de oposição reagem às acusações. O líder do DEM, Pauderney Avelino, diz que seu partido mantém posição pelo afastamento de Cunha.

"Nós temos que abordar uma coisa de cada vez. Independentemente do Cunha, o processo de impeachment anda. O Cunha não tem mais nada a ver com o processo de impeachment, a questão hoje é institucional", afirmou.

"O processo dele caminha em paralelo ao de impeachment da presidente, e eu não vejo nenhuma dificuldade nisso. O primeiro que chegar ao plenário vai ser votado", acrescentou.

Um dos principais aliados de Cunha, Paulinho da Força disse que o rito do impeachment e o funcionamento do Conselho de Ética são coisas diferentes.

(de princípio a "cambada" está sorrindo!)

"No caso da comissão do impeachment, o rito foi determinado pelo Supremo. Então você tem uma regra bem definida. No caso do Eduardo Cunha, o que acontece é que o presidente do Conselho de Ética comete uma série de irregularidades, não cumprindo o regimento da Casa e, conseqüentemente, o processo acaba voltando (ao início, devido aos recursos que questionaram essas supostas irregularidades)", disse Paulinho.

O problema é que parte desses recursos foi julgada por aliados de Cunha que ocupam cargos na Mesa Diretora da Câmara. Araújo, o presidente do Conselho, nega que tenha desrespeitado o regimento.

"Na fase inicial, que avaliou a admissibilidade (da denúncia contra Cunha), usaram tudo o que podiam e não podiam para retardar. Foram eles (os aliados de Cunha) que retardaram", disse o presidente do Conselho.

Próximos passos.


O processo contra Cunha que corre no Conselho de Ética pede sua cassação pois ele teria mentido na CPI da Petrobras, quando foi questionado sobre se possuía contas no exterior.

Dados repassados pela Suíça à Procuradoria-Geral da República no ano passado revelaram milhões de dólares em contas naquele país ligadas ao presidente da Câmara.

Cunha apresentou na segunda-feira sua defesa. Ele tem dito que não é dono das contas, mas apenas beneficiário dos recursos.

Após a apresentação de sua defesa, começou a correr o prazo de 40 dias úteis para o conselho levantar provas e ouvir testemunhas. Cunha apontou oito pessoas para serem ouvidas, sendo dois advogados seus na Suíça.

Depois disso, haverá mais dez dias para o relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), apresentar seu relatório. Aliados de Cunha trabalham para que o conselho adote uma punição mais branda do que a recomendação de cassação.

Os deputados ouvidos pela BBC Brasil dizem acreditar que o risco de Cunha conseguir protelar a conclusão do processo agora seja menor.

"Tudo é possível. Onde puderem fazer questionamento, eles (aliados de Cunha) farão. Mas acho que o potencial de retardamento está no fim", disse Alencar, do PSOL.

"Agora o processo do Cunha deve correr tranquilamente no Conselho de Ética. O julgamento deve ser por volta do mês de junho ou julho", afirmou Paulinho da Força.

STF.


Paralelamente ao processo no Conselho de Ética, Cunha enfrenta ações no STF.

No início do mês, ele se tornou réu em um processo criminal, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dentro do esquema de corrupção da Petrobras.

Há ainda outros dois inquéritos contra ele na Operação Lava Jato que podem resultar em outras ações.

Além disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou em dezembro que o Supremo determine o afastamento de Cunha da Câmara dos Deputados sob o argumento de que ele usa o mandato para atrapalhar investigações contra si. 

No entanto, não há previsão de quando o STF analisará esse pedido.
Fonte: Agência Brasil.

COM DILMA O BRASIL É UMA PRAGA, NÃO CRESCE, PAUTADO NAS MENTIRAS DELA,DIZ EMPRESARIADO

 SEM DILMA, RETOMADA DOS INVESTIMENTOS SERIA ‘INSTANTÂNEA’, DIZ PRESIDENTE DA RIACHUELO.


Flávio Rocha defende que o empresariado do país precisa "sair da toca"

<Presidente da Riachuelo - uma das maiores redes do varejo brasileiro - sobre suas posições políticas para garantir uma guinada liberal no Brasil - caminho que, na sua avaliação, poderia tirar o país da crise.

Rocha foi um dos primeiros empresários brasileiros a se posicionar abertamente a favor da saída de Dilma Rousseff da Presidência e diz acreditar que, nesse caso, haveria uma rápida retomada dos investimentos na economia real. 

“Seria instantâneo”, defende. “É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso.”

Otimista sobre um eventual governo Michel Temer, o empresário se recusa a comentar a possibilidade do vice-presidente também ser “derrubado” pela Operação Lava Jato. “Cada agonia em sua hora”, diz.

