terça-feira, 29 de julho de 2014

DN.- COLUNA - OPINIÃO DOS LEITORES

 DIÁRIO DO NORDESTE.

OPINIÃO – LEITORES E CARTAS.

FICHA SUJA
Os redatores das leis no Brasil deveriam todos ganhar os mais importantes prêmios de literatura. Escrevem cada obra de ficção que nem Steve Spielberg e Jorge Lucas conseguiriam transformar em filme. (Sobre matéria publicada na editoria de Política sob o título "Fichas sujas encontram brechas na lei")

Aderaldo Júnior
Fortaleza-CE.


FICHA SUJA II

Para otimizar, o Brasil deveria ser retirado da legislação eleitoral a compra do voto, que começa com a negociata de cúpula, e também desprezar a Lei da Ficha Limpa, uma excrescência para os políticos corruptos. O País está além do limite. (Comentário sobre o tópico anterior).

Antônio Scarcela Jorge
Nova Russas-CE. 


MEDIDAS NA ECONOMIA

 DILMA NEGA MEDIDAS ERRADAS NO COMBATE À INFLAÇÃO.

Presidente lembrou que sistema de metas da inflação tem 15 anos.

A presidente Dilma Rousseff reiterou nesta segunda-feira, 28, o compromisso com o combate à inflação. "A inflação desorganiza a economia, não permitiremos que essa praga volte a corroer nosso tecido econômico", disse durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan.

Dilma discorda da ideia de que tenha havido algo errado no combate à inflação. Ela lembrou que o sistema de metas é de 1999 e tem, portanto, 15 anos. Segundo Dilma, a inflação "não está descontrolada". "Asseguro que ela ficará abaixo do limite superior da meta. Sempre se mediu a inflação anualizado. Está a 0,02% acima do limite, e em trajetória decrescente", afirmou.

A presidente destacou que a inflação medida no seu governo e do ex-presidente Lula foram menores que a medida no governo Fernando Henrique Cardoso. "No meu período, a inflação, se você comparar os primeiros anos dos governos, os meus e do Lula se calibram, o meu um pouco menor, porque o Lula pegou a taxa de inflação de 12%, na época do FHC. Usam dois pesos e duas medidas. A inflação não está descontrolada, está no centro. Ela está no teto da banda e vamos ficar nesse teto da banda."

A presidente voltou a falar da crise econômica e afirmou que acha que "todos nós erramos porque a gente não tinha ideia do grau de descontrole que o sistema financeiro tinha atingido". Segundo ela, o trabalho foi grande para impedir o tradicional efeito da crise, que era desempregar e arrochar o salário e fazer com que a população "pagasse o pato da crise".

Chantagem

A presidente afirmou que não se sentiu chantageada pelo PR ao trocar recentemente o então ministro dos Transportes, César Borges, pelo atual titular da pasta, Paulo Sérgio Passos.

O ministério dos Transportes é da cota do PR, que pressionou Dilma a fazer a troca nas vésperas de decidir qual candidato apoiaria na disputa presidencial. Com a reforma no ministério, o PR se manteve na base do governo e declarou apoio à reeleição da presidente Dilma.

A presidente fez elogio aos dois ministros - César Borges foi deslocado para a secretaria de Portos - e disse que ambos têm grande capacidade técnica. "Não interrompi a governabilidade na área dos Transportes", destacou.

Ela também lembrou que, ao nomear inicialmente César Borges, ela havia atendido uma reivindicação do próprio PR. Questionada se o fato de a troca de César Borges por Paulo Sérgio ter sido discutida pelo ex-presidente do PR Valdemar Costa Neto, um dos condenados no processo do Mensalão e que está preso, geraria desgaste para o governo, Dilma respondeu: "Você está dizendo que foi discutido na cadeia, comigo foi no Palácio do Planalto", disse. "Não tenho nenhum fato que desabone o Paulo Sérgio. Não me senti chantageada. Me sentiria se eu botasse uma pessoa na qual eu não confio e não conheço".

Pasadena

Dilma afirmou que considera não ter saído desgastada do processo que envolveu a compra de metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU), por unanimidade, isentou Dilma e os demais integrantes do Conselho de Administração da estatal de responsabilidade pela aquisição. O TCU decidiu culpar a Diretoria Executiva da companhia e cobrará dos integrantes do órgão à época US$ 792 milhões.

