quinta-feira, 25 de junho de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

DESPERTOU DO PESADELO QUE PERDUROU EM DÉCADAS.

Nobres:
Brasileiros e brasileiras! – no cotidiano dos políticos, expressam tudo que vai além de nossa imaginação: entrar no controverso das atitudes é conceito em qualificar. Nesta alusão, ficamos estarrecidos em função da crítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Partido dos Trabalhadores foi, no mínimo, desconcertante: “A gente só pensa em cargo, só pensa em emprego, só pensa em ser eleito, ninguém trabalha mais de graça”. Em complemento, o homem que saiu do poder como presidente mais popular da história do país chicoteou-se a si próprio: - “Eu, que sou uma figura proeminente do PT, tenho 69 anos, estou cansado. Estou falando as mesmas coisas que falava em 1980″. - O desabafo de Lula foi feito na última segunda-feira, no seminário “Novos desafios da democracia”, promovido pelo seu próprio instituto, que acaba de entrar na alça de mira da Operação Lava-Jato por suas relações com empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras. Mais: o ex-presidente fez esse ato de contrição partidário e pessoal no momento em que o governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta sérias dificuldades, com a economia estagnada, problemas na base parlamentar e popularidade em queda. O próprio Lula, avaliado pelo Instituto Datafolha como provável candidato à reeleição, aparece abaixo do candidato oposicionista Aécio Neves. O momento ruim do governo tem a ver com a Operação Lava-Jato, mas deve-se muito mais aos estragos na economia, causados pela política equivocada de gastos desmesurados para financiar um projeto de poder. É esse projeto que o próprio Lula está questionando agora, numa tentativa quase desesperada para recuperar a própria imagem e do partido que ajudou a fundar com a bandeira da ética, da integridade e da igualdade. Neste momento de perplexidade e contradições, ganha atualidade uma sentença do ex-deputado Ulysses Guimarães: - “não é o poder que corrompe o homem _ o homem é que corrompe o poder”. – é a retórica realista que impera o seu “lulopetismo” em nossos dias.

Antônio Scarcela Jorge.

NO REINO DA EMBROMAÇÃO - ESTÁ NO COTIDIANO DA MÍDIA - CÂMARA REAJUSTA APOSENTADO DE SALÁRIO MÍNIMO - (TUDO É A MESMA COISA!! COMO O PROJETO FORMATA O DIA, TARDE E NOITE)

CÂMARA APROVA EMENDA QUE REAJUSTA APOSENTADORIAS ACIMA DA INFLAÇÃO.

Regra equipara reajustes das aposentadorias à fórmula do salário mínimo.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) emenda apresentada à medida provisória do salário mínimo que prevê o reajuste de todos os benefícios previdenciários acima da inflação. O dispositivo havia sido incluído na MP que prorroga até 2019 o atual modelo de reajuste do salário mínimo. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

Pela proposta, os benefícios serão reajustados pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. O governo era contra essa proposta, porque alegava que a regra poderia comprometer as contas previdenciárias. Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, essas propostas gerariam R$ 9,2 bilhões em gastos extras por ano – sendo R$ 4,6 bilhões em 2015.

Antes do início da sessão, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ser contra estender o reajuste do mínimo aos demais benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social.

“Acho que não é um bom momento para a discussão. Estamos discutindo o salário mínimo. O salário mínimo dos aposentados vai reajustar. Mas estender para o salário dos aposentados que ganham acima do mínimo tendo um ganho maior que a média da correção salarial  dos ativos significa dar algo para o inativo maior que o do ativo”, ponderou Cunha. Durante a sessão, o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), defendeu que a negociação sobre os salários dos aposentados precisava ser feita com “responsabilidade.

“Essa regra é exatamente a política nacional do salário mínimo e ela é única, não pode se vincular a qualquer outro tipo de matéria. O governo está agindo com responsabilidade, para equilibrar as contas da Previdência, preservando os direitos dos trabalhadores. Estamos fazendo uma discussão com as centrais e logo, logo vamos apresentar uma solução para os reajustes dos demais trabalhadores aposentados do Brasil”, afirmou.

Segundo parlamentares da base aliada, a expectativa é que a presidente da República vete a alteração feita pelos parlamentares ao texto original. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) defendeu a ampliação da política de aumento para todos os aposentados e pensionistas. “O aposentado que ganha até um salário mínimo tem aumento salarial. O que ganha menos, não. Aposentado tem inflação maior do que os outros”, afirmou Faria de Sá.

Fonte: Agência Brasil.

CÓDIGO DA LADROAGEM

 MARCELO ODEBRECHT FALA EM EMAIL E CITA ANDRÉ ESTEVES.

O empresário Marcelo Odebrecht, preso desde a última sexta-feira, escreveu um bilhete aos seus advogados falando em "destruir" mensagem de email sobre sondas e citando o nome de André Esteves, controlador e presidente do BTG Pactual. O texto escrito à mão por Marcelo Odebrecht foi disponibilizado no site da Justiça Federal do Paraná, nesta quarta-feira.

Executivos da Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, são acusados de estar entre os protagonistas do escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras , alvo da operação Lava Jato que investiga corrupção em contratos da estatal envolvendo funcionários da petroleira, executivos de empreiteiras, políticos e partidos.