Defensor de um Estado mínimo, ele acredita que o eleitor brasileiro está cansado do que define como as propostas “de inspiração estatizante ou ligadas a social-democracia” dos partidos tradicionais e está preparado para um projeto pró-livre mercado: “(Hoje) temos trinta e tantos partidos, mas nosso cenário político é mais ou menos como aquele livro: cinqüenta tons de vermelho e cor-de-rosa”.

Confira abaixo a entrevista que ele concedeu a BBC Brasil sobre a crise política:

BBC Brasil - O senhor tem se posicionado a favor do impeachment, mas mesmo se o afastamento da presidente for aprovado, há incógnitas sobre a estabilidade de futuros arranjos políticos. Não é arriscado assumir uma posição nesse cenário incerto?

Flávio Rocha – Acho que estamos em uma troca de ciclos que implicará em uma mudança no papel do Estado no Brasil. Encerramos um triste ciclo de mais uma tentativa de usar o Estado como indutor do desenvolvimento, que no mundo todo só gerou empobrecimento e desemprego. E há condições para uma virada de página em direção a um modelo pautado pelo binômio democracia e livre mercado, que é como se consegue a prosperidade.

O eleitor brasileiro está mais maduro, o que favorece a virada. Está deixando de ser um eleitor súdito para ser um eleitor cidadão, que vê o Estado mais ou menos como sua operadora de telefonia ou TV a cabo: um prestador de serviço do qual deve ser cobrado eficiência e baixo custo. Esse será o estopim da mudança, que pode acabar com esse Estado gigantesco, hipertrofiado, um Estado de 40% do PIB que existe para garantir os seus próprios privilégios.

O novo ciclo será marcado pela busca do Estado prestador de serviço e eficiente.

Mas esse novo modelo pressupõe um empresariado mais protagonista. Os que investem e dão empregos serão uma liderança necessária nesse processo. 

Quando eu me posicionei, há algum tempo, realmente pouquíssimos empresários tinham se manifestado. Mas vejo com muita alegria cada vez mais lideranças empresariais conscientes de seu novo papel “saindo da toca”.

BBC Brasil - Temer foi citado pela Lava Jato. O presidente da Câmara e do Senado também são investigados. Até que ponto um impeachment de Dilma é o fim da crise?

Rocha - O impeachment vai significar o fim desse ciclo que eu acabei de mencionar. Temer tem grande habilidade política e seria capaz de dar um propósito (ao governo) e criar homogeneidade de ação no Congresso. 

O PMDB tem um plano de governo que acredito ser a síntese das medidas mais urgentes para o Brasil hoje – A Ponte para o Futuro. Tenho a impressão de que, com o compromisso de não ser candidato a reeleição, Temer vai fazer do seu grande projeto de vida colocar em prática essas medidas e garantir a transição. Seria um legado excepcional para o próximo presidente.

BBC Brasil - Mas há a incógnita da Lava Jato. E se o escândalo derrubar Temer?

Rocha - Cada agonia na sua hora. O fundamental agora é reconhecer que o pior cenário seriam três anos com o transatlântico à deriva. O atual governo não tem condições de liderar o processo de reconstrução nacional. Uma virada de página seria um alento, uma esperança.

Mas devemos lembrar quão terrível foi aquele período da história argentina em que havia uma troca intensa na Casa Rosada. 

No domingo almocei com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ele me disse que teve uma semana em que ligou três vezes para a Argentina para dar os parabéns ao novo presidente. Esse seria um cenário bastante aterrador também.

BBC Brasil - Um eventual governo Temer teria incentivos para fazer um ajuste fiscal duro, como defendem os mercados, em ano de eleição?

Rocha - A Ponte para o Futuro explicita isso e acho que ajuda o fato de não haver a tentação eleitoral. Como disse, a grande motivação dele deve ser entrar para a história tirando o Brasil do atoleiro, assumindo as medidas amargas que o momento precisa.

BBC Brasil - Segundo institutos de pesquisas, se houvesse eleições hoje, a vencedora seria Marina Silva. Como o senhor vê isso?

Rocha - Não vejo a Marina comprometida ou personificando esse novo desenho de Estado sobre o qual falei. Acho que existe ainda um “recall” muito forte da exposição e desempenho que ela teve na campanha presidencial. E um desgaste de outros candidatos pelas citações na Lava Jato.

BBC Brasil - O mercado financeiro parece animado com a possibilidade de uma saída da atual presidente. Como empresário do varejo, que efeito acha que isso teria nos investimentos na economia real?

Rocha - Seria instantâneo. Bastaria uma troca da sinalização. É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso. A partir do momento que você sinaliza que está entrando em campo um governo que entende as delicadas engrenagens do livre mercado e vai colocar a sua sabedoria a favor do desenvolvimento, o fluxo de investimentos se restabelece e a confiança desabrocha.

BBC Brasil – Como assim? Basta a presidente sair que os empresários voltam a investir? O senhor vai abrir mais lojas se a Dilma cair?