Dilma ressaltou que o ministro José Jorge, relator do processo de Pasadena no TCU, não é ligado ao partido dela nem tem qualquer relação com ela. O voto de Jorge foi o condutor pela decisão unânime do tribunal de isentá-la. "Não há como dizer que o ministro-relator tenha qualquer relação comigo", afirmou. Antes de chegar ao TCU, José Jorge foi senador pelo DEM, partido de oposição.

Fonte: Agência Estado.

AMORAL NÃO É MÉRITO DO GOVERNO

 'FOMOS O ÚNICO GOVERNO QUE TEVE PESSOAS CONDENADAS', AFIRMA DILMA.

Presidente diz que seu governo não joga corrupção 'para debaixo do tapete' e que não houve tentativa de interromper julgamento do mensalão.

Brasília - Em sabatina realizada nesta tarde, a presidente Dilma Rousseff foi dura ao declarar que não concorda com as afirmações de que seu governo joga a corrupção para "debaixo do tapete" e disse que "fomos o único governo que teve pessoas condenadas", numa referência ao julgamento do mensalão.

Questionada sobre o processo, que levou à condenação vários membros de seu partido, como o ex-presidente do PT, José Genoino, e o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, Dilma afirmou que não se manifestaria sobre o caso. Ela reiterou ainda que não houve nenhum processo para interromper o julgamento no Supremo.

Mesmo tendo prestado depoimento a favor do ex-ministro José Dirceu durante a fase de instrução do processo, Dilma disse que não iria se manifestar. "Como presidente da República, não me manifesto sobre processos julgados pelo Supremo Tribunal Federal", afirmou, ao destacar que, quando falou sobre Dirceu, era ministra de Estado.

A presidente aproveitou para citar ainda uma série de iniciativas tomadas pelo governo para investigar fatos suspeitos e frisou que melhorar as instituições é essencial para combater a corrupção. "Não tolero nem compactuo com corrupção", disse.
A presidente disse que o presidente do PDT, Carlos Lupi, deixou o governo para se defender. Em 2011, Lupi saiu do Ministério do Trabalho alvejado por suspeitas de irregularidades na pasta.


Fonte: Agência Estado.

OPINIÃO:

- Não a mérito para atalhar o grau de convencimento em relação a prática escusa de seus Pares de Partido e aliados de governo.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 'SEGUNDA-FEIRA', 28 DE JULHO DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

BRASIL POLÍTICO SEM PRINCÍPIO IDEOLÓGICO, SEM ÉTICA E SEM NADA.

Nobres:
Em relação ao adjetivo que se emprega a nossa nação política brasileira é notadamente à controversa padronizada do nosso “sistema ideológico” formalmente entre a descaracterização e mudanças de opiniões diante do exercício da conveniência que impera fatalmente ações corruptas.  Nesta importância vamos nos instar sobre o poder atual que vivencia em sua plenitude de estimada conceituação ideológica as esquerdas brasileiras vivem permanentemente uma obstinação ideológica, mesmo que tenha ocorrido a queda do mundo de Berlim e o desaparecimento do sistema comunista do Leste europeu  restando apenas dois países pobres que se dizem comunistas. Ademais, lástima que tenham repulsão ao livre empreendedorismo e à meritocracia. Alguns, por sua vez, têm se associado aos movimentos ambientalistas.  Aí surge uma curiosa questão relativa aos ambientalistas que, em regra, têm se mostrado esquerdistas. Ora, numa observação de lógica  caricatural, deveriam defender o capitalismo porquanto, segundo eles mesmos,  é nele que impera a “lei das selvas”. as grandes diferenças entre os desempenhos políticos das esquerdas europeias e brasileiras. Aquelas, disse, estão voltadas para questões atuais do mundo contemporâneo: direitos individuais, homossexualidade, aborto, uso de entorpecentes e meio ambiente. As esquerdas brasileiras, aduzia, estão voltadas para antigas concepções marxistas de raiz: aversão aos mais ricos, antipatia à nação norte-americana, a existência da luta de classes, e até mesmo à repulsão à classe média. Os jovens que recentemente andaram protestando julgam-se anarquistas, mal sabendo que estão usando máscaras encanecidas pelo tempo tais quais as concepções do passado evidentemente contraditórias. Ocorre que as esquerdas brasileiras vivem permanentemente uma obstinação ideológica, mesmo que tenha ocorrido a queda do mundo de Berlim e o desaparecimento do sistema comunista do Leste europeu restando apenas dois países pobres que se dizem comunistas. Ademais, elas têm mostrado alguma disposição favorável em relação a bandidos e a malfeitores como se a nação brasileira tivesse renunciado arraigados princípios morais.

