quinta-feira, 3 de abril de 2014

CASO PETROBRÁS

 BRASIL

EX-DIRETOR DA PETROBRAS DIZ QUE CONTRATO DE REFINARIA FOI ENVIADO A DILMA E CONSELHEIROS

O advogado de Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, disse ontem que os conselheiros da Petrobras, incluindo a presidente Dilma, receberam com 15 dias de antecedência o contrato da compra da refinaria de Pasadena (EUA). “Os conselheiros tiveram tempo hábil para examinar o contrato. Se não o fizeram, foram, no mínimo, levianos ou praticaram gestão temerária”, disse Ribeiro.

“Cerveró não vai aceitar ser bode expiatório”. Ele ressalta que não está acusando Dilma ou os demais conselheiros, mas apenas relatando como funciona o processo de aprovação de contratos na Petrobras. Segundo eles, os conselheiros podem ter se esquecido disso dado ao “lapso temporal” da aprovação da compra da refinaria, que aconteceu em 2006.

À noite, o Planalto negou que a presidente Dilma tenha recebido o contrato com antecedência. Há três semanas, a presidente Dilma afirmou que só aprovou a compra de Pasadena dos belgas da Astra porque recebeu um resumo “falho”.

O resumo foi escrito por Cerveró, que ocupava a diretoria internacional da Petrobras. Dilma disse que não sabia da existência das cláusulas “put” e “Marlin”, que obrigavam a Petrobras, respectivamente, a comprar a parte dos belgas em caso de desentendimento e a garantir uma rentabilidade mínima para o sócio.

Ribeiro diz que as cláusulas não estavam no resumo do Cerveró, mas que os conselheiros tiveram acesso ao contrato com antecedência. Após disputa na Justiça, a Petrobras acabou pagando US$ 1,18 bilhão pelo total do ativo em 2012, que os belgas adquiriram por US$ 42,5 milhões em 2005.

Ribeiro, especializado em direito criminal, ressalta que não há nada de errado com os valores, que foram explicados pelo ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em depoimento no Congresso anos atrás.

O advogado esteve ontem em Brasília: passou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e foi até a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal representando Cerveró. Ele entregou uma carta do ex-diretor da Petobras dizendo que está disposto a prestar todos os esclarecimentos.

Ontem, ainda, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou convite para que Cerveró e Paulo Roberto Costa prestem esclarecimentos. As datas dos depoimentos ainda não foram marcadas.

Costa é ex-diretor de refino e abastecimento da estatal e foi convidado para falar sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Ele foi preso no dia 20 de março na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro. Os deputados ainda não sabem como conseguirão trazer o ex-diretor para prestar depoimento.

Fonte: - Agência Brasil. 


STF PROTELA: PEDIDO DE VISTA DE CAMPANHA ELEITORAL

 CAMPANHAS ELEITORAIS

MAIORIA DO STF QUER FIM DE DOAÇÕES DE EMPRESAS.

03.04.2014.

Com a interrupção do julgamento, as regras atuais ainda devem ser mantidas para as eleições de 2014.

Brasília. Um pedido de vista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, adiou pela segunda vez a conclusão do julgamento sobre a participação de empresas no financiamento de campanhas eleitorais. Atualmente, esses são os maiores doadores de políticos e partidos no Brasil.

Apesar disso, uma maioria de seis ministros votou pelo fim das doações feitas por pessoas jurídicas para campanhas eleitorais.

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado havia aprovado, em primeiro turno, projeto que veda a doação de empresas ou pessoas jurídicas para campanhas eleitorais.

Com a interrupção do julgamento, as regras atuais que permitem a participação de empresas no financiamento de campanhas devem ser mantidas para as próximas eleições, uma vez que a retomada do caso no STF ou acontecerá em pleno período eleitoral ou somente após o fim das eleições.

Iniciado em dezembro passado, o julgamento do STF analisa um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que seja declarado inconstitucional o financiamento de campanhas por empresas.