Rocha - Não. Acho que a gente volta ao patamar anterior de crescimento. Quebramos nosso recorde de investimentos no ano passado. Mas tiramos o pé do acelerador Agora a ordem é proteger o caixa, porque a gente não sabe por quanto tempo vai ter de prender a respiração nessa travessia. Mas acho que encerrado esse capítulo e iniciado o novo ciclo, o Brasil vai “bombar” de novo. Só pode ser pessimista com o Brasil quem está olhando o curto prazo e toda essa sucessão de equívocos. O próximo ciclo vai ser de um pais normal de livre mercado.

BBC Brasil – A crise política é o principal entrave ao crescimento?

Rocha - A crise política é a consequência. O problema é a falta de projeto. Como o governo vai exigir sacrifício e união do Congresso se dentro do Planalto não há consenso sobre o que fazer. Há até ministro contra a reforma da Previdência.

Qual o projeto de país desse governo? É difícil saber. Talvez até porque isso seja inconfessável, uma coisa ideologizada. Na falta de um sonho para ser construído, fica todo mundo olhando para o próprio umbigo e defendendo o seu.

BBC Brasil - Há quem veja a possibilidade de um ‘cenário italiano’ precipitado pela Lava Jato, no qual um líder populista ou outsider surgiria do colapso dos partidos tradicionais (na Itália, Sílvio Berlusconi assumiu após a Operação Mãos Limpas). Como vê isso?

Rocha – O vácuo que existe na nossa política é de um partido que assuma o ideário de um desenvolvimento via livre-mercado. Temos trinta e tantos partidos, mas nosso cenário político é mais ou menos como aquele livro: cinquenta tons de vermelho e cor-de-rosa. São todos partidos de inspiração estatizante ou ligados a social democracia.

Apenas mais recentemente surgiu o Partido Novo, o primeiro com compromisso com o ideário liberal. Eu tenho a convicção que é esse o caminho para a prosperidade e vejo essa demanda também nos eleitores.

BBC Brasil - Para o senhor, o eleitor brasileiro está cansado da social-democracia?

Rocha - Exato. Acho que o brasileiro se cansou dessa experiência socializante. Nós competimos com países que têm Estados de 12%, 15%, 17% do PIB. Aqui, depois da constituinte era 22%. Hoje temos 37% de carga tributária, com mais 10% de déficit publico.

E o que é social-democracia? Na Rússia, na Revolução de 1917, existiam os bolcheviques que queriam o socialismo pela via violenta e os mencheviques, que queriam pela via democrática.

Os primeiros prevaleceram e tomaram o poder pela força e os últimos deram origem a social-democracia. Mas eles queriam a mesma coisa.

O socialismo fracassou em todas as ocasiões em que foi testado. Mas, como disse o Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central), é como o vampiro da meia-noite: ressuscita quando menos se espera, com outras roupagens. Há alguns anos ressurgiu na América Latina travestida de socialismo bolivariano e fez esse estrago no continente.

BBC Brasil - Há uma social-democracia forte na Europa, com relativo sucesso.

Rocha - Muita gente cita os países escandinavos como social-democracia. São países que foram muito prósperos enquanto eram capitalistas, se transformaram em social-democracia e estagnaram. É o capitalismo democrático que gera prosperidade porque liberta o espírito gerador de riqueza natural do ser humano.

BBC Brasil - A crise de 2008 não mostrou que o mercado com muito poder e pouca regulação também pode trazer problemas?

Rocha - Não defendo o Estado inexistente. Defendo o Estado mínimo, com uma atuação na regulação mínima. O mercado é como um cão farejador, que tem um faro mais apurado que o do ser humano. O bom caçador usa isso para encontrar seu caminho, mas não é o cachorro quem manda.

BBC Brasil - E a corrupção no setor privado? A própria Lava Jato revelou que também há empresários corruptos.

Rocha - Têm empresários e empresários. Não confunda Flávio Rocha, um empresário de mercado que acorda de manhã e calcula como produzir um vestido ao melhor custo para a dona Maria, com o empresário que acorda e se pergunta para quem tem de dar propina para conseguir uma obra pública ou fazer uma plataforma de petróleo superfaturada. São duas coisas diferentes: o empresário de mercado e o empresário de conluio, que é o câncer desse estado hipertrofiado. Um fator de aumento da corrupção do Estado já tão corrompido.

A livre concorrência ajuda a acabar com a corrupção. Por exemplo, se eu tiver na Riachuelo um comprador de gravatas corrupto que tenha feito um acerto com o fornecedor, a gravata será mais cara e a Riachuelo vai perder participação no mercado. Isso não acontece na Petrobras.

BBC Brasil - O senhor defende que papel para o Estado?

