segunda-feira, 5 de setembro de 2016

CANONIZAÇÃO DE MADRE TERESA


MADRE TERESA É CANONIZADA PELO PAPA FRANCISCO EM MISSA PARA 100 MIL FIÉIS.

Cura de brasileiro considerada milagrosa fez Igreja decidir por canonização.

Madre Teresa é uma das figuras católicas mais conhecidas no mundo.

O Papa Francisco declarou santa neste domingo (4) a madre Teresa de Calcutá, em uma missa de canonização celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, frente a 100 mil fiéis. "Declaramos a beata Teresa de Calcutá santa e a inscrevemos entre os santos, decretando que seja venerada como tal por toda a Igreja", afirmou Francisco.

Conhecida em vida como "a santa das sarjetas", Madre Teresa de Calcutá foi transformada em santa pela Igreja Católica 19 anos após sua morte.

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz, ela foi uma das mulheres mais influentes dos 2 mil anos de história da religião, aclamada por seu trabalho com os mais pobres nas favelas da cidade indiana de Calcutá.

A missa para o canonização começou às 10h18 deste domingo (horário local, 5h18 em Brasília) com o canto do hino do Jubileu da Misericórdia. Em seguida, Francisco entrou na Praça de São Pedro na habitual procissão. 

Participam da cerimônia 70 cardeais, 400 bispos e 1,7 mil sacerdotes. O Papa conheceu Teresa pessoalmente, por ocasião de um sínodo de bispos em 1994, em Roma.

Na homilia da cerimônia de canonização, Francisco elogiou seu trabalho "em defesa da vida humana", garantindo que ela fez "sentir sua voz aos poderosos da terra para que reconhecessem suas culpas diante dos crimes da pobreza criados por eles mesmos”.

Disse que Madre Teresa ao longo de sua vida esteve "à disposição de todos por meio da recepção e a defesa da vida humana". Elogiou sua luta contra o aborto e recordou que sempre dizia que "quem ainda não nasceu é o mais frágil".

E lembrou como "se inclinou sobre as pessoas fracas, que morrem abandonadas à beira das ruas, reconhecendo a dignidade que Deus lhe deu".

"Sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece até hoje como testemunho eloquente da proximidade de Deus aos mais pobres entre os pobres", afirmou.

Francisco explicou que a figura de Madre Teresa será a santa de "todos os voluntariados" e pediu que ela fosse considerada o "modelo de santidade".

O pontífice afirmou a chamará "com dificuldade de Santa Teresa" porque "Sua Santidade foi tão próxima a nós, tão suave e espontânea que vai continuar a ser chamada de mãe, Madre Teresa".

Missionárias da Caridade.

Embora criticada durante a vida e após a morte, Madre Teresa é reverenciada pelos católicos como um modelo de compaixão que levou alívio aos doentes e moribundos, abrindo filiais de suas Missionárias da Caridade (M.C.) em todo o mundo.

As Missionárias da Caridade tiveram origem em uma pequena congregação, que se transformou em uma rede que hoje conta com 4.500 religiosas trabalhando em cerca de 700 casas dedicadas a ajudar os mais desfavorecidos em mais de 130 países.

Madre Teresa de Calcutá morreu em 1997, aos 97 anos. Ela havia sido beatificada pelo Papa João Paulo 2º em 2003, o último passo antes da canonização.

Milagre com brasileiro.

A igreja abriu caminho no ano passado para a canonização de Madre Teresa após declarar como milagre a recuperação do brasileiro Marcilio Haddad Andino, que tinha múltiplos pontos de inflamação no cérebro.

Quando Andrino sofreu em 2008 os abscessos cerebrais, dos quais médicos disseram que ele não iria se recuperar, sua família rezou para Madre Teresa.

Ele disse que seu estado de saúde piorou ao ponto de ter sofrido para conseguir andar ao altar durante seu casamento, em setembro de 2008. Em dezembro foi levado inconsciente para hospital.

Andrino estava com uma cirurgia cerebral marcada, mas acordou sem dores de cabeça pouco antes da operação e o médico afirmou que uma intervenção médica não seria mais necessária.

"Consegui passar o Natal com minha família e seis meses depois voltei ao trabalho sem problemas", disse Andino, que posteriormente teve dois filhos.

Andrino, que tem 43 anos e mora no Rio de Janeiro, disse nesta sexta-feira (2), durante entrevista coletiva no Vaticano, que se sente muito grato, mas que pensa que qualquer pessoa poderia ter sido igualmente beneficiada pela intervenção.

"Se não tivesse acontecido comigo, talvez fosse com outra pessoa amanhã. Ela não diferenciava. Não me sinto especial", disse Andrino, que participa da cerimônia deste domingo com sua esposa, Fernanda.

História.

Nascida em 26 de agosto de 1910 em uma família albanesa em Skopje, capital da atual república da Macedônia – que na época pertencia à Albânia, Gonxhe Agnes Bojaxhiu entrou em 1928 para a ordem religiosa Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, que tem sede na Irlanda, e passou a usar o nome Teresa em homenagem a Santa Teresa de Lisieux.

Enviada a Calcutá, na Índia, foi professora durante muitos anos em uma escola para meninas de classe alta, antes de receber o "chamado dos chamados" - a vocação de servir a Deus através dos pobres. No início de 1948, se mudou para os bairros pobres de Calcutá, onde suas ex-alunas se tornaram, a seu lado, as primeiras Missionárias da Caridade.