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No bilhete, Marcelo escreveu "destruir email sondas", em referência a documento eletrônico que motivou sua ordem de prisão pelo juiz Sergio Moro. Para pedir a detenção do presidente da Odebrecht, o magistrado citou mensagem eletrônica enviada ao empresário e a outros executivos da Odebrecht a respeito de sobrepreço de até 25 mil dólares por dia em contrato de operação de sondas.

Segundo a advogada Dora Cavalcanti, que representa a Odebrecht e seus executivos, o bilhete de seu cliente foi mal interpretado. Ela disse que o verbo "destruir" foi usado no sentido de "explicar" ou "rebater" o conteúdo do email sobre sondas.

No manuscrito, o presidente da Odebrecht também sugere aos advogados que recuperem "história de iniciativa André Esteves".

Em seguida, Marcelo Odebrecht cita a "Sete", referindo-se à empresa de sondas Sete Brasil, fornecedora da Petrobras que enfrenta grave crise financeira e que tem a unidade de participações do BTG Pactual e clientes da gestora de recursos do banco como sócias.

A advogada da empreiteira confirmou que Marcelo Odebrecht está falando do presidente do BTG Pactual e da Sete Brasil para que se esclareça o contexto do email sobre sondas. Procurada, a assessoria do BTG Pactual não comentou o assunto.

As Unix do BTG Pactual negociadas na bolsa paulista chegaram a cair mais de 5 por cento nesta quarta-feira, com operadores atrelando o movimento ao fato de o nome André Esteves ter aparecido no bilhete escrito por Marcelo Odebrecht aos advogados. Os papéis do BTG Pactual terminaram o pregão na bolsa paulista em baixa de 3,68 por cento.
 Fonte: Reuters (PR).


quarta-feira, 24 de junho de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

A GRANDE MAIORIA DO BRASILEIRO É A FAVOR DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

Nobres:
É um exagero dizer que o artigo 228 da Constituição Federal é cláusula pétrea, quando ele nem precisaria existir. Mas, já que está, precisa ser reformulado. Primeiramente, não percebemos como a impunidade pode ser considerada defesa dos direitos humanos, condição essencial para ser considerada cláusula pétrea. A redação final da emenda ainda poderá sofrer modificações e, depois, para viger, exigirá alterações na legislação penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente, pois o artigo 228 da CF é uma norma constitucional de eficácia limitada, exige regulamentação. Sabemos que não são as leis que mudam a sociedade, mas a sociedade que modifica as leis. A maioria da população brasileira é a favor da redução da maioridade penal. Em sua maioria se refere entre nove em cada dez brasileiros são favoráveis a leis mais duras para punir adolescentes que cometem crimes. É o que revelam várias consultas a população, todas tem sentido comum. A maioria dos especialistas diz que os menores já são “punidos”, que a internação é rigorosa, entre outros argumentos. Não é verdade; os adolescentes estão sujeitos a medidas socioeducativas e somente serão internados em caso de crimes violentos. Pior, ao completarem 18 anos terão ficha absolutamente limpa, por nunca terem cometido nenhum crime. Com a mudança proposta, os crimes cometidos a partir de 16 anos contam para fins de reincidência e serão necessárias melhorias no sistema penitenciário, pois há exigência em tratados internacionais de que os adolescentes sejam presos em estabelecimentos juvenis (16 a 21 anos). Além disso, diminui o aliciamento de menores para cometer crimes, pois, infelizmente, hoje o menor que comete crimes não violentos não está sujeito à internação, e um dos principais argumentos dos aliciadores é que, para os menores, “não dá nada”. A PEC 171/93 é, na verdade, uma adequação constitucional que permitirá punir os crimes eleitorais, de conscritos e de emancipados, quando cometidos por pessoa entre 16 e 18 anos, autorizadas a praticar os atos, mas ainda inimputáveis. Se um menor com mais de 16 anos casar e cometer violência doméstica, com essa adequação constitucional poderá ser punido pela Lei Maria da Penha. Afirmar que a cadeia não resolve para os adolescentes é negar a capacidade ressocializante do sistema penitenciário, é admitir a completa falência do sistema penitenciário brasileiro. “Ressalta-se que países signatários do Pacto de San José da Costa Rica, como Chile, Argentina e Bolívia (onde a maioridade penal é estabelecida em 16 anos) ou México (onde, de acordo com a unidade da federação, a idade mínima pode variar entre 6 e 12 anos, sendo na maioria fixado em 11 ou 12 anos. O Brasil é um dos poucos países que adota o critério puramente biológico para definir o momento a partir do qual alguém possa ser responsabilizado criminalmente, enquanto todo o mundo moderno utiliza o biopisicológico”. A emenda constitucional não resolve o problema; a impunidade não é questão legal, é problema de aplicação da lei. Uma das desvantagens de a PEC basear-se em cronologia e não em entendimento do caráter criminoso e na capacidade do jovem em responder por seus atos poderá ser resolvido em legislação infraconstitucional. A legislação do Império e da Primeira República definia a maioridade penal aos 14 anos, talvez pela influência do “Golpe da Maioridade”, quando Dom Pedro II, aos 15 anos, foi declarado maior de idade, para assumir o cargo de Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Assim, se um jovem com 15 anos podia decidir os destinos da nação, declarar guerra e paz, era difícil não reconhecer a capacidade de responder por seus atos a partir dos 14 anos. É que o atual governo com a inabilidade comprovada para resolver esta questão, por ser genuinamente adepto da ideologia anarquista, onde o banditismo e a corrupção é imperativo do lulopetismo, com obviedade, cátedra antagônica as aspirações da sociedade brasileira.