Rocha - Um país como o nosso precisa de um Estado de 20% a 25% do PIB. Na última década, 18 pontos percentuais de economia informal se formalizaram no Brasil. Isso ajudou a elevar a produtividade desses setores, mas também houve um repasse maior de dinheiro para o setor mais ineficiente do pais - o estatal. Se lá atrás tivéssemos colocado um freio na participação do Estado no PIB e aproveitado essa maior receita para reduzir as alíquotas (de impostos) não tenho dúvidas que a China seria aqui. Estaríamos crescendo.

BBC Brasil – De onde cortar nos gastos públicos?

Rocha - Por exemplo, no meu estado, o Rio Grande do Norte, o grande escândalo agora é que há quase 3 mil funcionários (públicos) fantasmas, com salários que chegam a R$ 60 mil. Isso quebra definitivamente a crença de alguns de que o Estado seria um Robin Hood que pega dos ricos para distribuir aos pobres. É o Robin Hood às avessas. Tira de uma população extremamente pobre, como a do Rio Grande do Norte, para alimentar marajás.
Fonte: BBC Brasil.

PAPA FRANCISCO CELEBRA À PASCOA

 PAPA CELEBRA VIGÍLIA DE PÁSCOA.

Celebração marca a espera pela ressurreição de Jesus Cristo.
Francisco presidiu a Via Sacra em Roma.

O Papa Francisco celebrou ontem na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a vigília de Páscoa, que marcou a espera pela ressurreição de Jesus, segundo a tradição cristã. Na sexta-feira santa, o Papa Francisco presidiu a Via Sacra que levou centenas de fiéis ao coliseu de Roma, numa cerimônia emocionante.

<COLISEU - ROMA - ITÁLIA.

Uma Via Crucis que tocou em dois temas dramáticos da atualidade: os imigrantes e o terrorismo. No belo cenário do Coliseu, antigo estádio de gladiadores, ao lado do arco de Constantino, o imperador romano que ajudou a difundir o Cristianismo, o Papa Francisco celebrou a Sexta-feira Santa.


Durante 14 estações, imigrantes vindos do norte da África, e do Oriente Médio e da Ásia carregaram a cruz. Uma via sacra pensada para o acolhimento dos que fogem das guerras, dos regimes violentos e da fome.

Foi para os imigrantes que o pontífice dedicou parte da sua mensagem. “Vemos a cruz de Cristo erguida nos irmãos e irmãs mortos, queimados vivos, degolados e decapitados com espadas bárbaras e o silêncio covarde”, disse Francisco.


“Vemos no fundamentalismo e no terrorismo dos que usam o nome de Deus para praticar a violência. E também nos que são perseguidos pela sua fé”

Francisco falou dos naufrágios no Mediterrâneo e no mar Egeu, que se tornaram um cemitério.

“Imagem da nossa consciência insensível e narcotizada”, disse ele.

Condenou os vendedores de armas que alimentam a violência. Lembrou dos que foram queimados vivos, degolados e decapitados com as espadas bárbaras e com o silêncio covarde.

<cidade do vaticano - Vaticano sede da Igreja Católica mundial.

“Palavras fortes foram enviadas também para os ladrões e corruptos, que em vez de salvaguardar o bem comum e a ética, se vendem no mísero mercado da imoralidade”, disse Francisco.


Roma está blindada, com polícia e Exército nas ruas e esquadrões antibomba. 

Muitos turistas chegaram à capital italiana. Neste domingo (27), o Papa Francisco reza a missa da Páscoa.
Fonte: Reuters.

sábado, 26 de março de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - 26 DE MARÇO DE 2016 (SÁBADO DE ALELUIA)

COMENTÁRIO
SCARCELA JORGE

EM PROL DA FUTURA GERAÇÃO.