Em 1952, ao observar uma mulher agonizante, abandonada na rua e com os pés atacados por ratos, ela sentiu uma profunda comoção e decidiu assumir uma nova tarefa: ajudar os mais pobres entre os pobres.

Depois de procurar com insistência as autoridades da cidade, conseguiu a concessão de um antigo edifício para dar abrigo às pessoas que sofriam de tuberculose, disenteria e tétano, pessoas que nem os hospitais queriam atender.

Dezenas de milhares de necessitados passaram pelo "hospício" e muitos encontraram uma morte digna, sempre em respeito à sua própria religião, e outros se recuperaram graças aos cuidados das freiras. Ela foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

Seu enterro em Calcutá, em 5 de setembro de 1997, foi um acontecimento nacional na Índia e milhões de pobres acompanharam seu corpo pelas ruas da cidade. O funeral contou com a presença de chefes de Estado e governantes de todo o mundo.

Beatificação.

Em 2002, o Vaticano reconheceu um primeiro milagre atribuído à intervenção da madre Teresa, a cura de uma mulher de 30 anos, Monika Besra, que sofria de um tumor abdominal.

Ela se curou depois que as irmãs da congregação a presentearam com uma "medalha milagrosa" da Virgem, que antes havia sido usada pela beata aos 87 anos.

Madre Teresa foi beatificada por João Paulo II em 19 de outubro de 2003, em Roma, durante cerimônia que teve a presença de 300 mil fiéis.

Caminho para se tornar santo.

São três as etapas pelas quais deve passar o candidato a santo, confirmação das "virtudes heróicas", beatificação, e canonização.

O primeiro passo para o processo de beatificação geralmente é dado pelo bispo da diocese à qual pertence o candidato e dificilmente antes dos cinco anos posteriores à sua morte.

Durante a investigação, primeiro se demonstra que o candidato tinha "fama de santidade" e que merece ser proposto à canonização.

Os teólogos consultores, os cardeais e até o Papa têm o direito de opinar nesta etapa do processo, depois da qual se pode prever a beatificação, sempre e quando se tenha demonstrado pelo menos a existência de um milagre que possa ser atribuído ao candidato.

Demonstrar a validade do milagre, no entanto, não é tarefa fácil. 

A Congregação para as Causas dos Santos se vale da assessoria de uma equipe de 70 médicos e vários especialistas, assim como dos estudos clínicos, aos quais é submetido o indivíduo supostamente curado por um milagre.

Uma primeira aproximação do fenômeno denominado "milagre" é que a cura tenha acontecido de forma instantânea, perfeita, duradoura e inexplicável cientificamente, como a de uma doença incurável ou muito difícil de tratar.
Fonte: Reuters Internacional.


domingo, 4 de setembro de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - DOMINGO, 4 DE SETEMBRO DE 2016

SCARCELA JORGE
COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

INTELECTUALIDADE RETÓRICA.

Nobres:
O país continua densamente dividido depois do processo que afastou definitivamente a presidente Dilma. Ressentimentos de ambos os lados. Ataques dos vitoriosos, como as que foram dirigidas à senadora Vanessa Grazziotin, contrária ao impedimento, misturaram-se às agressões dos derrotados, como as assacadas contra o senador Cristovam Buarque, que votou pelo afastamento. Intransigências de sinais trocados. Não desestimuladas por declarações como as de Dilma e de Temer na noite da votação. Nesse ambiente conflagrado, preocupa a Judicialização da política que chega ao paroxismo. Uma espécie de “2º turno do impeachment” nas barras dos tribunais não é algo alvissareiro. Países de democracia madura, como os EUA, já têm sedimentada a concepção de que o Poder Judiciário não pode substituir a vontade soberana do povo, que se exprime pela eleição dos membros dos dois outros poderes. Ao Judiciário, não eleito, resta um papel de moderação para zelar pelo respeito aos procedimentos. Pronunciamentos de ministros do STF, como os de Gilmar Mendes, em tom desairoso contra os outros poderes e os demais integrantes do Judiciário, não se alinham com a sobriedade, imparcialidade e respeito aos ritos que se espera da mais alta corte de uma república democrática seja qual for o caminho que se venha a impor, a população espera que sejam enfrentados de imediato os problemas do desemprego, da quebra de empresas e da falta de investimento. O caos econômico e fiscal vai demandar medidas de ajuste, todos reconhecem. A questão é que há ajustes e ajustes. Que não sejam chamados a arcar com o ônus os “culpados de sempre”. Há que se preservar os direitos e conquistas sociais dos setores mais vulneráveis. Na questão da previdência, há espaço para aumentar a contribuição previdenciária dos setores agroexportadores que hoje recolhem bem menos do que a indústria e o comércio. Os bancos devem ser forçados a sair da zona de conforto dos juros altos. Podem-se adotar medidas como a diminuição dos depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central e a penalização do entesouramento para induzi-los a injetar dinheiro na economia. A melhoria do ambiente de negócios, com reformas microeconômicas e mudanças no funcionamento do Estado, pode fomentar o investimento para o país voltar a crescer. Dentro desses dirimíveis acontecimentos que atingem diretamente todos os três poderes constituídos é mais razão para que a população tome consciência e tentar impor a “lavagem cerebral dos intelectualismo lulista” para que não sejam uma prova cabal que a educação deste país que retroceda ainda mais conforme estatísticas dos organismos internacionais sejam qualificativos a razão desse analfabetismo político e cultural que ainda é imperativo no Brasil.
Antônio Scarcela Jorge.