Antônio Scarcela Jorge.

OPERAÇÃO LAVA JATO (11) PEDIDO DE PRORROGAÇÃO

PF PEDE AO STF PARA PRORROGAR INVESTIGAÇÕES DA LAVA JATO.

Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação, por mais 60 dias, do principal inquérito que investiga a participação de parlamentares na Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos na Petrobras; delegados da PF informaram que 28 dos 39 parlamentares que prestaram depoimento negaram participação no esquema de corrupção; decisão será do ministro Teori Zavascki, relator dos todos os processos relativos à operação no Supremo.

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação, por mais 60 dias, do principal inquérito que investiga a participação de parlamentares na Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos na Petrobras.

Para justificar a prorrogação, os delegados informaram que 28 dos 39 parlamentares que prestaram depoimento negaram participação no esquema de corrupção. A decisão será do ministro Teori Zavascki, relator dos todos os processos relativos à operação no Supremo.

Segundo a PF, além de negar envolvimento com os fatos investigados, os 28 parlamentares alegaram que nunca tiveram contato com os dois principais delatores da Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. Diante dos fatos, os investigadores pretendem tomar novos depoimentos dos delatores, de modo que eles detalhem a participação dos acusados.

"Busca-se comparar as versões apresentadas, para enfatizar aspectos importantes acerca dos fatos imputados e, se for o caso, acarear-se os investigados com os delatores acerca dos argumentos divergentes apresentados", justifica a Polícia Federal.

A PF informou também que pretende ouvir 11 investigados que ainda não prestaram depoimento, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, cujas oitivas foram marcadas para as duas próximas semanas.
Fonte: Agência Brasil.

TENDÊNCIA ESCUSA

 EX-DIRETOR DA PETROBRAS TRAÇA VIÉS POLÍTICO DA CORRUPÇÃO, DIZ ADVOGADO.


Advogado de Paulo Roberto Costa diz que ele falou genericamente à PF.

O advogado João Mestieri, que representa o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, disse que o cliente "fez uma introdução à abordagem política" do esquema de corrupção desvendado na estatal a partir da Operação Lava Jato.

Ainda de acordo com o advogado, Costa não citou nomes no depoimento prestado nesta terça-feira (23), na sede da Polícia Federal em Curitiba.

“O que ele fez foi uma introdução à abordagem política, sem dar ênfase a nome algum por enquanto. Apenas isso. Uma panorâmica de tudo que possa existir em relação aos parlamentares. É nave mãe de tudo isso”, disse Mestieri.

Paulo Roberto Costa cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro por participação no esquema de corrupção, desvio, e lavagem de dinheiro na petrolífera. Ele foi a Curitiba para uma acareação com o doleiro Alberto Youssef, para este depoimento e também para uma audiência na Justiça Federal que ocorre a tarde. Ainda nesta noite, ele retorna ao Rio de Janeiro, de acordo com a Polícia Federal.

O depoimento foi voltado para os inquéritos envolvendo suspeitos com foro privilegiado que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-diretor foi ouvido por um delegado federal de Brasília. O adogado de Paulo Roberto Costa negou que o depoimento tenha focado em algum político ou ex-político investigado.

Ainda de acordo com Mestrini, o delegado da Polícia Federal tinha o intuito de conversar genericamente sobre o papel de cada no esquema de corrupção. Além disso, acrescentou o jurista, o delegado quer fazer relações entre as informações de Paulo Roberto Costa com descobertas das investigações.
“Ele o delegado veio conversar com Paulo Roberto Costa com muito mais elementos do que conversaram anteriormente”, acrescentou.

Audiência na Justiça.

Nesta tarde, Costa (ontem) também prestou depoimento à Justiça Federal, ainda na capital paranaense, como testemunha de acusação em processos que envolvem os ex-deputados Pedro Corrêa e Luiz Argolo. Ambos estão presos no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Meire Pozza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Leonardo Meirelles, considerado testa de ferro de Youssef e Carlos Pereira da Costa e Ediel Viana, que também já foram condenados pela Justiça, vão depor como testemunhas de acusação na mesma audiência.

 LAVA JATO:

A acareação entre Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, na segunda-feira (22), durou oito horas.

O ex-diretor e Youssef são acusados de participação no esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras, descoberto pela Operação Lava Jato. Ambos já foram condenados em ações que tramitam na Justiça Federal e beneficiados nas penas pelos acordos de colaboração que firmaram com o Ministério Público Federal.

O objetivo da acareação era esclarecer pontos “conflitantes” das delações premiadas de ambos.

De acordo com ambas as defesas, o único "ponto de convergência" obtido na acareação foi com relação a um pagamento de propina feito pela Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, para uma compra de nafta.

Os outros oito pontos destacados para análise, segundo os advogados, terminaram com os delatores mantendo as versões originais das delações premiadas.