Antônio Scarcela Jorge.

ESTADO DE CALAMIDADE

 POPULAÇÃO DE NOVA-RUSSAS 

CLAMA PELO ATUAL ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA 

^ DESOLAÇÃO!


QUE 


< (SOLUÇÃO "A CURTO PRAZO"  -'as vistas')


MOMENTANEAMENTE ESTABELECEU O CAOS NO ABASTECIMENTO D’ÁGUA EM TODO O TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO. URGEM MEDIDAS URGENTÍSSIMAS E MAIS OBJETIVAS A QUEM DE DIREITO PARA DÁ SOLUÇÃO EXPOSTA.
 


OPINIÃO DA LEITORA

 COLUNA –

DIÁRIO DO NORDESTE.

IDÉIAS – OPINIÃO.

COMO DEVO VOTAR.

Estamos próximos a uma nova eleição para presidente do Brasil. Acho que vivemos a pior época da nossa história. Os desmandos políticos, a inversão de valores, a quase inexistência do elo familiar que mantinha a família unida, respeitosa, seguidora dos padrões morais e de uma hierarquia saudável. Mexendo em meus alfarrábios, encontrei, enviado por uma amiga, esse artigo sobre o voto, da escritora Rachel de Queiroz, na revista "O Cruzeiro" de 1947, do qual transcrevo alguns trechos. "Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se fossem nós próprios". Relembrando o julgamento do mensalão, quando o punho forte do grande ministro Joaquim Barbosa levou à condenação dos réus, alguém disse: "e esse homem, que ora julga contra os petistas, foi colocado pelo Lula!" O ministro Joaquim Barbosa honrou sua toga, cumpriu sua missão sem nenhum compromisso de agradar a quem o escolheu, aliás, a Justiça só deve ter compromisso com a verdade. Com o perfil dos políticos brasileiros, difícil acreditar que cumprirão sua missão com honradez, honestidade e dignidade. Portanto, ao votar, escolha, pelo menos, o que lhe parece menos nocivo para a nação, pois estamos desprovidos de estadistas neste Pais.

Socorro Magalhães
Médica.


PEJORATIVO REALÍSTICO - O "JEITÃO" SAFADO DO POLÍTICO CORRUPTO BRASILEIRO

 FRAGILIDADE DA LEGISLAÇÃO
FICHAS SUJAS ENCONTRAM BRECHAS NA LEI.

Discordâncias na justiça eleitoral e lentidão para julgar os processos têm facilitado a vida de políticos condenados.

Sancionada há quatro anos, a Lei da Ficha Limpa está sendo aplicada pela primeira vez em eleições gerais, na disputa para cargos de deputado, senador, governador e presidente da República. Apesar de ter barrado mais de 1.200 candidatos no pleito de 2012, a legislação enfrenta dificuldades de aplicabilidade por conta de divergências na própria Justiça Eleitoral e morosidade no julgamento de processos, fazendo com que fichas sujas consigam driblar condenações e continuar no exercício dos mandatos.

Existe uma divergência de interpretação sobre o julgamento das Contas de Gestão dos chefes do Executivo - prefeitos, governadores e presidente da República. Esses processos são aqueles em que o gestor atua como ordenador direto da despesa da administração, diferentemente das Contas de Governo.
O entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) é que os tribunais de contas têm competência para desaprovar as Contas de Gestão dos chefes do Executivo, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia que a apreciação desses processos cabe exclusivamente ao Legislativo - câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional. Hoje o Legislativo já é competente por julgar as Contas de Governo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou, através de algumas reclamações que chegam à Corte, no sentido de absorver gestores que tenham contas desaprovadas pelos tribunais de contas. Para integrantes do Ministério Público e de outros órgãos de fiscalização, a medida fragiliza a aplicação da Ficha Limpa e aumenta a sensação de impunidade entre os gestores.