Nobres:
Dizia um velho ditado que o respeito à “terceira idade” era primordial desde a família e o poder pátrio. Nos dias atuais infelizmente isto não está acontecendo especialmente com figuras notórias, porém lastimáveis que a política produziu! Um péssimo exemplar o que acontece com os quase “setentões” Lula, Dilma, Dirceu Genuíno & cambada, que por força natural, não merecem respeito e consideração da sociedade ética brasileira em função de terem praticados atos comprovadamente corruptos. É assim o respeito passa sim, por qualquer faixa etária desde que sejam dignos. Como os demais corruptos estão descobrindo, de modo traumático, que as coisas vêm mudando no Brasil. Depois que Marcelo Odebrecht, um dos mais poderosos empresários da praça, não consegue sair da cana por nada, quem dera empresários do baixo calão, sanguessugas de contratos premiados. Na esfera pública, se Cunha e Calheiros visitarem a Papuda, será um recado mórbido para políticos do baixo clero. Quem se enquadra nesse perfil, precisa ficar atento! Quando for armar falcatruas, deve avaliar com cuidado o local em busca de câmeras escondidas, nunca confiar em porta-retratos sorridentes no canto da mesa, nem em bolsos de camisa suspeitos, pois, celulares em modo “gravar” estão na moda. Roubar está se tornando uma ansiosa aventura contra a tecnologia. A Polícia Federal, o MP e as instâncias inferiores da Justiça são, hoje, as instituições mais bem cotadas da nação.  Mas o que houve, assim, de repente? Ora, nada de mais. Basta analisar os protagonistas, uma nova safra de promotores e juízes entre 35 e 45 anos de idade que passaram a vida ouvindo que o Brasil não tinha jeito e a propina era institucionalizada como método. Simplesmente, esses jovens ousados resolveram testar se a lei era mesmo para todos e desafiaram a “velha república” dos fanfarrões. A maioria dos envolvidos em grandes atos de corrupção faz parte de uma “velha guarda” de empresários e políticos entre 60 a 75 anos de idade. Representam uma “terceira idade” que ergueu um sistema agressivo de poder oligárquico tendo, agora, alcançado seu auge insustentável. É comum vermos vereadores, deputados e senadores ostentando 20 ou 25 anos de vida pública. Vangloriar-se de décadas de carreira no poder num país cuja transparência e método político sempre sustentaram a gatunagem obscura, além de antidemocrático, é um demérito, não um mérito. É a mesma coisa que se gabar de ter sido diretor da Petrobras na gestão do PT. Vergonhoso! Em contraparte, parece haver um sinal de mudança no ar, talvez seja um processo longo e penoso, mas os “velhos” do sistema serão gradualmente substituídos por uma nova geração com aprimorados preceitos éticos e morais, sob o respaldo de instituições reguladoras mais presentes e confiáveis. Em um mundo cada vez mais interdependente e com mudanças climáticas severas, os países terão de reestruturar seus sistemas de gestão, pois os recursos naturalmente serão mais escassos, não havendo mais lugar para a farra da corrupção desenfreada. Por fim, políticos “experientes” fariam um grande bem à sociedade se abandonassem o vício do poder, porquanto já deram sua fatídica “contribuição” e o resultado está aí para todo mundo ver. “Velhos políticos e políticos velhos” dificultam o surgimento de novas lideranças, bem como, só fazem bem a si mesmos, seus partidos, alguns laranjas e familiares. Na melhor idade, poderiam se poupar do constrangimento de ter de acompanhar jovens fardados da idade dos seus filhos até a delegacia. Deveriam seguir o exemplo de José Sarney e saber reconhecerem à hora exata de ejetar-se da cabine minutos antes do jato explodir. Mesmo assim a cambada se faz não acreditar.
Antônio Scarcela Jorge.

BARCO A DERIVA


EX-ALIADO, PSB SUGERE PARLAMENTARISMO CONTRA DESGOVERNO PETISTA NA TV.


Ex-aliado de governos petistas, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) leva ao ar na TV, nesta quinta-feira, um programa com críticas contundentes ao "desgoverno" da presidente da República, Dilma Rousseff. O PSB afirma que o governo Dilma é "fruto de uma eleição viciada", "esconde a verdade" e não tem "nem capacidade nem legitimidade para enfrentar a crise que ele mesmo criou".

O PSB propõe a implantação do parlamentarismo nas eleições de 2018 e afirma que o país vive a maior crise da história republicana. A legenda repele a ideia de confronto social, estimulada por movimentos sociais e sindicais ligados ao PT para enfrentar manifestações favoráveis à saída da presidente.

O programa é o primeiro a ser exibido na TV depois de o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, ter anunciado que o partido planejava "marchar em definitivo para a oposição".

No vídeo, a legenda aponta medidas ultrapassadas de Dilma. Com desenhos de Lula e Dilma em uma urna eletrônica, o partido afirma que o único objetivo do PT é ficar no poder e que o governo tem "idéias e atitudes do século passado" e vem perdendo para um mosquito transmissor de "doenças medievais" como dengue e zika vírus.

O PSB acusa o governo Dilma de recorrer sempre à escusa já desgastada de "culpar a China e intrigas da mídia e da oposição" para justificar a crise econômica. 

"Nunca tem nada a ver com isso". Os socialistas apontam a paralisia na indústria nacional e afirma que o governo ainda atrapalha mais o setor ao propor a criação de impostos.

Segundo o PSB, Dilma deixará uma legião de desempregados ao mesmo tempo em que "cria dificuldades ao acesso ao seguro-desemprego e deixa os trabalhadores desprotegidos".

Desde as eleições de 2014, o PSB mantém postura crítica ao governo, mas não se declara oposição nem situação. 

O partido afastou-se de vez do petismo e lançou candidato próprio à Presidência da República: então no PSB, a ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, terminou em terceiro lugar após substituir o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo durante a campanha.

A propaganda partidária foi produzida em estilo animação e não traz depoimentos nem imagens de congressistas ou políticos da legenda. 

No fim, o PSB faz uma homenagem ao centenário do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, morto em 2005.
Fonte: Agência Brasil.