Além disso, a OAB também acredita que um valor máximo, e não mais um percentual sobre a renda, deve ser definido para doações feitas por pessoas físicas a partidos ou candidatos.

Impacto

Uma eventual proibição do financiamento por empresas teria grande impacto no modelo atual das eleições. No último pleito presidencial, por exemplo, cerca de 98% das receitas das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB) vieram de empresas.

No ano passado, no início do julgamento, quatro ministros - Luiz Fux, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e Joaquim Barbosa - concordaram com a OAB e votaram para acabar com a possibilidade de empresas financiarem campanhas eleitorais.

Ontem, o primeiro a votar foi o ministro Teori Zavascki, que no ano passado havia feito o pedido vista (mais tempo para analisar o processo) que adiou o julgamento. De acordo com ele, impedir que empresas façam doações a campanhas não representará uma solução para reduzir a corrupção eleitoral.

Além disso, o ministro destacou que, apesar de não terem direito a voto, as empresas fazem parte da realidade social do país, geram emprego, renda e têm o direito legítimo de participar do processo eleitoral.

Para Teori, alterações no sistema de financiamento de campanhas devem ser feitos pelo Congresso, cabendo ao STF zelar pela efetividade das leis e aplicar as devidas punições para quem abusar do poder econômico.

Depois de Teori, o ministro Gilmar Mendes, que já sinalizou um voto contrário aos pedidos da OAB, disse que o tema era complexo e pediu mais tempo para analisar o processo.

Apesar disso, os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski decidiram adiantar seus votos e formaram uma maioria de 6 entre 11 ministros pela proibição do financiamento das campanhas por empresas.

Para Marco Aurélio, permitir que empresas financiem campanhas acaba com a "paridade de armas" entre candidatos e partidos políticos, estimulando promiscuidade entre agentes econômicos e políticos.

"O modelo legal vigente alimenta a promiscuidade entre agentes econômicos e a política, contribuindo para a captura dos representantes do povo por interesses econômicos de seus financiadores, disseminando com isso a corrupção em detrimento de valores republicanos".

Lewandowski, por sua vez, destacou que a vontade de pessoas jurídicas não pode concorrer com a de eleitores. "Um homem um voto. (Permitir o financiamento de campanhas por empresas) fere um princípio basilar republicano, o princípio da igualdade", disse o ministro.

Identificação das doações.

Na segunda-feira, 31, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma regra para as eleições deste ano que tem o objetivo de acabar com as chamadas "doações ocultas", dinheiro repassado aos candidatos sem que seja possível identificar a empresa responsável pela doação.

Resolução aprovada pelo tribunal no final de fevereiro determina que, a partir de agora, partidos que receberem recursos de empresas ou pessoas físicas e os repassarem a candidatos terão que divulgar claramente na prestação de contas a quem pertencia o dinheiro que acabou chegando aos candidatos.

Fonte: - Agência Brasil.




quarta-feira, 2 de abril de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - QUARTA-FEIRA 02 DE ABRIL DE 2014

COMENTÁRIO.
Scarcela Jorge.

GALGADA DE DESATINO.