"O motivo pelo qual existia a divergência era por qual motivo que existia esse pagamento. Esse ponto foi esclarecido, chegando ambos à mesma versão", explica o advogado Tracy Reinaldet.

"O pagamento existia para acelerar o procedimento de compra de nafta, e também em relação ao preço do nafta. Como a nafta no Brasil acabava sendo mais barato do que a cotação internacional, existiu pagamento e comissionamento por parte da empresa", acrescentou Reinaldet. O percentual da propina variava entre 1% e 3%, e os pagamentos eram feitos em dinheiro, conforme o criminalista.

O advogado João Mestieri, que representa Paulo Roberto Costa, confirmou a convergência entre as versões. "No primeiro momento, o Paulo Roberto Costa disse que não participou disso, porque não se dava com o diretor-presidente da Braskem. Aí começaram a rememorar uma série de questões para então chegar à admissão de que isso ocorreu", afirmou.

A Braskem emitiu nota sobre o assunto, leia na íntegra:

"A Braskem reafirma que todos os contratos com a Petrobras seguiram os preceitos legais e foram aprovados de forma transparente de acordo com as regras de governança da Companhia. É importante lembrar que os preços praticados pela Petrobras na venda de nafta sempre estiveram atrelados às mais altas referências internacionais de todo o setor, prejudicando a competitividade da indústria petroquímica brasileira".

Divergências.

Nos demais pontos tratados pelas defesas, Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF), não houve mudanças de versões. Dentre os casos em que ambos mantiveram os posicionamentos está um suposto pagamento de propina para a campanha de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão.

Paulo Roberto Costa, na delação premiada, disse que mandou entregar R$ 2 milhões em propina para a campanha da peemedebista. Segundo o ex-diretor, a operacionalização do pagamento foi feita por Youssef. O doleiro nega.

 "Efetivamente o que o Alberto contesta não é existência da operação, foi quem realizou a operação em si, quem foi que realizou a entrega do dinheiro", explicou o advogado Tracy Reinaldet.

Esta divergência é a mesma que foi apontada na investigação sobre um pedido do ex-ministro Antônio Palocci para financiar a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. Este caso, porém, não foi abordado na acareação. Segundo o advogado de Youssef isso ocorreu pelo estágio preliminar da apuração dos fatos.

Para Reinaldet, a falta de acordo não deve implicar na desqualificação das delações premiadas de ambos. "A divergência mostra que não houve combinação de versões, então dá mais valor para a colaboração de cada um deles. 

É natural que existam pontos divergentes, isso não retira a credibilidade das imputações que foram feitas", afirmou. Mestieri também minimizou os desacordos. "São coisas que aconteceram em 2010, 2008, muitas relações. É muito possível que a pessoa se esqueça, não lembre de algum detalhe", afirmou.
Fonte: Agência Brasil.


terça-feira, 23 de junho de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

CRIMINALIDADE E O MENOR.

Nobres:
É preciso dar uma guinada de responsabilidade diante de qualquer elemento que associa diretamente a violência. Cotidianamente o Brasil é agitado com a notícia de que um crime bárbaro foi praticado por um adolescente, penalmente irresponsável nos termos do que dispõe o artigo 228 da CF. A sociedade clama por maior segurança. Pede pela redução da maioridade penal. Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma forma como fazemos com os adultos, estamos admitindo o obvio diante de tanto desleixe e o desamor a vida. Afirmamos veementemente em função  da transparente ineficácia do Estado, e o povo é que tem que pagar? Por outro lado a geração de indivíduos criminosos independe da faixa etária, hoje, todos têm consciência diante da modernidade. A criminalidade esta diretamente associada à inexistência de políticas sociais básicas e, qual naturalmente passar a existir, no entanto a certeza de sua aplicação robustecerá a sua capacidade de inclusão social que naturalmente seja firmado.
Antônio Scarcela Jorge.

AFINAL "O CHEFÃO" ACORDOU

 LULA DEFENDE “REVOLUÇÃO INTERNA” E DIZ QUE PT ESTÁ VELHO E SÓ PENSA EM CARGO.

“O PT precisa construir uma nova utopia. Já estou falando as mesmas coisas que em 1980”, ressalta ex-presidente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma mudança no Partido dos Trabalhadores (PT) durante seminário nesta segunda-feira (22), em São Paulo. Segundo Lula, é preciso fazer uma revolução no partido e colocar pessoas mais jovens no PT.

“O PT precisa construir uma nova utopia. Tenho 69 anos, já estou falando as mesmas coisas que falava em 1980. Fico pensando se não está na hora de fazer uma revolução neste partido, uma revolução interna, colocar gente nova, mais ousada, com mais coragem. Temos que decidir se nós queremos salvar a nossa pele e os nossos cargos, ou queremos salvar nosso projeto. E acho que nós precisamos criar um novo projeto de organização partidária nesse país”, desabafou Lula. Afirmou ainda que os correligionários só pensam em cargo, em emprego, em ser eleito”.