ROMPIMENTO IMINENTE


TEMER ARTICULA ROMPIMENTO COM GOVERNO DILMA.



Michel Temer: grupo do vice-presidente acredita que pode conseguir 75% de apoio a favor do rompimento com Dilma em reunião do PMDB.

Brasília - A oferta de cargos no governo para dividir a base aliada no Congresso obrigou ontem o vice-presidente Michel Temer a cancelar sua viagem a Portugal. 

Ele quer garantir uma vitória expressiva na reunião do diretório nacional do PMDB, marcada para terça-feira, em que deve ser oficializado o rompimento do partido com a presidente Dilma Rousseff, passo considerado fundamental para o impeachment da petista.

Com Temer envolvido diretamente nos bastidores da articulação, o PMDB do Rio de Janeiro já anunciou ontem que irá votar pelo desembarque do governo. 

Os peemedebistas fluminenses sempre foram considerados estratégicos para o jogo do impeachment no Congresso. 

O Planalto deu mostras, contudo, que usará o poder que ainda tem para atrapalhar os planos de Temer. 

A edição do Diário Oficial de ontem trouxe a demissão do presidente da Fundação Nacional de Saúde, Antonio Henrique Pires, que é ligada ao grupo do vice-presidente.

A troca deixa claro que o Planalto resolveu abrir mão de negociar com os partidos para atender diretamente às demandas dos deputados, provocando uma série de divisões em todas as bancadas. 

O foco do governo é o universo de 172 votos, número mínimo necessário para impedir o impeachment.

Conforme o Estado publicou ontem, o Planalto decidiu apostar na oferta de cargos em primeiro e segundo escalão com dois objetivos iniciais: diminuir o impacto do provável rompimento do PMDB e evitar que esse episódio contamine o restante dos partidos da base de sustentação no Congresso.

"Qualquer voto que eles conseguirem no PMDB é lucro", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (BA), integrante da ala a favor do impeachment. 

"Para nós, é importante aprovar o desembarque do partido para mostrar nossa força", completou.

O Planalto conta com a ajuda dos atuais sete ministros do PMDB, que ocupam as pastas de Minas e Energia, Saúde, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Turismo, Aviação Civil e Portos. 

Por ora, nenhum deles deseja sair do cargo.

Em reunião com a presidente anteontem à noite, eles apresentaram o quadro atual da disputa dentro do partido e comprometeram-se a não facilitar o rompimento liderado pelo vice-presidente. Mesmo durante o feriado, o grupo de ministros deverá realizar ligações para integrantes dos respectivos diretórios estaduais, no intuito de assegurar votos contra a debandada.

Reunião.

Diante das investidas da cúpula do governo, Michel Temer decidiu na manhã de ontem não viajar para Portugal. 

Em Lisboa, o vice-presidente participaria de um evento promovido pelo instituto de ensino jurídicos ligado ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar de ter cancelado a viagem, Temer não confirmou sua presença na reunião do diretório na terça-feira. 

Ele prefere não presidir o encontro que deve beneficiá-lo. A direção dos trabalhos caberia ao primeiro vice-presidente do partido, senador Romero Jucá (PMDB-RR), favorável ao impeachment.

No Brasil, Temer irá atuar nos bastidores para garantir uma vitória expressiva na reunião do diretório. 

O grupo do vice acredita que pode conseguir 75% de apoio a favor do rompimento. 

O diretório é integrado por 119 membros, das 27 unidades da federação. 

No evento em Portugal, está prevista a participação de lideranças de oposição como o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o senador José Serra (SP).
Fonte: Agência Brasil.

sexta-feira, 25 de março de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - 25 DE MARÇO DE 2016 (SEXTA-FEIRA SANTA)

COMENTÁRIO
SCARCELA JORGE

A LEI ESTÁ COM MORO.