"NOVELA CUNHA"







EM DEPOIMENTO AO STF, EX-DIRETOR DA CÂMARA CONTRADIZ VERSÃO DE CUNHA.

Deputado havia dito que demitiu servidor por descumprimento de horários.

Sérgio Sampaio disse que demissão se deu por suspeitas de vazamento.

O ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio contradisse, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), a versão do deputado licenciado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em relação à demissão, em abril do ano passado, do então chefe da área de informática da casa legislativa, Luiz Antonio Souza da Eira.

Na ocasião, Cunha afirmou que havia demitido o diretor do Centro de Informática da Câmara porque funcionários do setor de tecnologia da informação não estariam cumprindo a carga horária de 40 horas semanais prevista na legislação.

O STF ouviu nesta semana testemunha da ação penal que investiga Eduardo Cunha por suspeita de ter recebido US$ 5 milhões de uma fornecedora da Petrobras.

“Demiti porque a área de TI não está cumprindo a carga horária de toda a Casa, de 40 horas semanais. Ele quebrou minha confiança”, alegou, à época, o ex-presidente da Câmara.

Eira foi demitido por Cunha depois de o jornal “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem que revelava registros de computadores da Câmara em que o peemedebista aparecia como “autor” de requerimentos citados como suspeitos em inquéritos da Operação Lava Jato.

O inquérito para investigar Cunha na Lava Jato foi aberto com base em trecho da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, no qual o delator apontado como um dos articuladores do esquema de corrupção afirmou que o depuatdo do PMDB teria apresentado requerimentos na Câmara para pressionar uma fornecedora da estatal a retomar pagamentos de propina.

Os requerimentos foram protocolados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, em 2011, e pediam informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério de Minas e Energia sobre contratos das empresas Toyo e Mitsui com a Petrobras. Em depoimento à CPI da Petrobras, em março de 2015, Cunha afirmou que os documentos eram de autoria da então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), atual prefeita de Rio Bonito (RJ).

Em abril do ano passado, a “Folha de S.Paulo” apresentou registros do sistema oficial de computadores da Câmara nos quais o nome do então presidente da Casa aparecia como "autor" dos dois arquivos que teriam produzidos os requerimentos assinados por Solange.

Arrolado pelo próprio Cunha como testemunha de defesa no processo no qual o peemedebista é acusado de ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propina de fornecedores da Petrobras, Sérgio Sampaio prestou depoimento na Suprema Corte na última quinta (1º).

No tribunal, o ex-diretor-geral da Câmara – que atualmente chefia a Casa Civil do governo do Distrito Federal afirmou que Cunha demitiu o antigo chefe da área de informática por suspeitar que Eira era o responsável pelo vazamento de informações para a imprensa que o ligavam ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

"A exoneração dele Luiz Antonio Souza da Eira se deu após o fato que ocorreu no âmbito da Câmara dos Deputados, que eu tava lá trabalhando, e um dia chegaram algumas pessoas, procuradores da República, peritos vinculados aqui ao Supremo para cumprir uma ordem, um mandado do ministro Teori Zavascki no sentido de ter acesso e vasculhar, digamos assim, alguns arquivos lá da Câmara dos Deputados.

Logo após esse fato, o então presidente Eduardo Cunha achou que ele Eira teria tido alguma participação nesse episódio, fazendo algum tipo de denúncia contra ele, algo assim.

Senha.

Em sua defesa, Cunha argumenta que o nome dele aparece nos requerimentos porque ele, assim como outros deputados, repassava a senha de acesso ao sistema da Câmara para assessores.

Segundo o deputado peemedebista, assessores dele podem ter ajudado a então deputada Solange Almeida na elaboração dos requerimentos.

Ao depor nesta semana ao Supremo, o ex-diretor-geral da Câmara ressaltou que a orientação sempre foi para que os deputados não repassassem a ninguém a senha que usavam para acessar o sistema eletrônico da Casa.

"A nossa recomendação, obviamente, como diretor da Câmara, era de que não fizesse compartilhasse a senha com servidores.

Todas as pessoas que recebiam sua senha tinham a responsabilidade de zelar pela sua senha. Agora, dizer que isso não acontecia, eu não posso atestar.

“Eventualmente já ouvi dizer, sim, que no ambito dos gabinetes, os deputados entregavam senhas para servidores para que exercitassem, exercessem tarefas do dia a dia”, destacou Sampaio.

O que diz Cunha.

A defesa do ex-presidente da Câmara afirmou à TV Globo que as testemunhas que depuseram até o momento deixaram claro, em sua grande maioria, que a demissão de Luiz Antônio Souza da Eira se deu porque ele se recusou a fazer com que os servidores de informática cumprissem a carga horária integral, conforme solicitado pelo então presidente da casa.

Com relação à senha pessoal do deputado, a defesa alega que os parlamentares que já depuseram na ação penal, em sua grande maioria, declararam que sequer sabem sua senha pessoal e que quem as utiliza são os servidores dos gabinetes.
Fonte: G1 – DF.