Nobres.
Em termos éticos cujo comprometimento foi visto em tempo algum, tornar-se lamentável ver um país se afundando, sem moral, sem justiça, corrupto, cheio de vadios e hipócritas. A cata de essa situação várias pessoas escreverem errado por falta de escola de qualidade, e qualidade e que o partido do governo conhece, por “mensalão” a qualidade de ser corrupto. Muitos desses notáveis, intelectuais e laboratoriais do lulopetismo expressam de a seu modo. Não veem a segurança desabar e bandidos sendo chamados de vândalos, e de vandalismo eles conhecem, muitos tentam vandalizar esse país. Se a sociedade não se cuidar o País se descambará para um contorno irracional que ninguém se dará conta, pessoas sem valores, sem moral e sem direção, procuram desorientar pessoas, arrasam valores e roubam os sonhos da nossa sociedade verdadeira cidadã do povo brasileiro. Com este destempero de retaliar a nação um projeto anarquista que perdura acintosamente por mais meio século: - este é o objetivo. - Com a conquista deste segmento do poder agora, procura firmeza tentam sem projeto político, e se há projeto é baseado em ideologias, que até agora não prosperou para o nosso País. E se acontecem são acompanhadas com ascendência corruptas acabaram com a moral e com o princípio ético desse país. Hoje o Brasil, é um país de ninguém, onde todos fazem o que querem, e assim o Governo faz o que quer, terrivelmente lamentável a carga tributária deste Gigante que adormeceu de novo. É deveras lamentável não podermos sair com as nossas famílias inclusive nas pequenas cidades, onde condutores de veículos insanos, som alto e outras ações delituosas, “vadiam” as “barbas” de autoridades que se omitem em função da mania de aproveitar a “carona” da ausência de responsabilidade e da anarquia reinante em todos os quadrantes do país. “O que nos transparece é a falta de homens de bem.” - Falta segurança, falta vergonha, falta moral e falta educação e falta quase nada na nossa nação. Somente o povo direcionará os rumos da comunidade que mora em qualquer canto do Brasil.

Antônio Scarcela Jorge.


OS MAUS FEITOS NO MUNICÍPIO

PROJETO SANEAR – 

UMA BOMBA QUE EXPLODE DIARIAMENTE NAS COSTAS DO POVO!

- IMPUNIDADE?

 para quem promoveu o mau feito !!!


Aguardem detalhes. – “quem viver verá”.

AUTO TITULADA 'DITADURA

LEITORES DN.

Ditadura


Houve exagero entre os anos de 64 e 70? Houve. Fui soldado do Exército entre 1984 e 1992 e aprendi muito. No Brasil nunca houve ditadura. Na Coreia do Norte, sim, o regime é de verdadeira ditadura. Pergunto; você acha melhor andar 'no trilho' ou ver essa roubalheira acontecendo na política, e não acontece nada com eles? Desvios de recursos no projeto da Transposição de Águas do Rio São Francisco, do sistema do Metrô de Fortaleza, aeroportos, estádios de futebol, Petrobras, etc., Enquanto isso, como está a situação da saúde, da segurança e da educação? (Sobre matéria publicada na editoria de Cidade sob o título "Protestos pró e contra ditadura dividem praça")
Luiz Vicente Santana.
Fortaleza-CE.

PUBLICADO EM 02.04.2014 – IMPRESSO DN.



CAMPEONATO DO NORDESTE

 DECISÃO DA COPA DO NORDESTE
SONHO REGIONAL: 

1º ATO.

Ceará encara Sport na Ilha do Retiro em busca de sair com um bom resultado para decidir o título no Castelão, dia 9.

Dois dos principais favoritos ao título antes de a Copa do Nordeste se iniciar em janeiro último, Ceará e Sport começam a decidir hoje, em Recife, o título da prestigiada competição regional.

O primeiro ato da decisão acontece às 22 horas, na Ilha do Retiro, em Recife, casa do rubro-negro pernambucano, com transmissão da TV Verdes Mares. A segunda partida, no dia 9, será no Castelão, onde um dos dois alcançará o tão sonhado título regional, e mais, alçará voos mais altos, com a participação na Copa Sul-Americana no segundo semestre deste ano.

Ambos estão classificados para as semifinais dos seus estaduais e disputaram clássicos no último domingo por hexagonais. O Vovô bateu o Fortaleza por 3 a 1, no Castelão, enquanto o Sport foi derrotado pelo Náutico, na Ilha do Retiro.

A vitória no Clássico-Rei, aliás, serviu de ânimo extra para os alvinegros, que já se diziam naturalmente confiantes na decisão do Nordestão, por conta da campanha até então. O Vovô foi primeiro colocado do Grupo C com folga, e eliminou Vitória e América/RN com autoridade no mata-mata - ambos foram goleados na Capital. Portanto, o objetivo de hoje é conseguir um bom resultado fora para decidir o título onde o clube fez suas melhores exibições na temporada.