Nobres:
Segmentos interesseiros tentam planear o brasileiro de “besta” repassando uma “conversa fiada” para que no encovado, ainda agradem as fontes derrotadas embora resistentes no palácio do Planalto. Eles são sabedores que o Juiz Sergio Moro agiu estritamente dentro de suas prerrogativas e do que prescreve o processo penal ao divulgar o conteúdo das gravações de Lula.  Se desmoralizar o juiz federal Sergio Moro já era uma estratégia dos investigados da Lava Jato havia um bom tempo, até as atividades profissionais de sua mulher foram escrutinadas em busca de algo desabonador, os ataques subiram muito de tom depois da condução coercitiva de Lula e do fim do sigilo sobre as interceptações telefônicas do ex-presidente. Expressões como “Estado policial”, “abuso de autoridade” e “atentado à democracia” têm sido abundantemente usadas. Dilma Rousseff chegou a dizer que “grampear o presidente” daria cadeia em outros países, e já há quem queira a prisão de Moro. Isso, sim, seria um ataque à democracia, pois Moro agiu estritamente dentro de suas prerrogativas e do que prescreve o processo penal. O princípio geral que norteia o processo penal é o de que ele é público para haver o chamado “segredo de Justiça”, é preciso que se verifiquem algumas circunstâncias específicas que não existem no caso da Lava Jato. Tanto é que a documentação das outras 23 fases da operação estava disponível on-line e ninguém havia insinuado qualquer arbitrariedade na divulgação.  É prerrogativa de o juiz responsável levantar o sigilo de uma interceptação telefônica. A divulgação que não pode em hipótese alguma ser confundida com “vazamento”, expressão que o petismo vem usando na tentativa de criminalizar a difusão dos áudios, foi feita seguindo cuidados como o de não expor a intimidade dos investigados. As conversas cujo teor veio a público tratam de assuntos de interesse da República, o que legitima sua publicidade. Do ponto de vista do processo penal, não há o que censurar. Há quem afirme, em tom de acusação, que Moro decidiu pela divulgação a partir de um olhar que considerou a conveniência ou a oportunidade de lançar as informações a público, já que Lula estava prestes a se tornar ministro. O que uns chamam de oportunismo nós chamaríamos de coragem. Impossível saber a intenção do magistrado, mas, se realmente Moro agiu guiado pelo senso de oportunidade, só podemos dar-lhe os parabéns. Dentro da legalidade, tomar uma atitude como a da quarta-feira é mérito, dado o golpe que o PT vinha tramando para blindar seu investigado mais célebre. Lançados os princípios gerais, podemos nos debruçar sobre especificidades da decisão de Moro, como o fato de o grampo incluir conversas da presidente da República, o que irritou Dilma profundamente. Ora, o grampeado era Lula, e não Dilma ou nenhum dos ministros ou deputados que aparecem nos áudios e também têm foro privilegiado. Que suas conversas tenham sido gravadas é conseqüência do fato de Lula ser o interceptado que poderia ser definida como um acaso feliz ou uma seqüência de eventos fortuitos que acabam levando a bons resultados. Em 2012, essa era a avaliação do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao justificar o grampo que derrubou o senador Demóstenes Torres, flagrado em conversas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. “Ninguém nunca investigou objetivamente os parlamentares. Estava-se investigando o empresário Carlinhos Cachoeira. Agora, se parlamentares conversam com ele, o problema é outro”, disse Cardozo à época. Essa avaliação, no entanto, trata da gravação das conversas, não da sua divulgação. Seria possível que a captação das conversas de Dilma com Lula fosse legal, mas sua divulgação fosse ilegal? A interpretação de Moro, segundo a qual, “nos termos da Constituição, não há qualquer defesa de intimidade ou interesse social que justifique a manutenção do segredo em relação a elementos probatórios relacionados à investigação de crimes contra a administração pública”, nos parece adequada. A regra, novamente, é o princípio da publicidade. Quem pode mandar grampear também pode mandar publicar. Por fim, resta a controvérsia sobre um telefonema específico, aquele em que Lula e Dilma conversam sobre o termo de posse, já que a interceptação ocorreu no intervalo entre a ordem de Moro para suspender o grampo e a execução dessa ordem pela companhia telefônica. Os juristas ainda divergem sobre qual deve ser o critério para considerar essa ligação prova válida. Mas, ainda que ela acabe descartada, vários outros telefonemas cuja gravação foi indubitavelmente legal são suficientes para caracterizar o desvio de finalidade na nomeação de Lula para a Casa Civil. Moro arriscou todas as fichas ao fazer o que fez? É possível. Mas agiu consciente da legalidade de sua decisão. O Brasil é grato. Fato que o titular da AGU defende inconscientemente.
Antônio Scarcela Jorge.

JUSTIÇA BRASILEIRA TEM RECONHECIMENTO MERITÓRIO INTERNACIONAL


FORTUNE ELEGE MORO COMO 13º LÍDER MUNDIAL MAIS INFLUENTE.



Juiz federal do Paraná Sérgio Moro foi apontado pela revista norte-americana Fortune como sendo o 13º líder mundial mais influente; Moro que ganhou notoriedade com a Operação Lava Jato, aparece no ranking de 50 nomes que inclui o papa Francisco (4º), a premiê alemã Ângela Merkel (2º) e o fundador da Apple, Jeff Bezos (1º)

O juiz federal do Paraná Sérgio Moro teve o seu nome incluído em uma lista da revista norte-americana Fortune como sendo um dos mais influentes líderes mundiais. 

Moro, que ganhou notoriedade com a Operação Lava Jato, aparece na 13ª posição do ranking de 50 nomes que inclui o papa Francisco (4º) e a premiê germânica Ângela Merkel (2º).

Moro aparece à frente do vocalista da banda U2, Bono Vox (14º) e do presidente Argentino Mauricio Macri (26º). A lista é encabeçada pelo fundador da Apple, Jeff Bezos.
Fonte: Reuters.

