domingo, 30 de março de 2014

OPINIÃO - LEITORES - DN.

LEITORES DN.

Políticos eleitos

É curioso como os políticos têm tratado a questão eleitoral. Além de ignorarem a legislação que regula o pleito, no que diz respeito ao início da propaganda e da disputa propriamente dita, agem e falam como se já tivessem garantido o cargo. Negociam com os partidos a divisão do bolo, já dando como favas contadas, isto é, como se tudo já estivesse resolvido. Isto sem falar na manipulação das informações. Pagam fortunas aos chamados institutos de pesquisa, que logo em seguida lhes apontam lugar de destaque na preferência popular. E as urnas eletrônicas que foram recusadas pelos países mais desenvolvidos, diante da possibilidade de fraudes? Será que o Brasil não tem uma única autoridade em condições de checar essa situação e passar o País a limpo? Alô, Ministério Público, cadê você?
José Carlos de Oliveira

Fortaleza-CE

SUCESSÃO ESTADUAL - INCÓGNITA!

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO DE CID

Eunício era o sonho tornado realidade para as oposições
30.03.2014

Foi um desfecho rápido. Os dois já sabiam o que dizer e ouvir. Agora, sem caminho de volta, Eunício é a oposição.



A conversa do governador Cid Gomes (PROS) com o senador Eunício Oliveira, na última sexta-feira, foi fria, rápida, porém respeitosa, mas extremamente esclarecedora quanto ao fato de que este não terá o apoio daquele na sua pretensão de ser candidato ao Governo do Ceará. Ambos estavam preparados para o momento. Sabiam o que diriam e escutariam um do outro, sempre com a preocupação de evitar ser esse ou aquele acusado de ter dado margem ao rompimento de uma aliança cuja duração já ultrapassou quatro eleições.

Embora não tenha surpreendido a qualquer dos observadores mais atentos aos acontecimentos políticos do Estado, o desfecho do encontro da última sexta-feira libertou esses dois políticos cearenses da angústia que a ambos dominava. Um, o governador, querendo adiar ao máximo uma definição dentro do grupo por ele liderado.

O outro, utilizando-se de todos os espaços a ele conferidos pelo mandato e a condição de principal liderança do seu partido, o PMDB, ter de buscar consolidar uma candidatura com as restrições naturais a quem faz parte de uma aliança.

Oposição

A Eunício, a partir da próxima semana, passado o prazo da desincompatibilização, na sexta-feira vindoura, quando o governador terá renunciado ou não ao mandato, já deverá começar a montar sua coligação com partidos hoje no campo das oposições, principalmente o PSDB e o PR, visto estar aparentemente bem consolidada a coligação da qual o PMDB fazia parte.

O senador peemedebista, se antes era uma esperança dos adversários do Governo para encabeçar a chapa concorrente, hoje é realidade, posto não ter outro caminho a seguir, por razões várias, senão a de manter a candidatura anunciada, há algum tempo, em todo o Estado.

Cid conhece, assim, o primeiro adversário do seu candidato ao Executivo estadual. Esse fato não o fará, por certo, antecipar o cronograma por ele próprio traçado para apresentar o ungido, mas, não há dúvida que a partir de agora vai disponibilizar mais tempo à sua sucessão.

Eunício, pela determinação já demonstrada, com os meios disponíveis para um enfrentamento, incluindo-se no rol o tempo para a propaganda eleitoral, no rádio e televisão, será um candidato competitivo, também por ser atraente para muitos dos descontentes com o Governo, até então carentes de um nome com expressividade. Os encontros que promoveu ao longo ano passado e mais recentemente, a título de reorganização do partido no Interior, garantiu ao senador uma ampla visibilidade e alimentou esperanças de uma candidatura própria do PMDB ao Governo.

Renúncia

Cid falta decidir, nesta semana, a parte mais importante do debate sucessório, no caso, dizer se fica ou sai do Governo. A renúncia ao mandato é a questão urgente e central. Não há nada além daquilo registrado pelo Diário do Nordeste, no último domingo, que por ter sido inusitado, acabou sendo o tema norteador de todos os comentários sobre a sucessão no Executivo cearense até hoje, principalmente após a sua confirmação pelo próprio governador, um dia imediatamente após a publicação.