Confiança

"Não entramos pensando em empatar ou perder pelo mínimo que seja. É uma decisão e estamos indo lá para vencer. Sabendo da força do Sport dentro da casa, mas temos um time maduro e confiamos no nosso potencial. Podemos jogar bem fora", afirmou o volante Ricardinho.

Sem problemas de lesão ou suspensão, o treinador Sérgio Soares deve escalar a equipe que buscou a reação no Clássico-Rei, apenas com Souza, poupado no domingo, no posto de Felipe Amorim, que não está inscrito no Nordestão.

"Estamos prontos e confiantes de que conseguiremos a vitória e a vantagem para o jogo em casa. Vamos entrar em campo com tudo para vencer, respeitando o Sport. Será um confronto de dois times grandes e que mereceram chegar a este momento decisivo", lembrou Soares.

Ceará é absolvido  em caso 'Assisinho'

O último treino de apronto do Sport para o duelo com o Ceará foi cercado de mistério por parte do técnico Eduardo Baptista. Ele mudou a rotina de treinamentos do clube e optou por fechar o treino no CT da equipe em vez de realizá-lo na Ilha do Retiro.

Sem a presença da imprensa, Baptista testou novas variações táticas, mas a tendência é que o substituto de Felipe Azevedo (ex-Ceará), suspenso, seja o volante Rithely, que vinha perdendo espaço no time. O meia Danilo também disputa a vaga.

O treinador garantiu que a equipe não se abalou com a derrota no clássico para o Náutico, no último domingo, pelo Campeonato Pernambucano, e espera mostrar uma reação para sua torcida contra o Alvinegro.

O Ceará foi absolvido ontem em julgamento na Segunda Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Ceará (TJDF-CE) sobre a regularidade da escalação do jogador Assisinho. A votação foi favorável pelo placar de 4 a 1.

Assisinho foi expulso quando ainda jogava pelo Fortaleza, em partida contra o Ceará, pelo Cearense de 2013. O jogador fez a 1ª partida no Estadual de 2014 no duelo contra o Guarany (S).
O Fortaleza formalizou denúncia contra o jogador, alegando que o mesmo deveria ter cumprido suspensão pelo rival. O Ceará alegou que a pena foi convertida em pagamento de cestas básicas. Após a decisão, o Fortaleza informou que irá recorrer ao Pleno do TJDF-CE.

Sem Felipe Azevedo, Sport faz mistério.

O último treino de apronto do Sport para o duelo com o Ceará foi cercado de mistério por parte do técnico Eduardo Baptista. Ele mudou a rotina de treinamentos do clube e optou por fechar o treino no CT da equipe em vez de realizá-lo na Ilha do Retiro.

Sem a presença da imprensa, Baptista testou novas variações táticas, mas a tendência é que o substituto de Felipe Azevedo (ex-Ceará), suspenso, seja o volante Rithely, que vinha perdendo espaço no time. O meia Danilo também disputa a vaga.

O treinador garantiu que a equipe não se abalou com a derrota no clássico para o Náutico, no último domingo, pelo Campeonato Pernambucano, e espera mostrar uma reação para sua torcida contra o Alvinegro.

O Ceará foi absolvido ontem em julgamento na Segunda Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Ceará (TJDF-CE) sobre a regularidade da escalação do jogador Assisinho. A votação foi favorável pelo placar de 4 a 1.

Assisinho foi expulso quando ainda jogava pelo Fortaleza, em partida contra o Ceará, pelo Cearense de 2013. O jogador fez a 1ª partida no Estadual de 2014 no duelo contra o Guarany (S).

O Fortaleza formalizou denúncia contra o jogador, alegando que o mesmo deveria ter cumprido suspensão pelo rival. O Ceará alegou que a pena foi convertida em pagamento de cestas básicas. Após a decisão, o Fortaleza informou que irá recorrer ao Pleno do TJDF-CE.

Fonte: DN.


MANOBRA DE GOVERNO NADA ÉTICA

 CRIAÇÃO DE CPI DA PETROBRAS É ADIADA APÓS MANOBRAS DO GOVERNO.