Lula participou da conferência “Novos desafios da democracia”, seguida de debate com o ex-presidente do Governo da Espanha, Felipe González. No evento, realizado em parceria com as Fundações Friedrich Ebet e Perseu Abramo, o ex-presidente afirmou que o maior legado deixado por seu governo foi o exercício da democracia. “Nunca antes na história do Brasil o povo exerceu tanto a democracia e participou tanto das decisões do meu governo como o povo participou quando o PT chegou ao governo.”

Lula voltou a criticar a imprensa e acusou os veículos de comunicação de “fazer oposição pelo editorial”. Lula disse que é preciso saber usar melhor as redes sociais e a internet do que pedir entrevista.

“Aqui no Brasil nós reclamamos muito da mídia. A oposição aqui é a imprensa. Em alguns jornais, eles fazem oposição pelo editorial. Ao invés de brigar com isso, temos que melhor saber usar a internet, melhor saber usar as redes sociais”, disse Lula. Ele falou ainda da regulação da mídia. “O Brasil está defasado. A regulação é de 1962, no tempo que ligar do Rio Grande do Sul para Brasília, segundo o Brizola, Leonel Brizola, levava seis horas. Não tinha nem fax. E na era da TV Digital, ainda tem nove famílias que controlam toda a comunicação do país”, declarou o ex-presidente.
Fonte: Agência Brasil.


PERSPECTIVA REMOTA

 GOVERNO 'BATEU NO FUNDO DO POÇO' E AGORA 'COMEÇA A VOLTAR', DIZ MINISTRO
ELISEU PADILHA (AVIAÇÃO CIVIL) INTEGRA A COORDENAÇÃO POLÍTICA DO GOVERNO.

Segundo Datafolha, 10% da população aprovam governo e 65%, desaprovam.

Integrante da coordenação política do governo, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, avaliou nesta segunda-feira (22) que a pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (20) mostra que o governo “bateu no fundo do poço”. O peemedebista, no entanto, ponderou que, na opinião dele, agora a gestão da presidente Dilma Rousseff "começa a voltar".

O levantamento do Datafolha, divulgado pelo jornal "Folha de São Paulo", indicou que somente 10% da população avaliam o governo Dilma como "ótimo" ou "bom", enquanto 65% apontaram como "ruim" ou "péssimo". A atual taxa de reprovação da presidente só não é pior que os 68% de "ruim" e "péssimo" registrados pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello em setembro de 1992, poucos dias antes de ele sofrer um processo de impeachment.

“O governo, se formos observar todos os indicadores, nós vamos ver que, na confiança com relação à economia, nós tivemos um pequeno acréscimo, que na questão do combate à inflação teve um pequeno acréscimo. Se bateu no fundo do poço e agora começa a voltar”, analisou Padilha.

“Se há uma expectativa que começa a melhorar em relação a indicadores, por óbvio, isso não acontece por um milagre. Existe um governo, existe a chefia de um governo que faz com que isso aconteça e que tem que capitalizar este aspecto positivo”, acrescentou.

Na tentativa de recuperar a aprovação do governo, Dilma iniciou neste mês a chamada “agenda positiva”, com o anúncio de novas ações e lançamento de planos. Nesta segunda, por exemplo, a presidente lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016, que liberou R$ 28,9 bilhões aos pequenos e médios produtores rurais. No evento, ela disse que determinou ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, que elabore um novo plano de reforma agrária, outra pauta para tentar recuperar a imagem do Executivo.

Neste mês, o governo também lançou o Plano de Investimentos em Logística e o Plano Agrícola e Pecuário 2015-2016, ambos com recursos bilionários. Ainda são esperados para as próximas semanas os anúncios do Plano Nacional de Exportações e a terceira etapa do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

Ao comentar os números do Datafolha, o ministro da Aviação Civil afirmou que o objetivo do governo era retomar a popularidade para “ontem”. Segundo ele, é preciso que os índices positivos à presidente voltem a ser registrados “no menor espaço de tempo possível”.

“O que nós queríamos era que fosse ontem, o que pretendemos e vamos trabalhar é para que seja hoje, mas, no menor espaço de tempo possível. Este é um processo lento e nós o conhecemos. Quando se tem o clima que estamos convivendo hoje no Brasil, este não é processo onde há radicalização e mudança. Esses processos caminham de forma lenta”, declarou.

Lava Jato.

Responsável pela elaboração das concessões do setor aéreo, Eliseu Padilha afirmou nesta segunda-feira que, para ele, a 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na semana passada, não criará “problemas” para o pacote do governo federal. De acordo com o ministro da Aviação Civil, as concessões ainda serão realizadas e o governo “caminha com absoluta normalidade” em relação ao plano.

“Nós ainda não temos as concessões. As concessões ainda vão acontecer. Então, não existe nenhum problema em relação à 14ª fase da Lava Jato. Nós caminhamos com absoluta normalidade e queremos dar, inclusive, passos mais largos a partir de agora”, disse o peemedebista.

Na última sexta (19), o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, afirmou que as empresas investigadas na Operação Lava Jato por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras poderão concorrer às concessões anunciados pelo governo.

O chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, também já havia dito que as empreiteiras não estão impedidas de disputar as concessões e que elas só poderão vir a ser impedidas de assinarem contratos com órgãos públicos se forem declaradas inidôneas ao final do processo administrativo ao qual respondem no órgão.
Fonte: Agência O Globo.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

DEFORMIDADE DO CONGRESSO.