Qualquer que seja a decisão, porém, ele só cuidará de nomes do seu grupo para a disputa de outubro, quando se aproximar o mês das convenções partidárias, definido pelo Calendário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral, que é junho. Até lá só especulação, como tem ocorrido até aqui, do mesmo modo como aconteceu quando da última eleição municipal.

O governador não tem conversado sobre o assunto renúncia fora do ambiente familiar, ao que se sabe. Realmente é uma decisão muito pessoal, embora reflita diretamente nas definições sobre candidaturas e alianças. O núcleo central dos aliados está dividido. Os interesses norteiam as observações. Há quem argumente em favor da saída.

De igual modo, outros têm dados para justificar a permanência, inclusive acrescentando ter a ideia de renúncia surgido em razão de o governador ter tido a intenção de tornar mais uma vez pública a sua deferência ao irmão Ciro, a quem ele sempre destaca como sua principal liderança e exemplo de homem público.

O vice-governador Domingos Filho, peça importante no processo, não foi chamado para conversar com Cid sobre o sai ou fica. Como ele, todos os outros pretensos candidatos ao Governo, dentro do PROS, guardam grande expectativa, embora os que têm mais proximidade com Ciro, especificamente os deputados José Albuquerque e Mauro Filho, por ouvirem declarações de que não tem interesse em disputar a vaga de senador, são enfáticos em afirmar que Cid fica no Governo.

O momento da definição, sabem os políticos, é o mais doloroso de todo o processo para o líder. Há um conflito entre os interesses pessoais e dos aliados, sem se falar naquele mais significativo, para os políticos responsáveis, que é o futuro das administrações. Hoje, embora existam afirmações categóricas sobre o fica ou sai, não erra quem afirmar ainda existir dúvidas na cabeça do próprio governador sobre que decisão tomar. Ele pode até resolver a questão, sem, contudo, ficar tudo bem definido na sua cabeça. O prazo é fatal. Não há prorrogação.

Nos próximos cinco dias, o núcleo central do Poder, como assinalamos no domingo passado, vai persistir argumentando que, embora seja importante o próprio Cid cuidar dos projetos do seu sonho (as obras em andamento), mais importante ainda é cuidar do futuro político seu e dos liderados, no Estado e no campo nacional, ainda pelo fato de, com ou sem Dilma Rousseff, 2018 projeta uma nova ordem política para o Brasil, com favoráveis perspectivas para os políticos jovens, experientes e limpos em plena atuação, compartilhando com os demais agentes e a própria sociedade, sempre mais exigentes quanto às reações dos nossos representantes políticos.

EDISON SILVA
Editor de Política. – DN.



FUTEBOL PROFISSIONAL - 1a DIVISÃO - RETA FINAL DO CAMPEONATO.CEARENSE

 CEARÁ X FORTALEZA
NADA DE TIRAR O PÉ
30.03.2014

Se o clássico não vale para tomar a posição do rival na tabela, o antagonismo histórico deve garantir foco total.

Dizer que o Clássico-Rei entre Ceará e Fortaleza é um campeonato à parte não é exagero. E a expressão pode ser comprovada para o duelo de hoje, às 16 horas no Castelão, pelo hexagonal do Campeonato Cearense.
Ambos atuarão com o que têm de melhor, ou seja, com força máxima, time titular, mesmo com as posições já definidas no hexagonal antes desta última rodada. Com o Fortaleza em 1º e o Ceará em 2º, já assegurando vantagem nas semifinais contra o 4º e 3º colocados, respectivamente, as equipes tinham tudo para poupar jogadores pensando nos jogos decisivos que terão em abril, mas a aura do Clássico-Rei falou mais alto. Ninguém quer dar combustível ou moral ao tradicional adversário.

Se o resultado de hoje não interfere na classificação final do hexagonal, pode sim definir vantagens em uma possível final de campeonato entre os dois.

Um empate garante a vantagem de dois resultados iguais para o Leão, e uma vitória do Vovô hoje, além de fazer com que o time some dois pontos a mais que o rival nas semifinais, faria o Alvinegro reverter a vantagem que hoje é tricolor.

Além disso, marcas serão defendidas: o Leão mantém uma invencibilidade de 25 jogos e o Alvinegro de Porangabuçu uma marca de oito jogos sem perder para o maior rival.