"Isso é um ponto que preocupa, porque ficaríamos sem instrumentos de reaver recursos, já que as câmaras municipais não são competentes para se debruçar sobre a aplicação de recursos federais", declara a auditora federal do Tribunal de Contas da União (TCU) Luciene Pereira.

Decisões

Recentemente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal, cassou decisões do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM) que julgavam irregulares contas dos ex-prefeitos de Ibicuitinga, o suplente de deputado federal Eugenio Rabelo; e de Antonina do Norte, o deputado estadual Sineval Roque. A justificativa é que a responsabilidade caberia à câmara municipal. Nesta semana, o TRE indeferiu o pedido de registro de candidatura de Sineval Roque.

A auditora Lucieni Pereira frisa que a maioria dos chefes de Executivo que atua como ordenador de despesa - equiparado a secretário de gestão - está concentrada nos municípios. "O prefeito quer mudar tudo (na gestão) e quer o talão de cheques na conta dele". E completa: "Câmaras, assembleias e Congresso não têm quadro de auditores. O papel deles é outro". Ela aponta ser necessário reformular a estrutura dos tribunais de contas.

Um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o juiz Márlon Reis, que atua no Maranhão, avalia que a fragilidade jurídica da legislação é restrita ao entendimento sobre os julgamentos da conta de gestão. "Isso só existe em relação às contas públicas, mas não está na lei e sim na interpretação sobre os tribunais de contas", ressalta.

O magistrado faz um balanço positivo da aplicação da Ficha Limpa. "Na eleição passada, tivemos uma bela aplicação, com 1.200 pessoas barradas. Tem sido impactante. Sou procurado por assessores de prefeituras que revelam que há mudança de atitude para evitar a inclusão do gestor na Ficha Limpa", frisa.
Outro fator dificulta a aplicabilidade da lei: a morosidade da tramitação dos processos. No Ceará, o deputado Carlomano Marques (PMDB) teve o mandato cassado pelo TRE, em dezembro de 2012, por compra de votos nas eleições de 2010. De lá para cá, o parlamentar se sustenta no cargo por uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral que suspende a decisão até que o pleno daquela Corte julgue o recurso do peemedebista.

O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação do registro de candidatura de Carlomano nestas eleições, mas o TRE deferiu o pedido do parlamentar, que poderá concorrer normalmente. O procurador regional eleitoral do Ceará, Rômulo Conrado, acredita que a lentidão no julgamento dos processos favorece os fichas sujas. "Fragiliza porque no caso dele (Carlomano) a lei exige que, quando há liminar para suspender uma condenação, esse processo seja julgado com prioridade em relação a todos os outros", alerta.

Indeferidos

Rômulo Conrado discorda do posicionamento do TSE de deferir candidaturas de ex-gestores que tiveram contas de gestão desaprovadas pelos tribunais de contas. Ele prevê que muitos candidatos eleitos deverão começar o mandato sub judice, já que terão os registros de candidatura indeferidos no TRE e recorrerão ao Tribunal Superior, em Brasília, para reverter a decisão local.

De acordo com o procurador, o Ministério Público fez um levantamento minucioso dos potenciais candidatos com fichas sujas. "Muitos transferiram seus votos para outros candidatos em acordos políticos ou lançaram candidaturas de parentes", relata. "Houve menos candidaturas e a gente acredita que isso se deve à decorrência da Lei da Ficha Limpa", completa.

Pressão popular

A Lei Complementar 135, a Lei da Ficha Limpa, foi sancionada em junho de 2010, após pressão popular que reuniu mais de dois milhões de assinaturas em favor do projeto

Moralidade

A legislação barra candidatos com condenações por órgãos colegiados ou sem mais direito a recorrer da sentença. Mesmo condenados, muitos conseguem concorrer nas eleições amparados por recursos judiciais. Outros indicam familiares para disputar em seu lugar

Impugnações

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) recebeu nestas eleições 28 pedidos de impugnações de registros de candidaturas com supostas irregularidades.

Fonte: Agência Brasil.


domingo, 27 de julho de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - 'DOMINGO', 27 DE JULHO DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

SERÁ QUE PREVALECERÁ À CORPORAÇÃO PARA OS FICHAS SUJAS?