MEDIDAS DE IMPACTO


REFORMA CONSEQÜENTE AFIRMA MINISTRO DE TEMER.

Para Geddel Vieira, governo deve usar propaganda institucional para pedir apoio à sociedade.

O Ministro Geddel Vieira Lima, para explicar como o governo vai tentar convencer a sociedade brasileira da necessidade das reformas previdenciária e trabalhista.

De acordo com o ministro, a previdência não tem como se sustentar se não mudar.

Estamos propondo essas medidas com coragem, sem pensar em popularidade, e queremos apoio para que a previdência possa pagar seus compromissos.

O ministro disse defender pessoalmente que o governo vá à televisão explicar as mudanças propostas, consideradas de difícil aprovação no congresso.

- Eu até defendo que isso entre na propaganda institucional do governo, de forma clara, mostrando o governo fazendo a sua parte, conversando com sua base parlamentar e pedindo apoio à sociedade. Não há outra maneira.

Segundo Geddel, o texto da reforma previdenciária tem pontos definidos, como a proposta de 65 anos de idade e de igualar todos os aposentados a um projeto só, tanto da atividade pública como da privada, além de estabelecer regras de transição "que não prejudiquem absolutamente ninguém".

Ainda estamos ouvindo algumas pessoas e vamos levar à apreciação do presidente da república. Se vamos aprovar [a reforma previdenciária? Creio que sim, mas quem vai decidir isso são as pessoas, os homens e as mulheres, através dos parlamentares que os representam.

Prioridade zero.

O ministro afirmou que não há pretensão de votar a reforma antes do processo eleitoral e que não sabe se conseguirá votar o texto ainda este ano por conta do rito do parlamento, que não dá para ser atropelado. Segundo ele, junto com a PEC que limita o teto dos gastos públicos, que é a "prioridade zero" do governo, há um interesse claro de fazer da reforma da previdência uma de suas prioridades, como também a questão da rediscussão e de reformas de leis trabalhistas.

Classificando como uma herança a ser enfrentada, Geddel reconhece que a situação fiscal do Brasil "é muito grave", mas acredita que já há "sinais iniciais da recuperação da economia, ainda muito tênues", mas que podem deixar a possibilidade de criação de impostos como última alternativa.
Fonte: G1 – DF.

sábado, 3 de setembro de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016

SCARCELA JORGE
COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

O ABSURDO E CONTROVERSO DA POLÍTICA BRASILEIRA.

Nobres:
Não é mais surpresa no controvertido cenário político quando tudo pode acontecer. Neste contexto se ensarta a decisão de manter os direitos políticos de Dilma após o impeachment e pode suscitar dois problemas graves para o governo Temer A votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff seguiu a tendência de votos anunciada pela base aliada do presidente Temer no Senado Federal. Foram 61 votos a favor do impeachment, 20 contrários e nenhuma abstenção, computando-se, assim, sete votos além dos 54 necessários para o afastamento. O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão de julgamento, definiu que a votação sobre o afastamento da presidência seria separada da decisão sobre a inabilitação para ocupação de cargos públicos. O procedimento definido por Lewandowski reproduziu o mesmo princípio em relação ao julgamento do ex-presidente Fernando Collor, pois, à época, a renúncia (hoje afastamento) implicou numa votação específica sobre a perda dos direitos políticos. O resultado da segunda votação não manteve os mesmos números a respeito da decisão sobre o afastamento e se traduziu na manutenção dos direitos políticos de Dilma. Foram 42 votos a favor da inabilitação, 36 contrários e três abstenções, ou seja, não foi atingido o número mínimo de 54 votos, que corresponde aos 2/3 constitucionalmente exigidos. Quais as razões para o PMDB assumir um risco político de fragmentação da base de Temer? O que motivou a diferença nas duas votações? A resposta está na fala do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundos antes do voto dos parlamentares. Renan pede a palavra e diz que “afastar a presidente da República é constitucional. Pode afastar na forma da Constituição e da democracia? Pode, mas não é da Constituição inabilitar a presidente da República como conseqüência do seu afastamento, não. Essa decisão terá de ser tomada aqui, pelo plenário do Senado Federal”. O senador disse ainda que, “no Nordeste, costumam dizer uma coisa com a qual eu nós não concordamos: além da queda, coice. Nós não podemos deixar de julgar, nós temos de julgar, mas nós não podemos ser maus, desumanos”. Ao concluir, o senador diz que vota pela manutenção dos direitos políticos. As palavras de Renan foram um sinal verde e um salvo-conduto para os parlamentares da base de Temer, ligados ao senador, decidirem contra a inabilitação de Dilma para ocupar cargos públicos. Do ponto de vista prático, o desfecho gera dois problemas graves para o governo Temer: por um lado, o resultado permite que a ex-presidente participe de processos eleitorais e reforça a sua tese de golpe, pois foi afastada do cargo sem cometer crime; a decisão, por outro, pode gerar uma crise no governo Temer minutos antes da posse. Os partidos da base aliada como o PSDB e o DEM sentiram-se traídos no momento da votação. O placar e as falas dos líderes dos dois partidos deixam claro que ambos não sabiam da manobra do PMDB, que resultou apenas no afastamento. Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no senado, chegou a afirmar que não iria compor o novo governo. Considerando que Temer precisa acelerar a sua agenda de votação no Congresso, com amplo apoio parlamentar para medidas impopulares, o resultado apresenta-se como uma fratura política que exigirá uma ação para unificar a base partidária aliada. A ação deve, ainda, buscar a neutralização da oposição, que ganhou argumentos para contestar Temer. Do contrário, a aprovação das reformas do governo enfrentará resistências e o descolamento de partidos importantes da base aliada poderá ocorrer em meados de 2017. A análise deixa em aberto uma pergunta: quais as razões para o PMDB assumir um risco político de fragmentação da base no momento da confirmação de Temer como presidente? A resposta pode encontrar amparo no julgamento do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode ser cassado em setembro e ter seus direitos políticos mantidos. Mas a habilidade de Temer e alguns de seus notáveis aliados, unidos, minimizarão estas questões no sentido de promover o país para retomada moralizadora que a sociedade tanto almeja.
Antônio Scarcela Jorge.