"O clássico já motiva por tudo que o envolve. É um jogo diferente para a cidade e todos querem jogar uma partida dessa. Nada de poupar ninguém, de pensar na final da Copa do Nordeste na quarta-feira (o primeiro duelo é contra o Sport, em Recife). Nenhum jogador quer ficar fora de um clássico", explica o técnico do Ceará, Sérgio Soares.

O técnico leonino, Marcelo Chamusca, seguiu a mesma linha do alvinegro. "Já participei de muitos clássicos na carreira, mas esse tem um gosto especial. Desde quando o ônibus saiu da porta do clube tinha torcedor vibrando do lado de fora. Não costumo subir com o time, mas no último, vi uma vibração tão grande da torcida, que subi para ver como era e fiquei entusiasmado. Por isso, todos os atletas querem participar, estar no clássico que para a cidade", assegura.

Escalações

No Ceará, nem o zagueiro Sandro, mesmo acometido desde a última sexta-feira por virose, nem o companheiro Anderson, com dois cartões amarelos, correm risco de ficar de fora.

Quanto ao time titular, Sérgio Soares não quis confirmar a equipe, fazendo mistério. "Como tenho mais opções no elenco, como o Felipe Amorim, posso fazer mistério. Vamos deixar o Marcelo (Chamusca) quebrar a cabeça um pouquinho", brincou o comandante alvinegro.

Do lado tricolor, só o zagueiro Eduardo Luiz não atuará, visto que recebeu o terceiro cartão amarelo no jogo anterior. Nas demais posições, Chamusca deve entrar com força total.

O técnico promove o retorno do lateral-esquerdo Fernandinho, que cumpriu automática pelo terceiro cartão amarelo. Para a posição de Eduardo Luiz, a opção será manter Genilson como titular e trazer de volta o garoto Max Oliveira. O meio campo mantém sua base e o ataque poderá voltar a ser o que era antes, com Robert e Waldison.

















VLADIMIR MARQUES / IVAN BEZERRA
Repórteres
Fonte: - DN. (Jogada)


MENSALÃO INTERMINÁVEL

 STF TRANSFERE AÇÃO PENAL CONTRA AZEREDO PARA MG.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir para a Justiça Criminal de Minas Gerais a ação penal aberta.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir para a Justiça Criminal de Minas Gerais a ação penal aberta contra o ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de envolvimento com um esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro. Conforme a acusação, o esquema consistiu no desvio de recursos públicos para a campanha de Azeredo à reeleição pelo governo de Minas, em 1998.

O encaminhamento do processo para a Justiça de 1ª Instância decorre do fato de Azeredo ter renunciado ao mandato em fevereiro, dias após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter pedido ao STF que impusesse a ele uma pena de 22 anos de prisão. De acordo com ministros que participaram do julgamento, nesse caso claramente o político renunciou para não ser julgado no Supremo.

Apenas o presidente do STF, Joaquim Barbosa, votou contra a transferência do processo para a Justiça de 1ª Instância. De acordo com Barbosa, a renúncia ocorreu com o objetivo de evitar o julgamento pelo Supremo e pela Justiça de 1ª Instância. Ele disse que há risco de prescrição do caso.

Relator do processo, o ministro Luis Roberto Barroso propôs que o tribunal fixasse regras para casos futuros de renúncia de parlamentar que é réu em processo criminal. Barroso propôs que, se a renúncia ocorrer após o recebimento da denúncia, o processo será julgado pelo Supremo. Antes do recebimento da denúncia, será transferido para a Justiça de 1ª Instância. Mas Barroso disse que essa solução não seria aplicada a Azeredo. Ao contrário do relator, Barbosa afirmou que concordava com aplicação dessa solução já para o caso de Azeredo.

Ao final dos debates, o STF decidiu adiar a decisão sobre essa fixação ou não de regras porque não foi formada uma maioria na sessão de hoje. A discussão deverá ser retomada na próxima semana.

Durante a sessão, ministros fizeram críticas ao sistema constitucional brasileiro, que garante a uma grande quantidade de autoridades o direito ao chamado foro privilegiado. Por meio desse dispositivo, parlamentares somente podem ser investigados e processados perante o STF. Barroso disse que gostaria de se dedicar ao estudo de causas de grande repercussão para a sociedade que aguardam julgamento, como a desaposentação, mas tem de analisar, por exemplo, acusações de difamação envolvendo políticos. De acordo com o ministro, há cerca de 400 inquéritos e ações penais tramitando no Supremo.