Nobres:
Embora já se tenha como certo os laboratoriais maquiavélicos da política empreendem seus a estudos visando atenuar projeções por efeitos ao está causando efeitos na Lei da Ficha Limpa, inserindo propostas arguindo a aplicação da legislação eleitoral, naturalmente encontrando o tradicionalismo da cultura brasileira no sentido de protelar ações que venham contrariar interesses, especialmente os legisladores que não querem se transformar em “raposas” e, apesar de ter sido promovido e obviamente chegado ao Congresso Nacional por iniciativa popular outorgada preliminarmente por mais de um milhão de assinaturas. A chamada Lei da Ficha Limpa desde que entrou em vigor há quase quatro anos, “hipoteticamente” estará valendo em sua plasticidade nas eleições de 2014. Surge o primeiro desalento com medidas que coincidem s processos nos tribunais de contas. Em 2012, quando já deveria ter sido levado em conta à risca, esse instrumento de moralização ainda hoje está cercado de dúvidas fazendo com que muitos municípios continuem enfrentando pendências eleitorais ainda hoje. A particularidade de agora estar sendo aplicada na sua totalidade preliminarmente pelos tribunais significa apenas uma segurança adicional para os eleitores, que correrão menos riscos de escolher um candidato com pendências judiciais. Por uma série de razões, porém, é bom que os brasileiros se mantenham atentos e que os partidos políticos ajam com seriedade na definição de suas nominatas. Há quatro anos, quando normas mais rígidas já tinham sido adotadas, dezenas de postulantes a cargos eletivos concorreram em situação sub judice. Nessa condição, políticos colocam seus interesses pessoais acima de tudo, insistindo em concorrer.. Artifícios como o exposto programa a desconfiança, mesmo assim a estimativa é de que poucos políticos em débito com o Judiciário irão se aventurar numa candidatura, pois as chances de conseguirem burlar a lei são consideradas remotas conforme o texto em evidência. Infelizmente, os tribunais de Justiça não vêm conseguindo cumprir as metas com as quais se comprometeram em relação ao julgamento dos processos de improbidade administrativa e ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública, entre os quais a corrupção. O fato de até o dia 01 de julho passado ter sido julgado apenas 53,95% dessas ações por tribunais regionais federais, estaduais e superiores mostra que, apesar de casos exemplares como o do mensalão, o país continua convivendo com a impunidade no cotidiano. As “férias” quase intermináveis, incluindo recessos, semana de trabalho que não passam de três dias etc. A principal alegação do Judiciário é falta de estrutura adequada para agir diante de denúncias, o que é preocupante, pois acaba estimulando uma prática da qual o país deveria tentar se livrar pela vontade da maioria, não apenas devido ao rigor da legislação. Não adianta o país dispor de normas rígidas contra a corrupção, asseguradas por pressão popular, se as instituições não cumprirem à risca a sua parte o que dá uma ideia da falta de empenho dos políticos em aprovarem leis que podem se voltar contra eles mesmos, principalmente quando falta pressão nesse sentido. Em síntese seria necessário que a sociedade em um todo dispusesse a exigência de seus representantes para efeitos de consolidação.

Antônio Scarcela Jorge.

BRASILEIRÃO - VOZÃO LIDERA SÉRIE B

 BRASILEIRÃO SÉRIE B
CEARÁ VENCE SANTA CRUZ E DISPARA NA LIDERANÇA DA SÉRIE B.

Partida teve cinco gols, todos marcados na primeira etapa.

Em um jogo com duas viradas de placar, o Ceará venceu a equipe do Santa Cruz por 3x2, neste sábado (26), no Estádio do Arruda, em Recife, e se manteve na ponta da tabela da Série B. Bill, Magno Alves  e Sandro marcaram os gols do Vovô, enquanto Wescley e Léo Gamalho marcaram para o time da casa. Agora, o alvinegro soma 27 pontos na tabela e abre 4 pontos de distância para o segundo colocado, o Joinville.

Primeiro tempo com chuva de gols e duas viradas.