BRASÍLIA, - Duas manobras conduzidas pelo governo no plenário do Senado nesta terça-feira adiaram em pelo menos um dia a possível criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na Petrobras e criaram condições regimentais para a instalação de uma investigação muito mais ampla.

A primeira manobra do governo foi uma questão de ordem apresentada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionando se o requerimento tinha "um fato determinado", uma das exigências para a abertura de CPIs. Ela argumentou que o pedido trazia fatos desconexos, tendo apenas em comum a Petrobras.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu a questão de ordem e informou que dará uma resposta na quarta-feira, adiando a criação da CPI da Petrobras. Após a decisão, o governo deu início à sua segunda manobra política para pressionar a oposição.

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou à Mesa Diretora um requerimento para a criação de uma CPI que investigue os contratos de manutenção e aquisições de trens e metrôs, firmados no Estado de São Paulo e no Distrito Federal, que seriam alvo de um cartel de empresas e as transferências de recursos federais para Estados e municípios para projetos de tecnologia de informação.

O pedido protocolado com a assinatura de 31 senadores, mais do que as 27 necessárias, foi lido no plenário e pegou a oposição de surpresa.

"Querem matar a CPI da Petrobras. É isso", reagiu o líder do PSDB no plenário, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Em seguida, ele apresentou uma questão de ordem semelhante à de Gleisi, argumentando que não havia "fato determinado para a criação" da CPI proposta pelo governo. Renan também disse que responderá o questionamento na quarta-feira.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do partido e provável candidato à Presidência, disse à Reuters que a manobra do governo mostra "que eles não querem investigar nada".

Gleisi afirmou que o presidente do Senado tem, agora, duas alternativas: rejeitar as questões de ordem e dar prosseguimento à criação das comissões parlamentares de inquérito, ou acatá-las, o que tornaria os dois requerimentos inválidos. Neste caso, novas assinaturas teriam de ser colhidas para um novo pedido, desta vez com um fato determinado a ser investigado.

"Vamos fazer a política se a oposição quer, mas não vamos desvirtuar a sociedade brasileira que quer discutir propostas durante as eleições desse ano", afirmou o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), no plenário. "O governo da presidente Dilma não teme investigação", acrescentou.

A convocação de uma CPI da Petrobras ganhou força depois da divulgação de novas informações sobre a aquisição de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, pela estatal. A compra foi alvo de denúncias de superfaturamento.

A Petrobras adquiriu 50 por cento da refinaria em 2006 por 360 milhões de dólares. Mas em seguida amargou uma batalha judicial com o parceiro no projeto, a Astra, que possuía os 50 por cento restantes, e acabou sendo obrigada a desembolsar em 2012 mais 820 milhões de dólares para ficar com a totalidade da empresa.

Apesar de o foco da investigação ser a compra da refinaria, a oposição propõe que a CPI também se debruce sobre outros temas, como as investigações na Holanda que poderiam apontar pagamento de propina a funcionários da estatal, a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e até mesmo a ativação de plataformas de exploração de petróleo sem todas as condições de segurança.

A criação de uma CPI para investigar a estatal pode causar dificuldades políticas à presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, mas o governo já vinha considerando inevitável a instalação da comissão.

MANOBRA DIVIDIU ALIADOS.

As duas manobras do governo começaram a ser articuladas na semana passada em uma reunião com senadores aliados e com a participação de Braga, disseram à Reuters dois senadores e uma fonte do governo, que falaram sob condição de anonimato.

A estratégia foi levada ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que promoveu os movimentos necessários com o novo ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, empossado nesta terça-feira.

Na segunda-feira, Dilma já havia sido informada da estratégia, segundo a fonte do governo. No entanto, as manobras causaram divergências na reunião entre líderes aliados, a ex-ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti e Berzoini.

Em um debate acalorado, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se posicionou contra, segundo relato da fonte do governo que esteve na reunião.

Após o encontro no Palácio do Planalto, Berzoini e outros senadores fecharam os detalhes com Renan para levar adiante o plano, que teria sido detalhado a Dilma nesta terça-feira durante um almoço com Mercadante e o novo ministro.