Fonte: - Agência Brasil.


sábado, 29 de março de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - SÁBADO 29 DE MARÇO DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

DESCRENÇA INTERNACIONAL.

Nobres:
Quase ninguém mesmo não dar importância aos fatos relacionados com a credibilidade internacional do Brasil a cerca de projeção positiva e ou negativa por organismos que se aperfeiçoam pelo padrão de seriedade em todo mundo. Aqui a nossa descendência aculturada só procuram endeusar os “lulas e Dilmas e as Martas suplicys” da vida entre outras figuras que por suas ações corruptas e imorais tornam referencial no mundo entre outros que vão ao encontro a decomposição da família. Como é notório não poderíamos deixar de considerar para nos estabelecer conceitos jamais deixaremos de lado em que os governantes desconhecem um fator de classificação deprimente para o estado de negativismo que o país abre a vasta coleção em alusão. Trata-se se do rebaixamento da nota de crédito internacional do Brasil por uma credencialíssima  agência de classificação de risco a nível mundial é um retrocesso que exige mais do que a reação inconformada da área econômica do governo. É previsível que o Planalto tenha procurado desqualificar a estimativa, com o argumento de que a nota seria inconsistente com as condições da economia e contraditória com o que define como “a solidez e os fundamentos” do país. Mesmo sutilmente desprezados pelo governo os indicadores vêm sendo acompanhados internamente por especialistas em contas públicas e há muito tempo não trazem boas notícias e apenas ratifica a percepção generalizada de que o governo descuidou do controle fiscal e não consegue reorientar a economia para que volte a crescer. A combinação de quase estagnação, de sobressaltos da inflação e de desequilíbrio das contas públicas. Há especial preocupação com um dado recente, referente aos custos das compensações que bancarão as perdas do setor elétrico. Especula-se que os subsídios a serem repassados, na tentativa de evitar um colapso no fornecimento, podem envolver até mesmo aumento de impostos. Interrompe-se com a nova avaliação um período de uma década de elevações atribuída ao Brasil, sempre citado entre as economias com maior potencial de desenvolvimento. Foi pelas virtudes de nação emergente que o país conquistou aos poucos a confiança dos investidores internacionais. Perdê-la agora, quando poderia ampliar a atração de projetos e recursos, é desalentador em todos os sentidos. Mesmo que os mercados não tenham de imediato, reagido negativamente à nova avaliação, há um abalo evidente na imagem do Brasil. Agências de percepção de risco existem para orientar a movimentação dos capitais mundiais e, apesar de falhas pontuais, são consideradas cada vez mais importantes para a compreensão da economia globalizada. Ao tentar refutar a análise, o governo apenas continua se comportando como se estivesse indiferente a uma realidade que preocupa a todos, em especial quem produz. Há indícios de que o descontrole fiscal não é passageiro e de que o país ainda enfrentará, como agravante, os desdobramentos da fragilização da Petrobras, cuja gestão vinha sendo marcada por decisões desastradas. A correção de rumo deve começar pela admissão das autoridades de que os fundamentos da economia não são tão sólidos como o governo apregoa. A imagem do Brasil no Exterior depende de gestos decididos de quem governa e formula as políticas orientadoras das decisões econômicas públicas e privadas, e não de respostas retóricas. Ficou aberto, com esse rebaixamento, que o discurso otimista apresentado pela presidente Dilma em Davos foi insuficiente para conter a desconfiança internacional. O país precisa reagir principalmente para preservar a credibilidade advertida.

Antônio Scarcela Jorge.

ESCRITOR JOÃO BATISTA PONTES - (DIRETAS JÁ)

 COMENTÁRIO
João Batista Pontes.

Amigas (os)

Eu vesti a "camisa amarela" na campanha pelas "Diretas Já", no início da década de 80, e confesso que, sem desconhecer os elevados resultados alcançados por aquele movimento social, estou envergonhado do que política, cultural e socialmente conseguimos avançar. 