O Ceará começou a partida com uma postura ofensiva. Mantendo maior posse de bola que o adversário e com boas trocas de passes, o alvinegro teve maior volume de jogo que o time pernambucano. O primeiro bom lance da partida, entretanto, foi do Santa. Toni cruzou da direita e Keno, por pouco, não alcança a bola para abrir o marcador. Aos 11, foi a vez de Bill receber bom cruzamento de Nikão e cabecear com perigo contra a meta de Thiago Cardoso. Bill voltaria  a levar perigo ao gol adversário aos 21, após bom passe de Eduardo. De tanto insistir, o camisa 9 alvinegro foi quem abriu o placar para o Vovô. Marcos fez boa jogada pela direita e serviu a Nikão, que mandou para Bill empurrar para o fundo do gol pernambucano. 1x0.

Mal comemorou o gol, o Vovô viu o Santa empatar e virar a partida em 3 minutos. Wescley, aos 27, e Léo Gamalho, aos 30, deixaram o Santa em vantagem.

Em desvantagem no placar e precisando do resultado para manter a liderança, o Vovô seguiu pressionando o adversário e a tática deu certo. Aos 39, Vicente cruzou da esquerda e Magno Alves apareceu para completar pro gol e decretar novo empate. No lance, o 'Magnata' sofreu um pisão na mão e acabou substituído por Lulinha.

No último minuto da primeira etapa, após cobrança de escanteio, Sandro subiu mais alto que a defesa adversária e marcou o terceiro gol dos cearenses, placar da primeira etapa.

Vovô se fecha e garante vitória no segundo tempo.

Na segunda etapa, o jogo caiu de produção. O Santa Cruz tentava impor seu ritmo de jogo, mas a a forte marcação da equipe cearense dificultava a missão do Tricolor pernambucano.

Numa das raras chances de gol do segundo tempo, Éverton Sena aproveitou a cobrança de escanteio da esquerda e cabeceou com perigo contra o gol alvinegro. Jogando fechado, o Ceará teve a chance de marcar o quarto em contra-ataque puxado por Eduardo, mas Lulinha não alcançou o lançamento do meia alvinegro.

No desespero, Sérgio Guedes ainda tentou melhorar o poderio ofensivo do Santa, colocando Flávio Caça-Rato no lugar de Wescley e Betinho no lugar de Keno, mas de nada adiantou. O Ceará soube  cadenciar a partida e conseguiu sua terceira vitória fora de casa na competição.

No próximo sábado (2), o alvinegro enfrenta o Boa Esporte no Presidente Vargas, enquanto o Santa cruz encara o América-RN, na Arena das Dunas, em Natal. Antes, o Vovô enfrenta o Internacional-RS, quarta-feira, no Beira-Rio, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Fonte: Redação Web.




BRASIL, O IMPÉRIO DA CORRUPÇÃO

 CORRUPÇÃO AGORA OTIMIZADA É A VEZ DA CRUZ VERMELHA.

É preciso romper paradigmas para combater corrupção, alerta filósofo.

O filósofo João Ricardo Moderno, presidente da Academia Brasileira de Filosofia e professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), lembra sobre o caráter da corrupção no Brasil, prática quase inerente à cultura brasileira. “É um fenômeno cultural, não meramente econômico e financeiro nem político, mas cultural". A reflexão surge em meio ao escândalo de desvio de recursos de uma instituição de prestígio, com credibilidade, que recebe contribuições voluntárias em nome de campanhas humanitárias, a Cruz Vermelha no Brasil.

Desvios milionários de recursos da Cruz Vermelha no Brasil vieram à tona em 2012. Em resposta às denúncias, a instituição, como explica em seu site, “deu o exemplo e teve coragem de cortar a própria carne". Encomendou uma auditoria internacional e independente para "passar um pente fino" nas filiais e nas próprias contas. O resultado foi divulgado nesta semana. O trabalho conduzido pela inglesa Moore Stephens demonstrou que, no total, foram R$ 25 milhões em gastos sem comprovação e movimentações suspeitas, de recursos públicos e doações que deveriam ter sido empregados entre 2010 e 2012.
  
Romper com práticas culturais, no entanto, não é uma tarefa fácil. "Para combater a corrupção é preciso combater na parte objetiva, mas também fazer uma campanha moral, de ruptura de paradigma. Para isso é necessário um esforço cultural e filosófico no sentido de dar mais condições espirituais de resistência, uma moralidade mais bem construída socialmente, para que a pessoa possa resistir”, sugere o filósofo.