Nobres:
A referência brasileira por naturalidade incontestavelmente corriqueira encontrar representantes dos “báratros” nas legislaturas. Afinal, se o obscurantismo é fenômeno social e a representação política assegura proporcionalidade, então um grupo de parlamentares oferecerá a era pretérita à atualidade que ela possui no Brasil. (Assembléias e Câmaras é um conjunto que segue a retórica).  Pois bem!   O Congresso Nacional é um espelho distorcido do país; distorcido pelo financiamento das empresas às campanhas, o que estimula a seleção de uma pilantragem, mas, ainda assim, um espelho. A novidade que estamos presenciando é que a turma do “é dando que se recebe” não ocupa mais a sala do cafezinho. A eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara foi à emancipação do “baixo clero”. Se fosse apenas à tintura acaju, o anel de formatura e o cinto com fivela country, tudo bem. O problema é que a promoção da turma trouxe para a ribalta o fundamentalismo religioso, a misoginia, a homofobia, o populismo penal e o desprezo pela democracia, entre outras maldades. O pacote envolve, ainda, uma dimensão de irresponsabilidade política que não se conhecia. A sociedade civil e a imprensa têm acompanhado o processo com indiferença. Há reações e denúncias aqui e ali, mas a atitude geral é complacente. Tudo se passa como se a dinâmica política em curso fosse parte da paisagem. Não é. Ela expressa, primeiro, a ausência de uma identidade política de esquerda no Brasil. A desconstrução moral do PT e sua inclinação pelo cinismo “limparam o terreno” para a bolsonarização da direita brasileira. O que era vergonha, agora é distinção. Os mesmos que apoiaram a ditadura e que, depois, se fantasiaram de liberais, sentem-se, hoje, à vontade para impor uma agenda de retrocessos que, se não for barrada, nos levará à revogação da Lei Áurea. Ao mesmo tempo, a emergência da estupidez como uma alternativa política no Brasil resulta da colonização das emissoras de rádio e TV por um discurso protofascista que, há décadas, deforma o caráter do público, insuflando-lhe o ódio e a ignorância, com a cumplicidade do governo federal e em flagrante violação ao inciso I do art. 221 da CF, que determina que a programação deva dar “preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”. O mesmo poder concedente, aliás, assiste impávido, à sublocação da programação televisiva para exorcistas, criacionistas e mercadores da fé, em desrespeito ao princípio da laicidade. Princípios? Bem, este é um momento onde se vê o que ocorre quando a política se aparta totalmente deles. Corrupção, fé, religiosidade e fundamentalismo contraditoriamente prognosticado entre os “combates” desta natureza.
Antônio Scarcela Jorge.

"BANDALHEIRA" SE INTERPRETA A LEI DO JEITO QUE QUER - "É UM NEGÓCIO DE FEIRA LIVRE"

 DECISÃO DO STF DÁ ESTÍMULO A SENADORES "INFIÉIS".

A senadora tucana Lúcia Vânia (GO) que anunciou recentemente sua desfiliação do PSDB, partido ao qual estava filiada há 20 anos. O destino mais provável é o PSB.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar os senadores para mudarem de partido sem perder o mandato abriu uma intensa temporada de negociações entre legendas e políticos em busca de novas legendas.


As conversas podem culminar em uma mudança substancial na correlação de forças do Senado.

Um levantamento feito pela reportagem mostra que pelo menos 12 dos 81 parlamentares estão "negociando o passe" com outras siglas.

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A maioria deles, porém, prefere não tratar abertamente do tema para evitar retaliações dos atuais partidos, como a retirada de cargos em comissões da Casa.

O principal afetado seria o PT, que passa por uma crise interna em razão do que pode ser considerada a tempestade perfeita: além da Operação Lava Jato, que atingiu quadros petistas, o incômodo cresceu com o impopular pacote de ajuste fiscal assinado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Cinco senadores da sigla estão na mira de outros partidos. O principal destino deve ser o PSB.

Mas a primeira mudança "oficial" foi a da senadora tucana Lúcia Vânia (GO), que anunciou sua desfiliação do PSDB, partido ao qual estava filiada há 20 anos. O destino mais provável é o PSB.

Um senador conta, em caráter reservado, que o Palácio do Planalto entrou em campo para evitar uma debandada e conseguiu pelo menos adiar o processo.

Entre os poucos que falam abertamente sobre o assunto está o petista Paulo Paim (RS). "Decidirei para onde vou até o fim do ano. Tenho dialogado com muita gente", diz. O senador conta que um grupo de colegas de várias legendas tem se reunido regularmente para debater a mudança e a possibilidade de uma saída em bloco.

"Existem uns dez senadores discutindo mudar de partido. O que é mais determinante é a situação deles nos Estados", conta o senador Cristovam Buarque (PDT-RS).

Apesar de dizer que foi procurado com propostas para deixar a legenda trabalhista, ele descarta a ideia, pelo menos por ora.

Assédio.

No fim de maio, por maioria de votos, os ministros do Supremo concluíram que os mandatos dos senadores pertencem à pessoa eleita e não ao partido.

Uma das agremiações que tenta surfar na brecha para a troca partidária é o pequeno PPL - Partido Pátria Livre. Vários senadores relataram que foram procurados por interlocutores da legenda nanica.