Impressiona-me, sobretudo, o nosso arraigamento ao patrimonialismo: os políticos continuam a pensar – e a agir, o que é pior – que o patrimônio público lhes pertence. Ainda não entenderam que, ao serem eleitos, foram constituídos meros gestores, administradores, desse patrimônio, que deve ser empregado exclusivamente para a obtenção de benefícios de toda a coletividade. Não só as velhas elites continuam a ser patrimonialistas, mas também as novas aderem a essa prática com incrível rapidez e facilidade.

Mas eu não quero, por não crer que isto seja proveitoso, discutir e muito menos voltar ao passado, que considero horrível! Eu anseio e quero é discutir um novo projeto de futuro para o meu País!! Avançar!


*João Batista Pontes - 
 novarrussenseEscritor - Geólogo – sociólogo - matemático – Consultor Legislativo inativo do Senado Federal - área Orçamento Público.
– bacharelando em direito.
– residente em Brasília DF.




COMENTÁRIO JORNALISTA EDILMAR NORÕES - DN


DIÁRIO DO NORDESTE.

COLUNA
Edilmar Norões

EFEITOS DA ECONOMIA

Sob o argumento de que em 2010 a presidente Dilma se elegeu sustentada em dois pilares fundamentais, o que não mais existe, o PSDB disputa as eleições deste ano certo de que o adversário sairá derrotado. Em 2010, a candidata Dilma além de respaldada pela economia, que ia muito bem, emprego crescendo 10%, a presidente se apresentava à Nação como gestora mãe do PAC. Na avaliação do presidenciável do PSDB, Aécio Neves, "hoje a economia está em frangalhos e essa decisão de rebaixamento da nota do Brasil emoldura uma ação desastrada do governo ao longo dos últimos 12 anos".

MAIORIDADE PENAL

Em meio a uma conturbada discussão sobre redução da maioridade penal, o PMDB, através de seu líder no Senado, Eunício Oliveira, disse que, diante do clamor da sociedade, o Congresso resolveu avançar nos debates buscando soluções para combater a criminalidade. Inclusive, na avaliação do senador Eunício, este é um tema que mais domina quando as pessoas querem saber quanto às medidas efetivas que estão sendo reclamadas por esta importante e delicada questão. Depois de dizer que é preciso dialogar sobre o tema, amadurecer a proposta, Eunício defendeu que a redução da maioridade seja prevista nos casos em que o adolescente, menor de 18 anos, pratique crime de homicídio ou estupro.

Publicado na COLUNA POLÍTICA - DO JORNAL DN. Em 29.03.2014.

SECA QUE NADA! - O POVÃO GOSTA E SOFRE - PRIORIDADE 1 - "ACERTO" ÀS ELEIÇÕES

 SUCESSÃO ESTADUAL

APÓS ALMOÇO COM EUNÍCIO, CID REAFIRMA INTERESSE DO PROS EM DISPUTAR O GOVERNO.

O governador frisou que só deixará o Palácio da Abolição, até o dia 5 de abril, se o irmão Ciro Gomes decidir se candidatar ao Senado Federal.

Depois do encontro com o senador Eunício Oliveira, que manteve a indefinição sobre a sucessão estadual, o governador Cid Gomes declarou na noite desta sexta-feira (28) que a chance de ficar no Governo do Estado é maior do que a possibilidade de renunciar. Ele também voltou a ressaltar o desejo do PROS de disputar o Governo do Estado. Cid frisou que só deixará o Palácio da Abolição, até o dia 5 de abril, se o irmão Ciro Gomes decidir se candidatar ao Senado Federal. Entretanto, relatou que Ciro continua demonstrando indisposição em pleitear o cargo federal.

A afirmação foi feita após a cerimônia no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na posse dos desembargadores Fernanda Uchôa e Francisco José Gomes da Silva. Na mesa do evento, estavam o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Albuquerque (PROS), o senador José Pimentel (PT) e o deputado federal José Guimarães (PT).

Mais uma vez, Cid Gomes evitou dar maiores informações sobre o encontro desta sexta-feira com Eunício Oliveira. Ele informou que o peemedebista deixou claro o interesse de disputar o Governo do Estado, mas, ao ser questionado se apoiaria o senador, Cid se desresponsabiliza. “Essa questão será decidida pelos partidos. O PROS também pleiteia a Governadoria”.