Fonte: - Reuters.





terça-feira, 1 de abril de 2014

COMENTÁRIO - SCARCELA JORGE - TERÇA-FEIRA 01 DE ABRIL DE 2014

COMENTÁRIO
Scarcela Jorge.

REFORMA ELEITORAL PROTELADA.

Nobres:
O prometido que vem sendo constante sobre as diversificadas propostas de reformas ocasionais, adiadas, servindo tão somente para reforçar o cenário da conveniência quando há um fato novo e servindo para desviar atenções da sociedade. Mesmo assim, dentro do emaranhado de contradições ânsia expectativa vêm novas discussões para uma causa que deveria ser prioritária para o conceito político do País. Dentre essas reformas seria necessária a eleitoral, largamente no bojo da reforma política, sendo o cetro das ações contextuais. Neste sentido verifica-se o enredo de propostas amornadas “nas prateleiras” do congresso que de bom alvitre evidenciaria pontos essenciais que daria uma nova dinâmica nos preitos eleitorais. Por exemplo: apreciaria o fim da reeleição com aumento do mandato para cinco anos. É quase consenso de segmentos da sociedade que em sua visão, é um avanço para a democracia. – “Um dos pontos fundamentais da democracia é a alternância de poder, para que um grupo político não se apodere permanentemente da máquina pública, transformando-se em ditadura disfarçada, e o mandato de quatro anos com reeleição é, na prática, um mandato de oito anos, em virtude do poder econômico da máquina pública, o que diminui a rotatividade de poder”. A eleição de meio de mandato acaba funcionando como um “recall” e o governante só perde se seu governo tiver sido uma completa tragédia no período. - Por outro lado há quem diga que, na prática, o fim da reeleição não faz muita diferença, que o detentor do poder sempre tem um sucessor candidato, e ele usaria a máquina para o seu protegido. - Isso é verdade, mas até certo ponto, pois um apoiador político nunca consegue transferir 100% da sua base eleitoral, o que aumenta as chances da oposição. Com o fim da reeleição, o mandato passa a ser novamente de quatro anos, o que parece pouco, pois um ano fica ocupado com a troca de governo. O primeiro ano de governo costuma ser muito tumultuado, já que se trata de uma nova filosofia de governo sob a égide de uma lei orçamentária votada pelo governo anterior. - O sistema atual é extremamente ruim, pois as eleições de dois em dois anos faz com que o mundo político respire eleições o tempo todo. Exemplo disso são as discussões políticas do Congresso que, nesse exato momento, estão perpassando por acordos eleitorais para o ano que vem, e isso aumenta demasiadamente o fisiologismo. Outra vantagem é que o eleitor terá a garantia de que o candidato escolhido concluirá o mandato. - Deputados costumam se lançar a prefeituras dois anos depois de eleitos, e vereadores costumam se lançar a deputados logo na eleição seguinte. É uma evidente falta de compromisso com seu eleitor. O aspecto negativo é que são nomes demais e candidatos demais para os eleitores guardarem. Uma eleição geral vai criar uma confusão geral. Mesmo com esse problema, eu aprovo a proposta, pois entendo que essa medida vai trazer uma maior renovação nos quadros políticos. Sobre a fidelidade partidária e o fim das coligações proporcionais, são medidas fantásticas e devem ser implementadas imediatamente. O excesso de partidos no Brasil é um problema real de governabilidade e aumenta o fisiologismo. Contudo, também não podemos ser contra a liberdade partidária, por ser medida liberal essencial. A questão é que o que temos no Brasil hoje não é liberdade partidária, pois essa liberdade pressupõe diversidade de ideias, e não é isso que ocorre. Os partidos são todos mais ou menos iguais hoje no Brasil, e tanto a infidelidade partidária quanto as coligações proporcionais criam um incentivo fundamental para que esse fenômeno ocorra. As coligações proporcionais destroem a ideia de que os partidos traduzem ideias. Se um partido socialista se coliga com um partido liberal, quando um cidadão liberal vota em candidato do partido liberal, pode estar ajudando a eleger um candidato do partido socialista. Essa disfunção é uma completa loucura. Sinteticamente não há ideologia política no país e sua sustentabilidade partidária. - Se junta a isso o fato do candidato eleito poder sair de um partido com uma filosofia e ir para outra, e temos de real uma salada. - Na prática, legendas de aluguel só conseguem eleger candidatos porque coligam com outras legendas de aluguel. Caso os pontos comentados efetivamente sejam aplicados, em pouco tempo os partidos sem ideologia vão morrer e somente os ideológicos permanecerão ativos. Essa é uma questão que na prática de rotatividade nada modificar em termos de significativos avanços na política do País. Vamos esperar; ninguém sabe, quando.