PÁGINA VIRADA

 TEMER DIZ QUE TURBULÊNCIA POLÍTICA NO BRASIL É 'PÁGINA VIRADA'

Presidente deu a declaração na China, onde participará de reunião do G20.
Nesta sexta-feira (2), ele teve encontro com o presidente Xi Jinping.

O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (2), durante viagem oficial à China, que as trubulências políticas e econômicas no Brasil são "página virada", segundo relatou a agência France Press.

"Sofremos turbulências políticas e econômicas, recessão, mas esta página já foi virada", afirmou Temer à imprensa que a acompanha a comitiva brasileira.

Ele deu a declaração em Xangai, onde se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping e com o prefeito da cidade. A reunião de cúpula dos 20 países mais ricos do mundo será na cidade chinesa de Hangzhou.

"O Brasil deixa resolutamente para trás toda a instabilidade econômica e política que sofreu nos últimos anos", continuou Temer.

Mais cedo, o presidente e a comitiva brasileira participaram de um encontro entre empresários chineses e brasileiros. Os empresários da China anunciaram investimentos de mais de R$ 10 bilhões no Brasil nos próximos anos.

Entre esses investimentos estão a construção de projetos siderúrgicos no Maranhão, compra de aviões da Embraer e obras de melhoramento da infraestrutura do setor agrícola.
Fonte: G1 – DF.

"ANARQUISTAS QUE SE VIREM"

 PRESIDENTE TEMER DIZ QUE DIREITOS DE DILMA AGORA SÃO QUESTÃO JURÍDICA, E NÃO POLÍTICA.

Comitiva presidencial chegou à China, onde participará de cúpula do G20.

O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira (2) que a manutenção do direito da ex-presidente Dilma Rousseff ocupar cargo público, garantida por decisão do Senado, agora passa a ser uma questão da Justiça, e não mais da esfera política. Ele deu a declaração em Xangai, onde participou de encontro entre empresários chineses e brasileiros. A partir de domingo, Temer participa de reunião de cúpula do G20 na China.

Na quarta-feira (31), quando votou o impeachment da ex-presidente Dilma, o Senado decidiu analisar separadamente a perda do cargo e a perda do direito de ocupar cargo público. A atitude  foi vista como ilegal por adversários da ex-presidente, que acionaram o Supremo Tribunal Federal. Para Temer, agora não importa se a ação do Senado foi "certa ou errada".

"O Senado tomou a decisão, certa ou errada, não importa, o Senado tomou a decisão. Parece-me que está sendo questionada agora juridicamente. Então ela sai do plano exclusivamente político para o quadro de uma avaliação de natureza jurídica", disse o presidente a jornalistas que acompanham a comitiva brasileira em Xangai.

Ele ainda afirmou, segundo a agência Reuters, que Dilma ter mantido o direito de ocupar cargo público é um "pequeno" embaraço e que o fato não afeta a estabilidade do governo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, que viajou com a equipe de Temer para a China, também foi questionado sobe a manutenção dos direitos de Dilma e defendeu a decisão dos senadores. Apesar de ser do mesmo partido de Temer, Renan foi um do parlamentares que deu apoio à votação que beneficiou a ex-presidente.

"Há um processo no STF [sobre o tema] em que os ministros ficaram divididos, 4 a 4. É o melhor momento para que nós de uma vez por todas possamos decidir sobre isso", afirmou Renan. Perguntado sobre se a decisão do Senado foi correta, ele respondeu: "correta e  absolutamente defensável".

Cúpula do G 20.

Na passagem da comitiva brasileira em Xangai, empresários chineses anunciaram investimento de mais de R$ 10 bilhões no Brasil nos próximos anos. 

Entre esses investimentos estão a construção de projetos siderúrgicos no Maranhão, compra de aviões da Embraer e obras de melhoramento da infraestrutura do setor agrícola.

No discurso no evento com empresários chineses e brasileiros, Temer destacou que essa é sua primeira missão oficial como presidente efetivado, disse que os indicadores econômicos no Brasil estão melhorando e que o país vai superar a crise.

Depois a comitiva presidencial foi para a cidade de Huangzhou, sede do encontro do G20. Lá, Temer terá uma reunião bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping.
Fonte: G1 – DF.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - SEXTA-FEIRA, 2 DE SETEMBRO DE 2016

SCARCELA JORGE
COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

AGRESSÃO À FICHA LIMPA É O ATRASO NA BATALHA À CORRUPÇÃO.