Na última quinta-feira, o presidente da Assembleia Legislativa, José Albuquerque, informou aos deputados aliados que Cid Gomes ficaria no Governo. “A gente tende a prognosticar o que a gente deseja”, resumiu Cid, ao ser questionado. Zezinho Albuquerque é um dos pretensos candidatos ao Governo do Estado e tenta emplacar candidatura com apoio do governador cearense e do seu arco de aliados.

Após a cerimônia, Cid Gomes informou que se reuniria, ainda nesta sexta-feira, com o deputado José Guimarães, que tenta garantir o apoio dos partidos aliados para postular uma vaga no Senado. Os dois deixaram o TRT no mesmo carro. A orientação da segurança do Tribunal era tentar impedir que o governador concedesse entrevistas à imprensa.
Fonte: DN. (POLÍTICA)




SECA PERMANENTE IRREGULARIDADE (NO NORDESTE TORNA-SE REGULAR) DAS CHUVAS

 Chuvas abaixo da média e possível seca em 2015 preocupam Estado

A Funceme já divulgou dois prognósticos e um terceiro documento prevê menor registro de precipitações no CE.

Iguatu. Nesta semana houve uma redução de chuvas no sertão do Ceará, mas a previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) é de retorno das precipitações neste fim de semana. Três situações preocupam autoridades e moradores: nova previsão da Funceme revela condições desfavoráveis da quadra invernosa de 2014; praticamente não houve recarga dos reservatórios de médio e grande porte no Estado; e para 2015, a permanência do sistema El Niño pode indicar um novo período de estiagem.

O assistente da Diretoria de Operações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Gianni Lima, frisou que o Ceará enfrenta o segundo ano de secas muito intensas. "No Sertão de Crateús e na Bacia do Curu este é o quinto ano seguido de seca hidrológica", observou. "A perspectiva é de uma nova seca em grande parte do Ceará, em 2015, segundo modelo atual do El Niño", adiantou.

Decorridos os dois primeiros meses da quadra invernosa, o nível médio dos reservatórios permanecem praticamente o mesmo em relação ao início deste ano, em torno de 30%. Dos 144 açudes monitorados pela Cogerh, apenas dois têm volume acima de 90% (Curral Velho, em Morada Nova) e Gavião; outros 106 reservatórios estão com volume abaixo de 30%.

Gianni Lima disse que é importante analisar a garantia de abastecimento ao longo dos meses, e não apenas o percentual dos reservatórios. "Todas as cidades com problemas de abastecimento, nas sedes urbanas, estão com solução garantida ou em andamento", frisou. "O esforço do governo é para evitar colapso".

Até o momento, 15 adutoras de engates rápidos já foram instaladas e mais nove serão implantadas. Quatro cidades enfrentam situação mais crítica: Irauçuba, Canindé, Salitre e Quiterianópolis. Todas com solução (adutora ou poços) realizada ou em andamento.

Na madrugada e manhã de hoje a Funceme registrou chuva em 56 municípios. As cinco maiores precipitações ocorreram em Aracati (55 mm), Fortaleza (51 mm), Missão Velha (40 mm), Barbalha (37 mm) e Crato, no Lameiro (35 mm). Choveu ainda em Barro (33 mm) e Juazeiro do Norte (29 mm). Parte da região Sul do Ceará foi a mais favorecida.

Bastou uma chuva de 55 mm para alagar vários pontos da cidade de Aracati, na região do Vale do Jaguaribe. Na Rua do Centro Histórico, onde há diversos casarões tombados, uma lagoa se instalou em frente à Câmara Municipal. No entorno da Rodoviária, os motoristas tiveram que dirigir cautelosos, por conta da água que encobriu alguns buracos na via pública.

Na Rua Joaquim Ponciano, os moradores reclamaram de pontos de alagamentos. Segundo o radialista, Wagner Guiot, as obras de drenagem anunciada pela Prefeitura, no valor de R$ 300 mil, estão atrasadas. A insatisfação da população veio após uma chuva de 100 mm que deixou a rua alagada. Sem data de previsão para iniciar os trabalhos, moradores arrancaram a placa que anunciava o serviço.