Antônio Scarcela Jorge.

SEM CREDIBILIDADE !

 AO EMPRESARIADO, AÉCIO PROPÕE CORTAR MINISTÉRIOS PELA METADE.

Pré-candidato tucano diz querer ‘passar país a limpo’ e defende ‘ajustes’, sem cortes, no Bolsa Família.

SÃO PAULO. O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira que, caso seja eleito, quer cortar pela metade o número de ministérios do governo, hoje em 39. Ao discursar em almoço do Lide, Grupo de Lideranças Empresariais, em São Paulo, o senador tucano falou ainda em melhorar a concessão dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reduzir a carga tributária e investir em Parcerias Público Privadas (PPP).

- Num futuro governo do PSDB, acabaremos com metade dos atuais ministérios e criaremos uma secretaria que, em seis meses, apresente uma proposta num primeiro momento de simplificação do sistema tributário e, no médio prazo, consiga a redução da carga tributária, disse o senador.
Mais tarde, ao responder a perguntas da plateia, Aécio falou também que iria acabar “com boa parte desses cargos em comissão".

O senador defendeu regras mais claras para o acesso a empréstimos do BNDES.

- Eu gosto muito dos juros do BNDES, mas eu quero que haja juro do BNDES para todos e não apenas para meia dúzia de escolhidos - disse, sendo aplaudido com entusiasmo pelos empresários.

Aécio aproveitou o apoio da plateia para lançar um desafio e dizer que não se preocupa se o PT decidir trocar a candidatura da presidente Dilma Rousseff pela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de outubro.

- Pra mim, não me importa se é o ex-presidente Lula ou a presidente Dilma que será o candidato.

Ao falar da crise da Petrobras, disse que, se eleito, passará o "país a limpo".

Assim como fez o seu provável adversário do PSB, Eduardo Campos, na semana passada, Aécio também manifestou preocupação de que seja feito "terrorismo" com a possibilidade de fim do Bolsa Família se o vencedor da eleição não for um petista. Apesar de ter prometido manter o programa, o tucano afirmou que fará ajustes, como a concessão de bônus para alunos que consigam notas superiores à média e a pais que entrarem em um programa de requalificação profissional.

- A grande diferença é que para nós o Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT, é um ponto de chegada.

Fonte: - Agência Globo.

 
INCLUSO:

OPINIÃO

Em qualquer assunto partindo de “velhos” políticos – (seja qual for a faixa de idade) onde se preceitua o imperativo da demagogia o eleitor de bom senso (ficar equidistante da política para ouvir desse bando – tanto faz os “cardeais” do PT/PSDB; - no meu “imodesto” conceito é pura retórica”: - este é o meu parecer; segue quem quiser. - Quem sabe; teríamos um casamento perfeito (imperfeito para eles que estimulam a união do mesmo sexo) entre o Gagá e a mulher! Que por sua proposta está destruindo a família.

- Bem disse; que certas ações partem de casa.

Retomando o emaranhado de contradições no seio da política seria de “bom grado” estabelecer quando no horário eleitoral “efetivaremos” o racionamento de energia voluntária em nosso proveito. Só assim exercitaríamos o “linguajar cearense” – VAMOS TAPAR O ZOVIDO.

Firmo-me: -
ANTÔNIO SCARCELA JORGE