Nobres:
Iniciada em 2014, a Operação Lava Jato se tornou o maior marco do combate à corrupção em nosso país e um alento para a população brasileira, mobilizando a sociedade civil de maneira jamais vista e obrigando a classe política a assumir posições para atender ao clamor das ruas. Não é demais relembrar que a Lava Jato passou a contar com a aceitação dos tribunais superiores quando a questão já havia se tornado notável, em virtude das amplas manifestações populares favoráveis à Lava Jato, assim como em razão da maciça cobertura pela mídia da força-tarefa, mesmo diante de manifestações reticentes e críticas à atuação do juiz Sergio Moro. Não obstante a vontade expressa do povo, o Supremo Tribunal Federal consagrou retrocesso no combate à corrupção ao decidir, em 17 de agosto último, que somente Câmaras de Vereadores poderão tornar inelegíveis prefeitos que tiveram suas contas de governo rejeitadas por Tribunais de Contas. O julgamento tinha o objetivo de esclarecer uma questão relativa à Lei da Ficha Limpa aprovada em 2010, que ampliou as hipóteses de impedimento de um político disputar eleições, pois, caso houvesse a desaprovação de suas contas de gestão por um Tribunal de Contas, a Justiça Eleitoral o considerava inelegível. Esta interpretação era dada porque a Lei da Ficha Limpa dispõe que ficam inelegíveis candidatos que tiveram suas contas reprovadas pelo órgão competente – referência clara aos Tribunais de Contas. Infelizmente, por maioria, os ministros do STF decidiram que, independentemente de se tratar de contas de gestão ou de governo, é necessária sempre a rejeição das contas pelas Câmaras de Vereadores (com maioria de dois terços) para tornar alguém inelegível. Na prática, em um país onde impera um modelo de governança por cooptação, ou seja, onde presidente, governadores e prefeitos geralmente possuem a maioria legislativa em troca da distribuição de cargos e benesses, os saudáveis efeitos da Lei da Ficha Limpa correm enormes riscos. Por essa benesse a ladroagem que o Supremo contemplou, ex-prefeitos serão imunizados. E aproximadamente R$ 4 bilhões não retornarão aos cofres públicos como ressarcimento. Nós respeitamos a decisão, “mas somos contra”. Esta atitude traz a preocupação de que outras ações eticamente positivas, como a Lei Anticorrupção, também fiquem seriamente comprometidas. A este propósito, em muito espanta a recente decisão do procurador-geral da República de suspender os efeitos da delação premiada do ex-presidente da OAS. Independentemente de interpretações legais que eventualmente subsidiem tal decisão, esta suspensão no mínimo causa estranheza devido à importância do conteúdo desta delação, que compromete severamente expoentes da vida pública nacional. A população precisa ficar vigilante com todas as atitudes que venham na contramão da ética na política, preservando iniciativas como a Operação Lava Jato e as Dez Medidas Contra a Corrupção, projeto este que precisa ser discutido. Ademais, a sociedade brasileira não pode permitir que ocorra com a Lava Jato o que houve com a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália nas décadas de 80 e 90 e que serviu de inspiração para a operação brasileira. Naquele país, ao fim, interesses nocivos prevaleceram sobre o que havia sido construído de positivo contra a corrupção. A evolução no combate à corrupção construída ao longo dos últimos dois anos não pode ser seriamente comprometida por entendimentos controversos da mais alta corte do país. Por fim, a divisão harmônica dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário no Brasil exige que estes, de forma igual, prestem contas à sociedade brasileira. Acima de qualquer interpretação legal está o interesse maior do país.
Antônio Scarcela Jorge.

PRESIDENTE EM EXERCÍCIO

 RODRIGO MAIA DESPACHA DO PLANALTO COMO PRESIDENTE EM EXERCÍCIO.

Presidente da Câmara substitui Temer, que está em viagem à China.
Pela agenda, Maia receberá ex-ministro de Dilma e irá à posse no STJ.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), despachou na manhã desta quinta-feira (1º) do Palácio do Planalto como presidente da República em exercício.

Maia assumiu a função ainda na noite desta quarta (31), quando o presidente Michel Temer agora efetivo, embarcou para a reunião de cúpula do G20 na China.

Conforme a Secretaria de Imprensa da Presidência, Rodrigo Maia recebeu parlamentares pela manhã e, à tarde, se reunirá com o ex-ministro da Advocacia-Geral da União Luís Inácio Adams e irá à posse dos ministros Laurita Vaz e Humberto Martins na presidência e na vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ainda de acordo com a assessoria da Presidência, Maia recebeu pela manhã o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), parlamentares do DEM, e os líderes do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), e do PPS, Rubens Bueno (PR).

Linha sucessória.

Pela Constituição, o presidente da Câmara é o segundo na linha sucessória do país e só assume a Presidência da República na ausência do vice-presidente. Com o impeachment de Dilma Rousseff e Temer levado à condição de presidente, Maia passou a ser o primeiro na linha de sucessão.

Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, Rodrigo Maia assumiu o comando da Câmara em julho – na eleição realizada após a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Maia permanecerá no cargo até janeiro do ano que vem porque, em fevereiro, haverá nova eleição.