Moderno explica que a corrupção tem a ver com a moral e a ética e ele acredita que o homem não é um ser imoral por natureza. “A corrupção é uma tentação, até na religião a gente estuda isso. Há uma tendência natural do homem para o que, na religião, chamamos de pecado, na parte política e social podemos ver como corrupção. A corrupção é um pecado, no plano ético, político, cultural. Ao mesmo tempo que todo pecado é uma corrupção. Agora, o que se diz é que o ser humano é um ser moral por natureza, mas que tende para a transgressão da moralidade”, comenta.

Assim, a sociedade implica nas regras, que podem “controlar” essa transgressão. “Essa tendência para o mal, para a corrupção, pode ser freada de fora para dentro e de dentro para fora. É uma dialética da corrupção, um verdadeiro combate. De fora para dentro, temos as instituições, regras, leis e que você tem que seguir. E de dentro para fora a questão de aceitar as leis, dar uma resposta civilizada à sociedade”, completa.

Para ele, desviar dinheiro de pessoas que estão em necessidade, demonstra uma “crise de bondade”. "É inominável, nada muito diferente do bandido que mata uma criança, alguém indefeso. Há uma crise da bondade, dos valores dos sentimentos”, completa. Para ele, a sociedade brasileira debocha da moral, tratando como algo engessado e retrógrado, e até mesmo embutindo viés político.

“Vemos um deboche da questão moral. ‘Isso é moralismo’, ‘você quer dar lição de moral’. Essas expressões tão comuns são termos são pejorativos, algo ridicularizado por aqueles que acham que tudo tem que continuar do jeito que está. Uma das coisas que eu lembro é que muitos intelectuais eram contra que as escolas tivessem aula de ética moral e cívica. Achavam que era ridículo. Mas vejo como necessário a transmissão de valores e princípios, pela filosofia, religião e pedagogia”, conclui.
  
“Há comprovações de irregularidades e considera-se que alguns desses casos podem ser delitos, enquanto outros se configuram como faltas administrativas, menos graves, mas não menos passíveis de punição”, afirma a entidade. Entre as deficiências e irregularidades identificadas pela consultoria estão a falta de controle interno e a ausência de documentos.

Segundo a assessoria da Cruz Vermelha brasileira, os desvios estão concentrados quase que exclusivamente nas filiais do Maranhão, Petrópolis e Ceará. A instituição afirma que está distribuindo os resultados da auditoria tanto no Ministério Público quanto no Ministério da Justiça.

Os desvios constatados pela auditoria envolvem as três campanhas nacionais de arrecadação que aconteceram em 2011, para vítimas dos deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, após as chuvas, para ajudar os atingidos pela guerra civil na Somália e terremotos no Japão. Foram recolhidos R$ 212 mil para as campanhas da Somália e Japão e R$ 1,6 milhão para a tragédia fluminense. A mãe do vice-presidente da Cruz Vermelha Nacional na época, Anderson Marcelo Choucino, tinha uma ONG que recebeu as doações. As primeiras informações sobre desvio de verbas vieram quando a funcionária Letícia Del Ciampo assumiu o escritório de Petrópolis da entidade e fez denúncias ao Ministério Público (MP). Tanto Chouchino quanto o presidente nacional da instituição à época, Walmir Serra Júnior, foram afastados. Outras irregularidades também foram apuradas.

Hoje em dia, a Cruz Vermelha Brasileira é presidida por Rosely Sampaio. Segundo a assessoria, a direção pedirá punição aos gestores envolvido com os desvios. A Cruz Vermelha também estuda medidas judiciais que visem reparação pelos danos causados à imagem da instituição perante a opinião pública.

Além de apontar o suposto desvio financeiro, a consultoria contratada apresentou um plano de recuperação das contas da entidade – que confirmou que vai colocar em prática todas as recomendações do relatório. A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), à qual a organização brasileira é filiada, determinou que uma comissão especial acompanhe a implementação das recomendações.

Corrupção: uma doença que contamina a sociedade, cada vez mais descrente.

Outras entidades filantrópicas enfrentam a questão da corrupção. Em agosto do ano passado, o provedor da Santa Casa do Rio, o advogado Dahas Chade Zarur, foi afastado do cargo pela Justiça, e está sendo investigado pelo Ministério Público por desvio de verbas.

* Com informações da 'Agência Brasil'.