Nascido da costela do grupo MR8, que era ligado ao ex-governador paulista Orestes Quércia, o PPL não conta com nenhum deputado federal. Tem, portanto, pouco tempo de TV e parcos recursos do Fundo Partidário.

Mesmo assim, os emissários do partido dizem que estão dispostos a "refundá-lo" tendo como base e inspiração o Podemos, da Espanha. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) foi um dos sondados. Ele conta que recebeu a visita de um ex-deputado. "Tomamos um café e ele me ofereceu para presidir o diretório da Bahia", disse.

O senador baiano declinou o convite porque, segundo ele, bate de frente com propostas que apresentou durante a discussão da reforma política. Pinheiro disse que a possibilidade de mudança de partido está descartada, ao menos até 2016.

"Estão vendo o PPL como uma possibilidade, mas não cogitamos fazer uma refundação", disse Miguel Manso, secretário de organização da legenda. Manso afirma que os senadores que aderirem à sigla "sem dúvida" terão participação na direção.
Fonte: Agência Brasil.

PAPA NÃO CONSIDERA CRISTÃO

 PAPA: FABRICANTES DE ARMAS NÃO PODEM SE DIZER CRISTÃOS.

O pontífice também criticou aqueles que investem na indústria armamentícia.

Pessoas que fabricam armas ou investem na indústria armamentícia estão sendo hipócritas se chamarem a si próprias de cristãs, disse o papa Francisco neste domingo.

Francisco fez sua condenação mais forte à indústria de armas até hoje durante um comício para milhares de jovens ao final do primeiro dia de sua visita à cidade italiana de Turim.

"Se confiarem apenas nos homens, terão perdido", disse ele aos jovens em um longo e elaborado discurso sobre guerra, confiança e política, depois de ter descartado sua fala previamente preparada.

"Isso me faz pensar em... pessoas, gestores e empresários que se dizem cristãos e fabricam armas. Isso leva a um tanto de desconfiança, não é?", disse ele antes de ser aplaudido.

O pontífice também criticou aqueles que investem na indústria armamentícia, dizendo que a "duplicidade é moeda corrente hoje... eles dizem uma coisa e fazem outra".

Francisco também discorreu a respeito de comentários que fez no passado sobre eventos ocorridos na Primeira e Segunda Guerra Mundiais.

Ele falou sobre a "tragédia do Shoah", usando o termo em hebraico para o Holocausto. "As grandes potências tinham fotos dos trilhos que levavam os trens até campos de concentração como Auschwitz para matar judeus, cristãos, homossexuais, todo mundo. Por que não bombardearam (os trilhos)?"

Ao falar sobre a Primeira Guerra Mundial, Francisco discursou sobre "a grande tragédia da Armênia", mas não usou a palavra "genocídio".

O papa causou um desconforto diplomático em abril ao chamar o massacre de 1,5 milhões de armênios há 100 anos de "o primeiro genocídio do século 20", levando a Turquia a convocar de volta seu embaixador para o Vaticano.
Fonte: Reuters.


domingo, 21 de junho de 2015

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

LAVAGEM NA CORRUPÇÃO DESMERITÓRIA DO PAÍS.

Nobres:
O governo corrupto do lulopetismo dá o sinal de decadência moral, ética e emperramento administrativo aliado a crise econômica e a deslavada corrupção encastelada no poder  em função dos seus interesses e começam a se esfacelar na procura de novos rumos. Prova evidente que sucessivos escândalos (roubo mesmo) seguidos pela extensão da Operação Lava-Jato às maiores empreiteiras do país, que têm relações históricas e muito próximas com integrantes do alto escalão do governo atual e dos anteriores, provoca forte impacto institucional, mas também sinaliza para um novo tempo nas parcerias entre o poder público e a iniciativa privada. Num primeiro momento, pode-se prever um abalo para o país, tanto no aspecto político quanto no econômico. A paralisação das grandes empreiteiras tende a agravar a já evidente crise na construção civil e a própria recessão. Em longo prazo, porém, o efeito da investigação pode ser positivo, pois o desmanche do cartel que explorava a Petrobras abre espaço para pequenas e médias empresas brasileiras, além de estimular investidores estrangeiros a participar dos programas de concessões recentemente anunciados. Ressalve-se que a investigação e a prisão dos empresários não significam que eles sejam culpados das irregularidades denunciadas. Antes de qualquer condenação prévia, é indispensável conceder-lhes o amplo direito de defesa assegurado pela legislação. Mas a expectativa da população brasileira é de que a Polícia Federal e o Ministério Público estejam respaldados por indícios sólidos e por fatos concretos, que deem sustentação às investigações. A Operação Lava-Jato assumiu tal dimensão que já se pode classificá-la como uma operação lava-país, pois atinge o topo da pirâmide da corrupção, envolvendo a principal empresa estatal, as maiores empreiteiras do país e o próprio governo, que afinal é o gestor desta relação. Resta esperar que cumpra a sua finalidade, apurando rigorosamente os malfeitos e encaminhando os responsáveis para a devida punição, com o ressarcimento aos cofres públicos dos valores desviados. Também é desejável que o episódio resulte no aprimoramento de mecanismos preventivos em todos os poderes e em todas as dimensões da administração pública, para que se interrompa de vez esse ciclo constrangedor de escândalos sucessivos. Depois do mensalão, ninguém esperava ver tão cedo um caso de corrupção tão rumoroso como esse da Petrobras. O consolo é que instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o próprio Judiciário, ao exercer suas atribuições sem se submeter a pressões de qualquer natureza, comprovam a cada dia que a democracia brasileira está suficientemente sólida para elevar o país a um novo patamar de ética e desenvolvimento. Reiteramos que as instituições democráticas no país estão essencialmente sólidas, não existindo governo acima do imperativo de democracia a essência do povo.
Antônio Scarcela Jorge.