Waldir Maranhão.

Presidente interino da Câmara entre maio e julho deste ano, em razão do afastamento de Cunha pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Waldir Maranhão voltou ao comando da Casa na noite desta quarta por ser o primeiro-vice-presidente da Câmara.

Um dos parlamentares recebidos por Maia nesta quinta, Maranhão teve uma gestão marcada por polêmicas. Uma delas foi a decisão de suspender a votação da admissibilidade do impeachment de Dilma na Câmara, que depois ele recuou. O deputado comandará a Câmara até que Temer retorne ao país, na semana que vem.

Carmen Lúcia.

Inicialmente, a agenda de Rodrigo Maia para esta quinta previa um encontro às 11h entre ele e a ministra do Supremo Tribunal Federal Carmen Lúcia, que assumirá a presidência da corte no mês que vem.

Por volta das 11h30, a Secretaria de Imprensa informou que a reunião havia sido cancelada a pedido da ministra.
Fonte: G1 – DF.

CRISTOVAN É HOSTILIZADO PELO A CANALHICE ANÁRQUICA DO LULISMO

 FAVORÁVEL AO IMPEACHMENT DE DILMA, CRISTOVAM BUARQUE É HOSTILIZADO NO SENADO.

Por anarquistas na ênfase di delírio pensam está no desgoverno Dilma.

Um dia após o Senado aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, a Casa amanheceu nesta quinta-feira (1º) com corredores praticamente vazios e quase nenhum senador.

 Nem de longe, o Senado lembrou a agitação dos últimos dias. A manhã só não foi tranqüila para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Presidente da Comissão de Educação, única a manter a agenda de hoje, Cristovam teve de encerrar os trabalhos bem antes do previsto, depois de ter sido hostilizado por professores e alunos de escolas do Distrito Federal.

Ex-petista e ex-ministro da Educação do governo Lula, ontem Cristovam foi um dos 61 senadores que votaram a favor do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República.

“De repente, comecei a ouvir os gritos de golpista, golpista, golpista. Fiquei nove anos fora do Brasil para não conviver com golpistas.

Não quero que ninguém conviva com golpistas.

“Como ali eles achavam que a mesa estava sendo comandada por um golpista, em homenagem a eles, que não têm coragem de se exilar, como eu fiz, preferi sair e suspender a sessão”, explicou o senador.

Cristovam acrescentou que não se sentiu agredido, mas incomodado.

“Tanto que saí passando pelo meio dos manifestantes e ninguém tocou um dedo em mim.” Para não alimentar ainda mais o clima hostil, Cristovam convidou os manifestantes que estavam sentados no plenário da comissão a se posicionar atrás dele com os cartazes com inscrições “golpistas”.

De acordo com o senador, desse modo as câmeras da TV Senado poderiam registrar melhor o protesto.

“Golpistas, fascistas, não passarão!”

Com essa frase e aos gritos de “Fora Temer!”, o grupo deixou a sala da comissão conduzida até a saída do Senado pela Polícia Legislativa da Casa.

“Estávamos saindo e fizemos referência ao “Fora Temer” porque viemos falar de liberdade de expressão. Dentro da audiência teve ainda uma galera que começou a gritar "Tchau, querida!” disse a presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal (Uesdf), Taís de Oliveira Soares.
Fonte: G1 – DF.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

COMENTÁRIO SCARCELA JORGE - QUINTA-FEIRA, 1º DE SETEMBRO DE 2016

SCARCELA JORGE
COMENTÁRIO­
Scarcela Jorge

MAIS UM PODER INFORMAL.

Nobres:
Todo e qualquer governante precisa mostrar o que fez para reduzir a criminalidade, e a repressão é apenas a pequena e última parte é obvio que neste estado deprimente, com a corrupção não é diferente. Apesar de endêmica, e manjada retórica, não se pode dizer “sempre houve”. Ela atinge níveis elevadíssimos quando alguns fatores se acumulam, em especial, gigantismo das organizações, vultosos recursos financeiros, ausência de regras claras e objetivas, sensação de impunidade, falta de parâmetros nas transações. Nesse quadro, estatais e obras se destacam. As estatais reúnem os aspectos mais deletérios tanto das organizações privadas quanto das públicas. Elas não se submetem às “amarras” do setor público e se utilizam da liberdade de ação como se particulares fossem, mas não suportam a concorrência destas, não têm compromissos com a eficiência, colocam as indicações partidárias acima dos demais critérios, incham seus quadros de pessoal, permitem largo desperdício de recursos, são tomadas de assalto por todo tipo de interesses escusos e seus prejuízos são lançados nas costas dos contribuintes. Mas é ilusório pretendê-las eficazes e eficientes, afinal, não há razão alguma para que governos criem e mantenham estatais se não puderem, nelas e através delas, exercer seu poder político, em seu mais amplo sentido. As obras de infraestrutura neste país continental carregam aqueles fatores, mas um deles é crucial: a atual ausência de regras claras e objetivas no sentido de proteger ações  corruptas. O planejamento deficiente sempre foi marca do nosso presidencialismo. Se já há sérias deficiências nos projetos, o atalho É a “bíblia do corrupto”. Licitar, um jogo de sorte pra eles com o placar definido, e em seguida tão somente contratar e iniciar obras bilionárias sem um detalhado projeto executivo é uma aberração, incentiva a ladroagem que está deixando o poder, como era óbvio, tem respaldo em lei, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República, feita especialmente para atos de corrupção em que a legislação seja objetivo para tal fim, o que vem acontecendo sistematicamente até nos últimos dias. Em tese é um expediente que buscou, exatamente, consagrar a ausência de planejamento e, assim, escancarar as portas para os “malfeitos” sendo coordenada por “lobistas” e que forma o novo dicionário de larápios gerando mais um poder formal entre poderes constituídos, para extirpar dos grandes males que assola este país e, que está enraizado nos escalões da república o governo deverá puni-los.
Antônio Scarcela Jorge.