BRASIL DEMOCRÁTICO INSERIDO NA ORDEM CONSTITUCIONAL


IMPEACHMENT É PROCESSO PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO, DIZEM MINISTROS DO STF.


Ministros do Supremo Tribunal Federal reagiram às declarações da presidente Dilma Rousseff de que o impeachment é tentativa de golpe.



A temperatura sobe na política e os ministros do Supremo Tribunal Federal reagiram às declarações da presidente de que o impeachment é tentativa de golpe. 

A presidente Dilma insiste e complica ainda mais a situação dela.

Na comissão especial os prazos estão correndo sem atrasos até o momento. Em relação às declarações da presidente Dilma, ministros do Supremo Tribunal Federal lembraram que o impeachment é legal e que está previsto na Constituição.

A comissão de impeachment já recebeu 65 requerimentos de deputados. Muitos pedem a convocação de ministros, ex-ministros e até ex-presidentes, mas o relator já anunciou: só pretende ouvir representantes dos duas partes no processo. 

Os juristas que fizeram a denúncia contra a presidente, um representante do Tribunal de Contas para falar sobre as pedaladas fiscais e as pessoas que forem indicadas para fazer a defesa da presidente Dilma Rousseff.

“Nós decidimos não ouvir ninguém por nós não podemos produzir prova, nesse processo não podemos produzir provas. Nós temos que ater às provas já dentro do processo e dentro dessas provas nós temos que extrair o nosso relatório”, explicou o relator, o deputado Jovahir Arantes, do PTB de Goiás.

Na quarta (23), a presidente Dilma voltou a questionar o processo de impeachment. “O grande esforço para fazer o Brasil voltar crescer é estabilidade política, é parar com a tentativa sistemática de golpe, é parar com o fato de criarem motivos inexistentes, não respeitáveis, para um processo de impeachment que é ilegítimo e ilegal”, afirmou Dilma Rousseff.

Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal lembraram que o processo está previsto na Constituição. 

“Não se trata de um golpe. Todas as democracias têm mecanismos de controles e o processo de impeachment é um tipo de controle. Eu não vou opinar sobre o caso concreto, porque o juiz do caso concreto é a Câmara dos Deputados, inicialmente, e posteriormente o Senado da República".

Qualquer andamento do processo que esteja fora das regras legais, pode o Supremo Tribunal Federal então colocar dentro dos paramentos da Constituição. 

E aqueles que se sentirem atingidos podem recorrer à Justiça brasileira. O que ocorre hoje é a democracia. É muito melhor vivermos dessa forma do que sob uma ditadura”, disse o ministro Dias Toffoli.

“A presidente deve ter dito que, se não se cumprir a Constituição, é que poderia haver alguma algum desbordamento. Não acredito que ela tenha falado que impeachment é golpe porque o impeachment é um instituto previsto constitucionalmente. 

O que não pode acontecer de jeito nenhum é nem impeachment nem qualquer tipo de processo político-penal ou penal sem observância das regras constitucionais”, afirmou a ministra Carmen Lúcia.

Alertas de risco de golpe político também saíram do Palácio do Itamaraty. Na sexta-feira da semana passada, o ministro responsável pela área de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondó Filho, mandou telegramas para embaixadas e representações do Brasil no exterior pedindo que indicassem um representante para conversar com organizações da sociedade civil naqueles países sobre a suposta ameaça de golpe no Brasil. 

O episódio foi revelado pelo jornal ‘O Globo’ desta quarta.

Um dos telegramas enviados retransmite uma nota da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, Abong, que afirma: “Não ao golpe. Nossa luta continua”.

Outra mensagem publicada pelo jornal é assinada por centrais sindicais e ONGs do Brasil e denuncia um “processo reacionário que está em curso no país contra o estado democrático de direito”.

O Itamaraty explicou que os telegramas foram enviadas por iniciativa de um servidor e que no mesmo dia, o ministério mandou mensagem para as embaixadas orientando que as mensagens anteriores fossem ignoradas, canceladas.

No Congresso, a oposição quer que o ministro de Relações Exteriores dê explicações sobre o episódio. “Nós não estamos em guerra civil para se politizar um órgão como o Itamaraty, que é um órgão de Estado”, disse o deputado Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco.

Para os governistas, o caso já foi esclarecido porque o secretário-geral do Itamaraty tomou providências assim que soube das mensagens. “É uma manifestação de um funcionário do Itamaraty, que resolveu se comunicar com as embaixadas e que ele não tem autoridade porque ele não compõe nem primeiro, nem segundo, nem terceiro escalão do Itamaraty”, afirmou o senador Jorge Viana, do PT do Acre.

O Itamaraty informou que o ministro Milton Rondó foi advertido e não poderá mais emitir qualquer circular ou telegrama sem autorização superior.
Fonte: Agência Brasil.