A meteorologista da Funceme, Dayse Moraes, disse que a tendência para este fim de semana é de retorno das chuvas, porquanto um ramo da Zona de Convergência Intertropical (principal sistema causador de chuva no Ceará) está se aproximando do Estado. "Nos últimos dias, um Cavado de Altos Níveis (CAN) atuou sobre o Ceará, impedindo a formação de nuvens de chuva, mas esse sistema está se afastando", explicou.

Na próxima segunda-feira, durante a reunião do Comitê Integrado da Seca, no Auditório do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Fortaleza, a meteorologista da Funceme, Meiri Sakamoto, vai apresentar previsões climáticas até junho. Serão apresentados dados e tendência a partir das condições termodinâmicas dos oceanos Atlântico e Pacífico e da atmosfera. Também serão considerados os modelos atmosféricos da Funceme e de várias instituições nacionais e internacionais.

A nova previsão da Funceme vai mostrar que as condições atuais permanecem desfavoráveis às precipitações na maior parte do Ceará. O quadro da estiagem no Estado permanece. Neste ano, a Funceme já divulgou dois prognósticos oficiais de chuva e, na última semana deste mês, um terceiro documento confirma a tendência de irregularidade nas precipitações até o mês de junho.

De acordo com o terceiro prognóstico, a maior probabilidade é de que as chuvas fiquem abaixo da média histórica no trimestre abril - maio - junho na maior parte do Ceará, numa área que se estende da Região Central ao Sul do Estado. Apenas na parte Noroeste, entre o Litoral Norte a Região da Ibiapaba, os modelos sugerem maior probabilidade de chuvas em torno da média histórica.

Essa atualização do prognóstico inclui os dois últimos meses da quadra chuvosa e o primeiro mês da pós-estação (junho). Em janeiro, quando a média histórica é de 98,7 milímetros, choveu somente 46,7. A média em fevereiro é de 127,1mm e foram registrados 92,9mm. O mês de março ainda não terminou, mas a média mensal é de 206,2mm e houve precipitações de apenas 122,9mm em 27 dias. Até ontem, choveu apenas 40,4% da média para o período no Estado. As precipitações menores tornam-se mais grave no Estado, que já registra, nos últimos dois anos, uma das piores secas.

Fonte: DN. (Regional)


FUTEBOL CEARENSE - "CLÁSSICO-REI"

 “CLÁSSICO – REI”

Vovô: Foco total no Leão

Jogadores do Ceará pregam Clássico-Rei como prioridade e revelam clima de "decisão" Mesmo não sendo decisivo, clima no Ceará antes do Clássico-Rei é de decisão.

Nada de expectativas de viagem para Recife ou estudos sobre o elenco do Sport. No Ceará, a final da Copa do Nordeste será pauta somente após o Clássico-Rei do próximo domingo, às 16 horas, na Arena Castelão. O jogo, pela última rodada do Campeonato Cearense, pode não ser decisivo para tricolores e alvinegros tanto quanto a disputa pelo título Regional. Contudo, jogadores do Vovô garantem que a prioridade, por enquanto, é única: buscar vitória sobre o grande rival.

Para o atacante Tadeu, o Alvinegro precisa estar focado em um desafio por vez. Não adianta entrar em campo pensando em outro jogo, segundo ele. “Nosso time sabia, desde o começo do ano, que enfrentaria essa sequência de jogos. Então nós nos preparamos para encarar grandes decisões. O time está pronto para os dois jogos (Clássico-Rei e Sport). No domingo, estaremos 100% focados no Fortaleza”, explicou.

O primeiro encontro entre Ceará e Fortaleza, no Castelão, foi bastante disputado. Os atletas alvinegros esperam por um jogo novamente difícil e equilibrado. Mas, desta vez, entram mais determinados a não deixar os três pontos “especiais” escaparem.

“Apesar das equipes já estarem classificadas, ganhar um clássico é sempre importante. Esse jogo de domingo é uma decisão. Clássico pode até ser em jogo amistoso, será sempre uma decisão”, disse o lateral-direito Samuel Xavier.

Ausente da última partida do Vovô pelo Estadual, Magno Alves, treinou com o grupo na tarde de ontem e deve ser titular contra o Leão. Apesar das dores musculares, acusadas na última terça-feira, o goleiro Luís Carlos treinou e também deve estar no clássico.

Fonte: - Editoria (esportes) - Jornal O POVO.