"NORDESTE MARAVILHA" ONDE A MÃE DO BOLSA FAMÍLIA SUSTENTA UM POUCO A SUA POPULARIDADE


PESQUISA: REPROVAÇÃO DE DILMA É SEMELHANTE À DE COLLOR.


Datafolha mostrou que 65% consideram o governo da presidente ruim ou péssimo.


Uma pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo concluiu que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) chega ao final deste primeiro semestre avaliado como ruim ou péssimo por 65% do eleitorado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado entre quarta (17) e quinta-feira (18) e publicado neste sábado (20).

De acordo com os números, tendências parecidas ocorrem entre eleitores de diferentes sexos, idades, escolaridades e níveis de renda. No grupo dos que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, por exemplo, 11% aprovam o governo e 62% reprovam. No grupo dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários, por sua vez, 12% aprovam e 66% reprovam.

Analisando por região, podem-se observar contrastes. Enquanto no sudeste 7% aprovam a presidente, no nordeste a porcentagem sobre para 14%. (é de lascar com a mentalidade desse povo!)

Segundo o instituto, a reprovação de 65% da petista bateu um novo recorde na série do Datafolha desde janeiro de 2011 (início de seu primeiro mandato). Historicamente, ela só não é pior que a avaliação do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que, em setembro de 1992, poucos dias antes de seu impeachment, atingiu 68% de ruim e péssimo.
Fonte: Reuters.


OPINIÃO A PARTE.

No sentido generalizado a “burrice” ou inteligência dos “intelectuais” nordestinos, literalmente contraditórios, irmanados com os miseráveis em tudo, tem sentido comum: “adoram ladrões”.


sábado, 20 de junho de 2015

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - SÁBADO, 20 DE JUNHO DE 2015

COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge.

NA CONTRAMÃO DA ECONOMIA.

Nobres.
A sociedade brasileira paga uma conta elevadíssima por causa dos graves erros na condução da economia nos últimos anos, e na contramão das aspirações do cidadão e que é necessário para o país, o sistema bancário aumenta a cada mês seus resultados. Tal fato seria até aceitável se não acabasse sendo o causador de mais entraves ainda para o sistema produtivo. Este, ao contrário, vê diminuir cada vez mais sua rentabilidade. Não é por aumento de eficiência ou produtividade que os bancos aumentam sua rentabilidade em níveis absurdos que já representam há muito tempo uma extorsão da classe produtiva e de toda a população brasileira. As taxas de aplicação dos bancos também podem se alterar, para maior ou para menor, nos momentos em que o governo aumenta os depósitos compulsórios, diminuindo a quantidade de moeda disponível nas instituições financeiras para operações de crédito, ou quando determina destinações obrigatórias e específicas, com juros privilegiados, para certo volume de recursos captados (financiamentos habitacionais, agrícolas entre outros. Uma simples leitura dos lucros exorbitantes dos bancos praticado no Brasil trouxe conseqüências maléficas ao setor produtivo e a toda a população. Além do custo fiscal, que direciona uma parcela ainda maior da riqueza da população ao governo, além da redução do investimento devido à alta taxa básica de juros, os bancos se apropriam da maior parte da diferença entre as taxas de captação e de aplicação, com a justificativa de remuneração de seu capital. Observe-se também a agravante de que essa remuneração, além de relativamente elevada, é líquida do custo representado pelo risco de inadimplência dos empréstimos, pago pelos bons tomadores. Não parece demasiadamente alta a margem líquida dos bancos? Afinal, qual a atividade produtiva, no Brasil, que alcança um grau de lucratividade em que bancos tiveram o maior lucro de sua história no primeiro trimestre de 2015. O lucro líquido alcançou 22% do patrimônio dessas instituições neste período. A população endividada, com poucas condições de consumir, fica ainda mais sufocada por qualquer tipo de parcelamento ou financiamento de que precise. As empresas, notadamente as pequenas e médias, com dificuldade de obtenção de crédito, se vêem forçadas a, no desespero, contrair dívidas com juros e taxas cada vez mais extorsivos. Como falar em desenvolvimento com situações como essas? Algo precisa ser feito para recompor o dinamismo do lado real da economia que produz, gera milhões de empregos e distribui bens e serviços para o cidadão, já tão desanimado pela supressão de sua capacidade de consumo em razão da elevada carga tributária e da falta de qualidade dos serviços públicos. Os bancos (sistema financeiro), bem como todos os agentes da economia, devem contribuir efetivamente para a retomada do desenvolvimento do país.

Antônio Scarcela Jorge.