TEREMOS UM GOVERNO ENÉRGICO E NÃO OS PARTIDÁRIOS DA ANARQUIA E DA IMORALIDADE








TEMER DIZ QUE GOVERNO NÃO É GOLPISTA E QUE NÃO ACEITARÁ DIVISÃO NA BASE

Presidente fez declaração na primeira reunião ministerial após impeachment.
'Não vamos levar desaforo para casa', afirmou antes de viagem à China.

O Presidente da República Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (31), na primeira reunião ministerial do governo após a aprovação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que agora a cobrança sobre o governo será "muito maior", e rejeitou a acusação de que o impeachment foi um golpe. A reunião ministerial começou pouco mais de quatro horas após a aprovação do impeachment de Dilma pelo Senado, e cerca de uma hora após sua posse no plenário do Senado.

Ele pediu reação ao discurso dos partidários da ex-presidente Dilma Rousseff, que acusam os senadores que voltaram a favor do impeachment de golpistas. "Golpista é você, que está contra a Constituição", afirmou. "Não vamos levar desaforo para casa".

Temer disse que é preciso responder às acusações do tipo. "Não podemos deixar uma palavra sem resposta", afirmou.

O presidente ainda disse que durante o processo de impeachment não respondeu às acusações e foi de uma "discrição absoluta", mas que agora não levará ofensa para casa. "As coisas se definiram, e é preciso muita firmeza", afirmou.

Ele ainda disse que "no plano internacional tentaram muito e conseguiram dizer que no Brasil houve golpe", e disse que não se pode tolerar essa informação. "Isso aqui não é brincadeira."

Viagem à China.

Na noite desta quarta, Temer viaja para a China, onde participará do encontro do G20, que reúne países com as maiores economias do mundo.

Segundo ele, a viagem será o primeiro momento para anunciar "novidade brasileira" aos outros países e começar a trazer investimento estrangeiro para o Brasil. Ele afirmou que terá uma reunião bilateral com o presidente da China no dia 2 de setembro e já foi convidado para reuniões com outros chefes de Estado durante o tempo em que ficará no país.

Temer pediu que os ministros divulguem que ele irá para a Ásia "para revelar aos olhos do mundo que temos estabilidade política e segurança jurídica."

União política.

Em seu discurso aos ministros, o presidente empossado uma hora antes pediu trabalho com afinco de sua equipe, a desburocratização de medidas e a divulgação das medidas tomadas pelo governo.

Ele orientou os ministros a participarem das reuniões de bancadas com seus partidos para falar sobre a importância das medidas. "Não é um partido que está no poder e que despreza os demais. Ao contrário."

Com isso, ele busca sensibilizar os parlamentares para aprovar projetos considerados prioritários para o governo, como a PEC do teto dos gastos públicos - que ele espera aprovar ainda este ano - e a reforma da Previdência.

Temer ainda afirmou que gerar empregos deve ser o primeiro tema a ser levado em conta por seu governo. "Nós temos essa margem enorme de desempregados, os quase 12 milhões é uma cifra assustadora."
Fonte: G1 – DF.

PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA DA UNIÃO

 PROPOSTA DE ORÇAMENTO DE 2017 NÃO CONTEMPLA ALTA DE TRIBUTOS.

Objetivo é atingir meta de déficit fiscal de R$ 139 bilhões para o governo.
Governo prevê que Produto Interno Bruto vá crescer 1,6% no próximo ano.

A proposta de orçamento federal para o ano de 2017, que foi entregue nesta quarta-feira (31) pelo governo ao Congresso Nacional, não contempla aumentos de tributos, informou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para o próximo ano, o governo já propôs que seus gastos superem a arrecadação com impostos, sem contar os juros da dívida pública, em até R$ 139 bilhões – o segundo maior déficit fiscal da série histórica, que começa em 1997. Essa meta ainda terá que ser aprovada pelo Congresso.

Em junho, o governo informou que, para cumprir a meta fiscal de 2017, terá que fazer um “esforço arrecadatório” de R$ 55,4 bilhões. Para chegar a esse resultado, o governo informou que pretende vender ativos, como empresas públicas, e obter receitas com concessões. Entretanto, não foi descartada a possibilidade de subir tributos.

Conforme já divulgado anteriormente, a equipe econômica prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 1,6% em 2017 - valor que está acima da expectativa de uma alta de 1,23% feita pelo mercado financeiro na semana passada.

A previsão mais otimista para o PIB em 2017 ajudará o governo a fechar as suas contas. Isso porque, com uma expansão maior da economia, a previsão de receitas com impostos também subirá em relação ao estimado anteriormente.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Fonte: G1 – DF.